Nao Tente Adivinhar o que
Os novos postulantes querem a universidade não para se doutorarem, no sentido pedante e ocioso da expressão, mas para adquirem conhecimentos que os qualifiquem para o trabalho futuro, útil, que terão de produzir. Nisto está o essencial do problema: os estudantes compreenderam a essência alienada da universidade brasileira, sua função desambientadora, sua quase nula atuação progressista, sua inadequação às tarefas exigidas pelo país, e a querem precisamente como instrumento para revogar e pôr termo a toda essa alienação...Aos estudantes cabe, evidentemente, o principal papel neste processo transformador da universidade porque são eles os primeiros a compreender as ideias como as que estamos enunciando e a lutar por elas.
A QUESTÃO DA UNIVERSIDADE, pág. 14-15
"A acusação de que na universidade pouco se trabalha e dificilmente se estuda não significa, em verdade, uma acusação, mas o registro do escrupuloso cumprimento de uma norma intencional. A universidade não foi concebida nem é dirigida em função do trabalho social útil, mas do estudo ocioso, da cultura alienada, da pesquisa fortuita e sem finalidade imperiosa"
A QUESTÃO DA UNIVERSIDADE, pág. 27
Guardem bem essas coisas: Jesus Cristo não é assunto somente para oração, Nosso Senhor foi estabelecido por Deus para n'Ele Deus restaurar TODA a Criação (TUDO, no céu e na Terra). Só que o mundo moderno reverberou aquele brado dos judeus na casa de Pôncio Pilatos, então caímos no governo dos homens maus. A escória humana, a opinião da maioria, nos diz agora como devemos ser e fazer. Gente sem moral, sem princípios, sem caráter, sem norma, envolvida com todo tipo de crime. E se não fizermos, seremos processados e presos. E a tendência é piorar! Porque quando Cristo não reina, a cidade dos homens cresce sob o domínio do espírito do Anti-Cristo.
O silêncio do universo nos ensina que algumas perguntas foram feitas apenas para serem vividas, não respondidas.
A eternidade não está no tempo que passa, mas no instante em que somos plenamente conscientes de existir.
O que o professor burocrata, medíocre, displicente, sabe e ensina, não reforma, mas conserva a universidade. Logo, não pode ser ela o instrumento da transformação exigida pela sociedade no seu movimento histórico...Compete aos estudantes associarem-se a estes mestres mais esclarecidos, incentivarem as suas atividades inconformistas, apoiarem-nos, para no diálogo com eles mantido, conseguir fazê-los progredir o mais possível no sentido de compreensão comum do problema e da batalha em que necessitam aliar suas forças.
A QUESTÃO DA UNIVERSIDADE, pág. 90-91
A vida não é um propósito a ser alcançado, mas uma jornada solitária de questionamento, onde só o erro é certo.
O maior dilema da vida não é a morte, mas como viver sabendo que tudo é transitório e que nenhum significado é definitivo.
Existir é estar sempre diante do abismo, sabendo que o salto não tem garantias, mas é o único caminho.
O ser humano nasce com a angústia de saber que a vida não lhe pertence, e ainda assim, busca nela seu significado.
Eu não preciso estar perto para estar presente. De longe, eu não nunca estive tão presente como estou agora.
...o escritor brasileiro, via de regra, trabalha sozinho. Não dispõe, como os seus confrades estrangeiros, pelo menos os dos países ditos desenvolvidos, de secretárias. Como eu sempre fui, para escrever os meus livros, pesquisador, anotador, redator, datilógrafo e revisor...
A FÚRIA DE CALIBÃ, pág. 228
Não pare nem dê ouvidos a quem não te acompanha ou entende o seu propósito; caso contrário, você ficará estagnado e poderá atrofiar o seu crescimento!
Não importa para onde você vá, seja para o outro lado da rua ou até Marte, nunca foi sobre as viagens em si, mas sobre o viajante e as companhias. A vida é a maior de todas as viagens — transforme cada trajeto em algo inesquecível e pleno de significado.
