Nao tenho o Direito de Magoar Ninguem

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Se hoje respiro a misericórdia e não o juízo, tenho mais do que mereço.

⁠Ficar só não
é uma opção,
Não tenho
medo de amar,
apenas cautela
de desencontrar:
a autopreservação.

Temo perder
o discernimento
daquilo é um
'breadcrumbing',
e correr o risco
de ficar acostumada
a receber pouco
e deixar de ser
gentil comigo mesma.

Não tentar não
é uma opção,
mas uma solução
de autopreservação
quando falta opção:
o melhor é me poupar.

Temo perder
a coragem necessária
de desarmar sempre
que for preciso
quando houver
um 'love bombing',
e acabar me arriscando
num caminho sem
volta onde me perca
e eu me esqueça.

Não temo voar com
ou sem companhia,
tenho autonomia
e brevê de poesia:
quero um amor que
venha com harmonia.

Enquanto isso dou
a mim mesma
o amor romântico
não por egoísmo,
e sim para lapidar
o meu equilíbrio
para sempre discernir
o quê é ou não é um
amoroso compromisso.

⁠Dois amores em pleno Alarão,
não posso mais ficar assim,
tenho que escolher quem vai realmente ser bom para mim,
e me honrar com amor no coração.

Sinto o perfume
de Buah Kundang,
Não tenho limite
para o sonho embalar
de contigo ir buscar,
Não faltam razões
para me apaixonar.

Ver a Tongkat Ali
e a poesia crescer,
Não tenho mais
nada o quê querer.


...


Anggerek Kupu-Kupu
esplendendo beleza,
Assim é o quê sente
a cada novo poema
que em ti escrevo
com toda a grandeza.


...


Anggerek Ungu Harum
florescendo nas mãos
do tempo e do sentimento,
Muito além de ser só
apenas por um momento.


...


Periuk Kera Biasa
balançando hipnótica
no ritmo do vento,
O pensamento buscando
te alcança a tempo.


...


Periuk Kera Bertaring
no meio do jardim,
Que o destino já
de nos colocar enfim.

Admito sem contorcionismo
que sei o meu lugar de fala,
que na minha idade tenho história,
e não tenho o florescer em primícia;
Transbordo sem a flor retórica,
enraizada e resistente a qualquer
estação com encanto e entusiasmo,
arfagem, pulsação e cheia de orvalho.


Por ti milimetricamente provocado,
intencionalmente tenhocada pingo
espargido para deixá-lo vulnerável,
e cheio de razão todo derramado.


Há tempos tudo tem sido calculado
em nome daquilo que pode ser
incorporado, comemorado e desfrutado
talvez por toda nossa existência.


Tudo ao redor faz o coração
renovado sentindo sem temor,
sem tremor, todo suplicante,
e convictamente insaciável:
da tua existência inteira capaz
de fazer da minha uma obra-prima,
tal como a colheita do Licuri intima.


No final, o que realmente importa,
é estar sob rendição da tua turgidez,
para depois com gratidão repousar
serena contigo em total languidez,
satisfeitos, orgulhosos e entregues
plenos como deuses na vida terrena.

Não tenho vocação
para ser Paraselene,
trago amor perene
como a Lua Austral
que te pertence infrene.


No alcance das mãos,
a ternura no céu íntimo
possuidor das estrelas
que iluminam o destino,
que com astúcia mimo.


Não tenho outro padrão
que não me faça única,
ou que não me faça tua;
sou a tua sublime loucura
de amor que em ti perdura.


Até porventura quando
estiveres por acaso distraído,
eis-me como a tua contínua
busca que reina absoluta,
a intocada fortaleza que perdura.

Tenho um pouco das orquídeas
das várzeas baixas ou altas,
Não posso me contentar com
o que os olhos não veem.




Só posso me contentar com
águas cristalinas e doces,
E com todo o amor que
o coração deseja e mantém.




Não amo o que convém,
sem saber onde e quem;
Quero o que posso ver
e sentir que me faz bem.

Não tenho dificuldades
para ler o seu silêncio
feito de Oceano Atlântico,
Sei que reserva para mim
o seu coração romântico,
o seu nadir e o seu zênite.


O poético vocabulário
feito de asas do Condor
toca como flauta andina
a Via Láctea com poesia,
Tudo meu cresce em ti
de maneira inequívoca.


Não há como negar
que sou o inevitável
construindo uma fortaleza
imensa e imparável,
Cada palavra de beleza
e o que a sabedoria aplica.


Tu me ama nas alturas,
sem distância e com coragens,
A palavra entre nos afina,
cada astro no rumo se alinha,
e a vida cada dia aproxima,
pelas linhas certas e tortas
pelas travessias quixotescas
através de Deus que sinaliza:

“A pluma é língua da alma”.

Nos jogos entre caçador
e a sua caça perfeita não
tenho o formidável encaixe,
porque sou na verdade
no deserto da existência
e n'amplidão o autêntico oásis.


Foram e sempre serão postas
demonstrações de seda,
como um banquete na mesa.
isso não significa acesso fácil,
sou poeta, não se esqueça.


Tudo vira algum tipo de poema,
para quem quer tudo no mundo,
e só não quer ter razão;
para não se perder no labirinto
do tédio e perder a emoção.


Porque algo de Amu Darya
também corre nas veias,
e para lidar comigo é preciso
prestar atenção no curso,
para não ser levado pelo turbilhão,
e perder o rumo do seu coração.

Tenho atitude afrodisíaca de sobra,
não me levo por nenhuma onda,
não permito-me invadir, e nem ser invadida,
Não quero iludir, nem permito ser iludida:
sempre que faltar amor, coloco poesia.


A calma não tem a ver com fraqueza,
e sim, a paciência da espera por você
que a vida não me trouxe ainda;
Se não for espontaneamente,
não permaneço nenhum dia;
viver mais um Dia dos Namorados
à sua espera não me desanima.


Se é para fazer parte de ti, que seja
o amor lei, grei, festa e poema,
sob qualquer coisa que aconteça;
O peso que a maioria não aguenta,
sabendo dividir, vira academia,
assim se é um para o outro a alegria.


Sempre que entre nós silêncio houver,
que não haja o que temer, e sim tudo
o que o coração se inspire em acolher.
Não somos tentativa, e sim o próprio padrão,
para você ser meu homem, e eu sua mulher;
porque mesmo perto do inverno, nada esfria.


Sem permissão, a gente se pertence,
privilégio para o mútuo desfrute,
sem precisar jamais que a gente lute,
com convicção a gente se merece.
Onde quer que se encontre, floresce
com as variações das orquídeas cymbidium,
ignorando o que dizem ser o fim do mundo.

Não tenho medo de pensar e nem de errar. Tenho medo de não ter olhar atento para me corrigir, e ter compromisso com o erro sem com que eu perceba.

Teu corpo, que cobiço,


e que ainda não tenho,


põe um doce suplício


no ritmo de Kaseko,


em agitação máxima,


alucinante e contagiante,


diante do Rio Suriname.






Capaz de fazer o desejo


virar orgulho e assunto


na primeira página em Paramaribo,


por fina ironia do destino.






Sob uma palmeira-real,


fazemos juras de amor


neste continente austral;


nunca conheci alguém


capaz de fazer algo igual.

Não sei se havia
me visto antes,
Não tenho costume
de guardar datas,
Tem um bom tempo
que ele ocupa
o meu pensamento,
Ele é o mistério da década,
Talvez ele seja poeta
e nem tenha descoberto.


Quando o fez,
ele mexeu comigo,
não tenho dúvida
que ele tem algo de divino.

Quem o fez?
A pessoa mais inteligente
e mais controlada que conheci,
e ao mesmo tempo não
tenho ideia de quem seja.


Quando o fez?
No fundo nós dois
sabemos e silenciamos
algo que entre nós
ainda não explicamos.


Como o fez? Conversando,
causas e com humor ensinando,
em algum momento por razões
pessoais tive de me afastar,
não tive tempo de me desculpar,
e outras vezes por excesso
de sensibilidade e deixamos de nos falar.


Onde o fez? Melhor não contar,
deixar o amor por nós dois
crescentemente vir a falar.

Supernovas termonucleares,
quando houver a aproximação,
Não tenho dúvida que está
escrita a previsão que haverá
além da total fusão a efusão
de tudo o que é de sedução.


[Transbordaremos a deleitação.]

Às vezes não entendo porque tenho que viver com você, mas entendo que sem você eu não vivo.

"Não tenho garantia que vou conseguir, mas tenho certeza do que tenho que fazer".

“Não sou uma bomba, e nem tenho pavio curto, mas às vezes tenho vontade de explodir”.

"Não tenho bola de cristal, mas vejo meu futuro sensacional".