Nao sou uma Pessoa que Espera a Elogiar
"Quanto mais chamas atenção, mais carente te mostras. Se queres receber atenção, espera com subtileza e inteligência a partilha. Bom será o naturalmente recíproco."
Algumas vezes ficamos presos em salas de espera eternas, esperando a passagem para a vida real e autêntica porque nos apegamos a coisas, situações e a pessoas que impedem por completo nosso crescimento pessoal.
Quem perde tempo a vitimizar-se e à espera que apareça alguém que o venha salvar do mundo que ele próprio criou...não passa nunca da sepa torta.
Quando dá por ela, já passou tanto tempo infeliz, que a felicidade foi só um sonho!
Em cada fio meu a longa espera...
As rimas onde te busco encontrar minha paixão tão antiga, meu sonho de primavera que o tempo nunca apagou
"The true love"
O verdadeiro amor, espera dias, semanas, meses e até anos. O amor é inconsequente, com atitudes divergente da consciência. Ações muitas das vezes tolas que causa no fim choro estridentes que procede de corações descontentes.
O Soldado à Espera de Seu Rei
A janela permanecia aberta, por sua fenda quadrada, ele continuava a observar o mundo lá fora.
“Muitos anos passaram, desde então, tolos fizeram suas falsas profecias, outros continuaram vivendo em seus próprios interesses, outros ainda, afogando-se no cálice de seus próprios pecados, rejeitaram o Rei”, o soldado pensava consigo mesmo.
O sol estava à levantar-se, os primeiros raios de luz beijavam o céu.
Ele continuava sem dormir, seus olhos pesavam como cargas de ferro.
“Eu não posso descansar nem por um instante, minha vigília deve continuar, um flash de momento perdido, e toda a minha vida perder-se-á, afinal, quem dorme se torna vulnerável aos inimigos”.
Abriu uma gaveta de um móvel simples de madeira, pegou um livro de capa velha, verde, abriu-o e começou a observar palavras, enquanto sua mão divagava em sua barba escura.
“Porque nos dias que antecederam ao Dilúvio, o povo levava a vida comendo e bebendo, casando-se e oferecendo-se em matrimônio, até o dia em que Noé entrou na arca, e as pessoas nem notaram, até que chegou o Dilúvio e levou a todos. Assim ocorrerá na vinda do Filho do Homem...”,ele fitava aqueles dizeres com temor profundo no coração.
Seus olhos voltaram-se a fenda da janela, todo o mundo continuava como sempre foi, lá fora, nada mudava, corações como montanhas prevaleciam, alguns de carne continuavam em busca de algo maior, algo transcendente.
“Eu não posso voltar a dormir, eu continuo em minha grande e profunda espera, não posso parar ou descansar, sem retroceder ou olhar para trás, senão nunca se agradarás de mim; mantenha os meus olhos despertos em você mesmo, meu Rei, eis aqui um de seus soldados, neste caído campo de batalha, em sua espera, sempre nela, toda a minha esperança está no seu retorno e reinado, no dia em que a sua mão enxugará a lágrima em minha face e a justiça e honra prevalecerão como duas colunas eternas...
Na espera do que vem a seguir, cheguei a conclusão de que eu me enganei, em quase toda minha vida. E eu falhei, não em compreender a minha imortalidade, mas falhei em não aprecia-la, e como resultado, eu falhei em aproveitar a maior parte da vida.
No jogo das nações, o capital impera,
Na busca alucinante pelo lucro que hoje se espera.
Riquezas são cobiçadas, terras são tomadas, e nas entranhas do sistema, a guerra é forjada.
Onde os interesses econômicos ditam o caminho, o povo sofre calado e sozinho.
Indústrias bélicas prosperam, alimentadas pela ganância, enquanto corações partidos se acumulam a distância.
A competição voraz, a busca pelo poder,
Leva civis alienados a se enfrentar, mesmo sem querer.
Em nome do mercado, vidas são sacrificadas, e o ciclo vicioso da guerra nunca é questionada.
Mas quebrar as correntes do capital, é possível sim, escolher o caminho da paz, um futuro de amor humano enfim.
A vida é feita de dias comuns, mas é a alegria que os torna especiais. Nem sempre se trata de esperar o momento perfeito, e sim de tornar o presente valioso. Espalhe alegria como o vento leva as folhas: com leveza, sem esperar nada em troca.
Perturbação
Eis que se abriu a primeira cortina
Nada vi naquele palco
Fiquei a espera e observando
O velho tecido que não sacudia.
Eis que se abriu a outra cortina
E nada vi naquele palco
Escutava a música de fundo
Inalando o mofo que ali envolvia.
Eis que se abriu a terceira cortina
Nada vi naquele palco
Um zum zum zum acontecia na plateia,
Reduzi-me a ler o encarte da peça de teatro.
Eis que se abriu a última cortina
Novamente, nada vi naquele palco,
Agora havia um silêncio aterrorizante
Mas era esta, a peça no teatro.
Entrave
Por que tenho essa ansiedade?
Por que a espera me consome?
Já é madrugada
e continuo com esperança
que o tempo adiante
o que está com a hora marcada.
