Nao Tente Adivinhar o que
Não é tão simples assim...
Meu compromisso não é tão simples como me vestir e cantar aos orixás. Não se resume em uma simples festa e jamais se interrompe além das paredes do asé.
Meu compromisso vai além de iniciar um Yawò, um Ogã ou uma Ekedji.
Meu compromisso é com o Tempo que passa pelos vãos de nossos ouvidos e coração.
Meu compromisso é com a dor de nossos ancestrais envoltos em pesadas correntes, dentro de seus cativeiros.
Meu compromisso é com nossas princesas e príncipes que morreram nos porões dos navios negreiros.
Meu compromisso é com o suor e o sangue das chibatas.
Meu compromisso é com o medo de tantas etnias acorrentadas e massacradas na África.
Meu compromisso é de honrar a coragem dos nossos antepassados em manter viva crença nos Orixás e na força da natureza, mesmo com o laço mortal da forca em seus pescoços.
Meu compromisso é com Zumbi do Palmares e sua incansável luta contra o açoitamento dos seus.
Meu compromisso é de alguma forma valorizar todo sofrimento que deu força para nossa crença resistir até os dias de hoje.
Meu compromisso é na contribuição e na transmissão segura dos adurás e fundamentos tão protegidos com dor e sangue dos nossos Reis e Rainhas do Cativeiro.
Meu compromisso é com a fé inabalável e por consequência da humildade dentro e fora do asé.
Meu compromisso é com Olorum, Orumilá, Oduduà e todos os Orixás.
Meu compromisso não é agradar ninguém e sim manter viva e forte a luz de nossa fé.
Memória da Casa (Fernando de Oliveira e Walmir Palma)
Não está no portão
a memória da casa,
nem está no porão,
onde tudo se guarda.
Se talvez no jardim
mora alguma lembrança,
erram doces ausências:
borboletas, crianças.
A memória da casa
jaz além da estrutura,
das paredes caiadas,
assoalho, nervuras.
Vejo outrora na alcova
afogada em cortinas
o rubor de uma rosa
e uma linda menina.
Onde foi essa alcova,
em que tempo se deu,
como entrou nessa história,
em que vão se perdeu?
Essa casa são muitas,
uma só todas elas;
o morar é a casa
com varandas, janelas.
As memórias são tantas,
tantos são os lugares
onde pousam lembranças
nesse lar, nesses lares...
Política encardida.
O mau político não vê pessoas e suas necessidades.
O mau político enxerga eleitores e seus votos.
Voltarei tão rápido que você não terá tempo de sentir minha falta. Cuide do meu coração, ele ficou com você.
Você não pode ir para a cama
Sem uma xícara de chá
E talvez essa seja a razão
Que você fala em seu sono
E todos aqueles conversa
São os segredos que guardo
Apesar de que não faz sentido para mim
Ninguém conhece minhas lutas. Portanto, eu não preciso provar nada, a não ser sapatos, roupas, vinhos e cachaça.
Não sei disfarçar sentimentos e sinceramente nem quero. Seria uma violência tão grande comigo mesma a troco de nada.
Somos responsáveis pelas condutas pessoais que causam impactos na vida profissional. A ética não é temporária, é linear.
Eu te amo, e nada mais sei.
Além do fato que você não gosta e nunca gostou de mim.
Talvez seja só uma ilusão esse amor, pois que seja, agora, enquanto eu não tenho a resposta, só posso dizer que, viver sem você e como estar vivo sem respirar.
Eu te amo, e nada mais sei.
Você está esperando por alguém, mas até você se acha patética. Isso não é amor. É uma obsessão. O amor que você tinha mudou e agora está apodrecendo. Você deveria jogá-lo fora.
Não há homem ou mulher que por acaso não se tenha olhado ao espelho e se surpreendido consigo próprio. Por uma fração de segundo a gente se vê como a um objeto a ser olhado. A isto se chama talvez de narcisismo, mas eu chamaria de: alegria de ser. Alegria de encontrar na figura exterior os ecos da figura interna: ah, então é verdade que eu não me imaginei, eu existo.
Enquanto seu coração sangrar e doer não se preocupe, se preocupe quando todos seus sentimentos forem se esgotando e nem mesmo a dor te machucar, nesse dia seu coração estará negro e sua alma vazia.
