Nao tenho o Direito de Magoar Ninguem
Versejar feito
de lama,
água, fogo
e luto,
tentando
entender
porque
nessa vida
ninguém
se previne.
Centenas
de almas
sacrificadas,
para lágrimas
ainda não
inventaram
barragens
de contenção.
Só sei que
dez estrelas
escapuliram
de várias
mãos;
dobraram
os sinos,
caiu a noite
e já não sei
mais o quê
escrever,
só sei que
o meu peito
não para de doer.
A todo instante
se descobrem
mil conspirações,
Ninguém mais
aguenta viver
com tantas
perturbações,
O quê falta
para efetuar
essas prisões?
Não se fala
em outra coisa,
e sei que escrevi
muito mais
do que deveria:
"Quanto maior
é a censura
mais cresce
a busca pela
verdade e justiça".
Só não
entendo
como não
descobrem
o paradeiro
do General
que foi preso
injustamente,
Não consigo
ficar calada
simplesmente,
O desgosto
faz joropo
com o meu
descontentamento.
Foi proibida de sair
do país assim denunciou
a autoproclamada;
Dessa história ninguém
aguenta mais nada.
O mundo parece
que empacou nessa
história amalucada.
O Uruguay se retirou
porque não reconheceu
o autoproclamado,
Dessa história dá
vontade de cruzar
o oceano a nado.
O bloqueio só fez
o andamento do
país ser prejudicado.
Há dois meses
o General está
incomunicado,
E o maltrato vem
se repetindo com
quem também
não deveria ter
sido aprisionado.
Ninguém sabe
mais do paradeiro
do General que
foi preso inocente,
A irmã perguntou,
O pastor também,
E ecoei porque
sou insistente,
Não dá para fingir
que não me
sensibilizo
porque nasci gente.
Não se sabe
onde está
o Vice-Presidente,
O Inferno e suas
Cinco Letras
estão emudecidos
simplesmente;
Há mais de um
desaparecido
neste continente.
Nenhuma linha
de Oslo
os desaparecidos,
Poderia até
fingir que
não percebi
a ausência disso;
A incoerência
sobre isso inspira
e até mesmo
sugere que não
está ciente
ou é indiferente.
Faço eco das vozes
da irmã, do irmão,
e dos irmãos,
e ouso sem autorização
e sem ser ninguém
para perguntar:
- O General
está bem?
Versejo nas sombras
da limitação real
para perguntar:
- Onde o General está?
Ninguém sabe onde
foi parar o General,
Ouviu ou viu,
Mas insisto
em perguntar:
- O General está vivo?
Não desisto de saber
no deserto de afetos,
tristezas aquarteladas
e absurdo dos séculos.
Para muitos
faltam remédios,
eletricidade
e comida,
Ninguém acredita,
racionaram
a gasolina;
Um salão
em Táchira
aberto
para lembrar
dos inimigos
e traidores
da Pátria,
E a América Latina
em alta rotação.
Da vida dura
nem Honduras
escapa,
A violência
pelos ares contra
os manifestantes
na praça,
É hora de deixar
para trás
essa cultura
de violência.
Não se provoca
para depois
alguém falar
que você
terá de engolir
com Coca-Cola,
Três Oficiais
Generais
da Aviação
optaram sair
pela via
da insubordinação.
Do General dos
meus poemas,
Preso inocente,
Nunca mais
vi uma imagem,
li uma notícia
e não soube mais nada.
Há mais
de um mês
notícias
ninguém tem
do General,
E sequer
se tem noção
do paradeiro;
Se vivo está
ou se está
bem e inteiro.
Ciente disso
não vou parar
de perguntar.
Equilibrar
o espírito,
Respirar fundo,
Adoçar o verbo
e entender
o interior
confuso,
e que nada
é absoluto;
Diante deste
absurdo
o dever
de todos
é buscar
se acalmar.
Ciente disso
não parar
de pedir
para libertar.
Confundem
reivindicar
direitos
com insultar,
Não suporto
tumulto;
Quando
vejo algo
de errado
não paro
nenhum
pouco de falar.
Cada letra poética minha
tem sido Inconfidente,
onde ninguém aprendeu
a lição e se valoriza
o pior para a nossa Nação.
Ninguém aprendeu a lição,
todo o peso dos poderosos
sempre é colocado
no lombo da população
e nos tornamos sem reação.
Ninguém aprendeu a lição,
todo o peso da injustiça
sempre é a vida mais
humilde que aqui se sacrifica.
Ninguém aprendeu a lição,
conspira-se, julga-se,
prende-se e se faz justiça
com as próprias mãos
criando sempre novos Tiradentes.
Ninguém aprendeu a lição,
por ingenuidade, comodismo
ou até mesmo ambição:
não sei o quê será desta Nação.
Ninguém aprendeu a lição,
viramos Tiradentes perpétuos
por omissão de quem teria
o dever de fazer e outros
são Tiradentes até sem perceber.
Ninguém aprendeu a lição:
Tiradentes perdeu a vida
por não querer mais a colonização,
e foi feito patrono civico da Nação.
Tudo parecia tão real,
um sonho surreal,
ninguém vai acreditar
se eu começar a contar.
Vi sobrevoarem o Mocambo,
não era um avião junto da nave espacial,
e tampouco nenhum engano,
e sim Jaçanã e Pavão Misterioso,
voando no céu limpo e formoso.
Com De Mãos Dadas no Arraiá
não parava de dançar,
com Peti na Roça a cantar,
no ritmo que faz pulsar.
De repente todos se pintaram
de laranja e branco e brilharam,
quando o Touro Branco chegou,
e a nossa festa inteira animou.
Depois veio amarelo
com branco para do nada
nos mudar de cor,
era o Espalha Emoção que dançava
e a alegria por todos espalhava.
Ao abrir os olhos foi quando
me dei conta que estava
no meu quarto a despertar
deste sonho ainda meio zonza,
e para ele ainda querendo voltar.
Ninguém é obrigado
a nada e a minha ideia
é pé de Jenipapo,
A nossa amada Terra
é aqui, e ainda bem que
não é nenhuma outra;
Sou realista e não ligo
que me chamem de louca.
Se for falar da nossa
Terra que seja doce
até para falar com
quem quer que seja,
e até do que é amargo,
Sei que não é fácil
o quê se tem passado.
Claro, que pode ficar pior,
se não embalar o seu
coração tranquilizado,
por isso busque ser
a tua paz, o seu amor
e o melhor tratando
bem todos ao seu redor.
Quando não conseguir
o modo pacificado,
Lembre-se que o silêncio
sempre será o aliado,
porque no final o quê
importa é um convívio
sereno e equilibrado.
Ninguém é obrigado a nada,
nem mesmo a pagar
prá ver o quê vai dar,
Você se cala ou fala se quiser,
sem ninguém te obrigar.
Se for mergulhar, é melhor avaliar,
se tens de fato como alcançar
a profundidade das consequências
sem do teu destino se desviar.
Se não for ajudar, é melhor calar;
colocando somente a sua mão
onde somente puder alcançar:
ajudando sem se prejudicar.
Se você se ajudar sempre
será melhor do que prejudicar
a si próprio ou a outrem,
é prudente encher a boca
de Cambuí do que de confusão
para não buscar o quê não convém.
Isso não tem a ver com isenção,
e sim com o direito de preservação
de tudo aquilo que na vida te mantém
num mundo que ninguém estende a mão,
a vida já desafia o suficiente até para
se pensar em buscar para si qualquer confusão.
Ninguém precisa
vencer uma discussão,
Um exemplo é deixar
os frutos da Indaiuçu
como são e do jeito que estão
para não se envenenar,
Diferente da discussão,
dela ainda podemos
aproveitar a beleza
da sombra e da delicada floração,
E quando chegar o momento
obter madeira para a construção
o quê permitir a sua imaginação;
e deixar os frutos para
as aves obterem alimentação.
Se tempo a tempo for dado,
mesmo que nada for usado,
diferente de uma discussão,
com uma Indaiuçu ainda
se pode aprender alguma lição.
(Palavra à mente e ao coração).
Ninguém te explicou
a diferença entre
o Samba e o Pagode,
O Pagode é a festa,
o grupo ou encontro,
O Samba é para sempre
o gênero musical,
nascido raiz,
no terreiro, no meio do Jongo,
e na batucada em roda,
O Samba fez
e tem a sua escola,
Depois o Pagode
acabou virando moda,
e nasceu como um
outro gênero diferente,
Antes e depois
inventaram muitos
outros jeitos do Samba
tocar a nossa gente.
Dizem que quando uma coisa
pode dar certo feito a gente,
vai dar Samba certamente.
Porque quando se ouve um
Samba não há quem
não fique parado ou contente,
mesmo o mais resistente,
que não consegue dar o braço a torcer,
Só sei que o Samba
já passou por tudo na vida
e ninguém conseguiu até hoje o vencer.
Ninguém alcança a plenitude de uma felicidade sozinho. Digo uma felicidade, porque acredito sermos feitos de várias delas, que vão e vem até que estacione numa alegria constante.
Eu nunca precisei de ninguém pra ser totalmente feliz, mas sempre preciso de alguém para que me faça sentir-me completo.
Ninguém entendi isso! Cada dia que passa a desumanidade esquece o significado da palavra 'humanidade'.
A pouca experiência de vida me ensinou que ninguem é dono de nada, tudo é ilusão - e isso vai dos bens materiais aos bens espirituais. Quem já perdeu alguma coisa que tinha como garantia (algo que já me aconteceu tantas vezes) termina por aprender que nada lhe pertence.
E se nada me pertence, tampouco preciso gastar meu tempo cuidando das coisas que não são minhas; melhor viver como hoje fosse o primeiro (ou o último) dia da minha vida.
O amor sempre vale a pena
Todos merecem amor
É o amigo que segura a sua mão
Quando ninguém entende
O amor quer curar o seu amor
E ver o verdadeiro você
Mas você tem que se abrir quando precisar de um pouco de amor
Podemos ver possibilidades que ninguém jamais viu antes. Podemos ir a lugares que ninguém jamais foi antes.
Quem tapa os ouvidos ao pedido de socorro, também vai gritar por ajuda e ninguém o socorrerá.
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