Nao tenho o Direito de Magoar Ninguem

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Escravos do juízo, até o juízo final.

⁠Muitos usuários da internet dedicam considerável parte de seu tempo na atividade de reivindicar direitos humanos por meio das redes sociais, desde o momento em que despertam até o instante de recolher-se para o descanso noturno.

São indivíduos propensos a passar longos períodos online, manifestando-se acerca de desigualdades sociais, racismo, homofobia ou machismo, porém sem efetuar ações concretas para lidar com tais questões em suas vidas cotidianas ou em escala global.

Embora acreditem estar 'lacrando', na prática, sua contribuição para a resolução destes problemas é limitada.

⁠Algumas pessoas buscam exclusivamente a validação social, negligenciando a exploração de sua própria identidade e autoconhecimento.

Isso as leva a renunciar à individualidade, tentando se conformar aos padrões sociais considerados normais.

De maneira obsessiva, imitam o comportamento e pensamento de outros em seus grupos sociais, redes ou círculos específicos, muitas vezes resultando em uma sensação de vazio existencial ao falharem em alcançar esse padrão inatingível.

Essa incessante busca por aceitação social pode acarretar um profundo sofrimento emocional, alimentando um sentimento contínuo de melancolia e vazio interior.

Ao tentar se encaixar nos padrões impostos pela sociedade, essas pessoas sacrificam sua autenticidade e individualidade, perpetuando um ciclo de insatisfação e desconexão consigo mesmas.

⁠Os pais devem garantir o bem-estar e o desenvolvimento dos filhos, proporcionando proteção, educação, cuidados e vacinação.

No entanto, é importante permitir que eles enfrentem desafios, como ralar o joelho, fracassar em provas e lidar com dificuldades emocionais, pois uma certa dose de frustração contribui para o amadurecimento humano.

⁠Na presença da doença, contamos com a crença divina e a força da medicina.

A rolagem infinita das redes sociais nos aprisiona no consumo incessante, desvirtuando a reflexão e transformando a conexão em uma distração que consome horas preciosas.

Em tempos de cérebros hiperacelerados, o tédio se revela um bom remédio.

⁠Tolerantes com os amigos, intolerantes com os entes queridos.

⁠Somos passageiros e contraditórios: relevantes em certos olhos, irrelevantes em outros, no breve instante da vida.

Escrever para conter a deprê.

A Revolução Industrial acabou com a escravização para criar consumidores assalariados; a Revolução Neoliberal incorporou grupos identitários para criar novos nichos de mercado — muda o cenário, mas o calvário permanece inalterado; são mudanças superficiais, jamais estruturais.

Em nosso rol de amizades convivem opostos — bolsonaristas e lulistas; no entanto, exigimos das celebridades coerência absoluta.


Assim somos nós!

Em certos contextos, importa quem você é; em outros, o que fez; e, em alguns, quem você conhece.

Onde há muito subjetivismo, a ordem vira aparência: cumpre-se o ritual da norma, mas o resultado depende do humor, da interpretação e de quem decide, abrindo espaço para o favorecimento em detrimento da regra.

Na celebridade, a melhor versão; na intimidade, a imperfeição primordial.

Amores imaturos: afetos caóticos
Amores maduros: afetos harmônicos

Onde o amor se organiza,
afetos encontram medida.

Uns calam porque se inspiram;
outros calam porque conspiram.

Cuidado: nem sempre é indiferença, mas olhos armados, distância calculada.

Ignorar é fácil, difícil é reconhecer a própria ignorância.