Nao sou uma Pessoa que Espera a Elogiar
A alternância de opostos torna o universo belo e o sustenta, e nos hábitos humanos causa uma harmonia ainda maior do que na natureza.
SORRISO NEM SEMPRE SIGNIFICAM ALEGRIA, LAGRIMAS NEM SEMPRE SIGNIFICAM TRISTEZA
O ser humano tem uma capacidade enorme de se mascara de sorrir por fora estando altamente ferido e machucado por dentro...É incrível pensar que as pessoas só mostram pra gente o que elas querem mostra,exite uma porção de coisas que não são ditas e muitas que nem o próprio indivíduo sabe que estão ali dentro dele, gradas no inconsciente e o pior é pensar que em muitas das vezes é esse inconsciente quem dirige nossas ações e escolhas..
Nas chuva de confete deixo a minha dor,
Solidão bate no peito mais vou ignorar,
Estou em uma multidão de eu tentando te encontrar,
A desilusão mostra o que tem pra me dar.
Calma seu coração moça incrível, Pois o tempo cura, Cura de uma forma que jamais saberemos o resultado do amanhã.
Tão longe, tão perto...
Ontem encontrei uma senhora em um café na cidade de Braga. Brasileira do Rio de Janeiro. Logo mais estaria pegando o comboio para Famalicão ia visitar a filha. Olhei para seu rosto marcado e depois para seu corpo e perguntei:
“Há quantos anos esta morando neste país”
- Há trinta anos – disse-me ela
Trinta anos... Pensei atônita
Levei um choque ao retornar lentamente no tempo de trinta anos...
Novamente olhei para seu rosto, suas mãos enquanto pegava a xícara de café e com a outra mão procurava um lanche, pão com queijo, na carteira (bolsa) que trazia no braço... Devo dizer que fiquei chocada. Trinta anos de angústia... É claro que não iria perguntar a ela como se sente hoje como se sentiu dia a dia, ano após ano. Claro que não. Pois já sabia o que iria dizer, iria mentir e dizer o quanto foi feliz e hoje vitoriosa... Sentia a verdade em seus olhos escuros e em seu sorriso triste. Do seu coração ainda se podia ouvir gritos de socorro durante aqueles trinta anos....
Esse fato me levou a outro... Ano passado em frente à igreja de Cedofeita encontrei aqueles dois portugueses que tomavam um lanche e bebiam um vinho em um muro espécie de banco... Ao me verem ali do lado perguntaram se eu estava servida. É claro que sim. Providenciaram um copo e me ofereceram. O mais falante perguntou se eu era brasileira. Disse que sim. Respondeu que seu avô há muitos anos foi para o Brasil, deixando a família, avó, netos, filhos e tudo o mais. Um belo dia com uma desculpa qualquer se foi. Falou sobre o fato com grande mágoa com um olhar que não me desfitava e com cólera. Quando terminou perguntei a ele se alguma vez ele voltou ou se alguém foi visita-lo. Ele disse que não... Que nunca mais voltou... Abandonou tudo. No Brasil viveu, no Brasil morreu...
A angústia e a saudade daquele senhor que se foi e nunca mais voltou se abateu sobre mim, disfarcei olhando a igreja, o chão, o vento balançando as folhas das árvores ele me olhava com o olhar parado esperando uma resposta e tive vontade de dizer ao homem ali parado na minha frente que seu avô se tornou um morto-vivo. Dizer algo seria pedir demais a minha coragem, só porque eu era corajosa. Olhando-o, desanimei: Faltava-me a coragem de desiludi-lo. O que ele queria? Que seu avô voltasse e de joelhos pedisse perdão? Ou que a tortura eterna fosse a sua punição? Furtivamente olhei-o de lado e recuei deixando que o vinho fizesse a sua parte. Era cedo demais para eu ver tanto.
Lai a procura de Agustina Bessa-Luís
Já tinha escrito uma vez como conheci Agustina. Foi no museu da Língua portuguesa. Foi em um sábado, eu e as moscas. Nunca vou em exposição, a única exposição que frequento com prazer, sem tédio, tipo: me tirem daqui! É das flores, das gaivotas, dos patos, das gramas e do mar... Foi um amigo que tive aqui no facebook que um dia me perguntou: Terá uma exposição da Agustina Bessa no museu da língua portuguesa ai em SP, você vai? Sabedor que era do meu fascínio por essa mulher, fez por bem me avisar. É claro que fui. O que me deixou furiosa não foi ter sido eu a única visitante naquele dia e não duvido nada que em todos os outros dias também. O que me incomodou foi não ter nenhum livro dela ali exposto ou alguém contando a sua história. Só havia fotos dela e nada mais. Olha, sei que vocês devem estar desconfiados, mas tempo depois aquilo lá pegou fogo e juro que não tenho nada com isso.
Ai um dia me deu na telha: vou para o Porto. Porque o Porto e não Lisboa? Por causa do vinho. Todo mundo na minha vizinhança fala desse vinho e eu pensava com meus botões: que raios tem esse vinho que os outros não tem? E também queria só de raiva conhecer Agustina Bessa e dizer a ela onde já se viu uma exposição daquelas. Pedi para um amigo bem informado que mora no facebook, um advogado de nome... melhor esquecer o nome, se ele saberia dizer onde morava a Agustina. Respondeu que iria confirmar e depois de me fazer esperar uma semana e alguns dias, passou o endereço e eu anotei. Para quem não sabe o esposo da Agustina é advogado e foi encontrado por ela nos classificados. Sorte grande teve o estudante de direito Alberto Luís ao responder o anúncio. Não sei por que digo isso, talvez pelo mesmo motivo que a malta portuguesa tem de dizer séculos depois que o pobre do Camilo esteve preso na cadeia da relação por adultério.
Um belo dia entrei naquele avião sem medo e sem asas e atravessei o oceano. Somente vim a descobrir a grandiosidade e a delicia que é esse oceano Atlântico na Vila do Conde, quando em uma bela manhã calma e ensolarada eu vi com esses olhos que a terra não há de comer a nau (uma miniatura tamanho gigante) de Cabral e meus olhos se encheram de lágrimas diante de tanta coragem daquele homem teimoso como uma mula.
Hoje quando penso nisso meu coração ainda pula. Por causa de Cabral? Não mais, agora é por causa de mim mesma.
E aqui, fiquei saracoteando por ai. Conheci Camilo Castelo Branco, sua última morada e fiquei estarrecida com seu paradeiro. Os dias passando... Até aquela tarde em que eu caminhava feliz como uma noviça pela Rua Campo Alegre, e então a surpresa. Foi como se alguém tivesse segurado meu pescoço e dito: Olha! E fiquei assim tipo estatua olhando para aquela placa com o nome de uma rua. Sabe quando você vê algo que queria e não esperava, fiquei ali olhando, dando voltas sobre ela, parecendo um altar de adoração. Como fiz para chegar até a casa contei isso no verão passado.
E contei também da moça que estava no andar de baixo e eu olhei... E a chamei e ela veio e me mandou ir ate o portão de entrada e eu fui... A empregada atendeu. Empregadas são treinadas para serem muralhas... Mas eu pedi a ela e ela disse que iria levar meu livro para ser autografado. Não era isso que eu queria. Mas entre isso ou o nada. Preferi isso. Foi e quase não voltava mais. É que o Dr. Alberto Luís deve ter levado longo tempo lendo a crônica da Agustina no livro de vários autores que eu tinha. Ou estava ocupado sei lá, não me disseram... Sei que ela voltou com seu passo apressado, não sei o que deixa essas mulheres assim tão pesadas. Entregou-me o livro que carregava nas mãos como se fosse um empecilho dos seus afazeres e fechou o portão. Ali estava a dedicatória... Não era isso...Não era isso sua mula. Quem era mula? Eu ou ela? Não sei quanto tempo fiquei ali parada na porta de ferro verde. Minha mão batia no nada e eu dizia: Não é isso, não é isso... volta aqui!
Tentei encontrar um buraco de ferrugem onde eu pudesse olhar...
Dei uns passos atrás e sentei em um resto de muro. Ah, foi tão triste. Queria tanto dizer, queria tanto que sentissem o tamanho da minha tristeza naquele dia. Se soubessem viriam aqui e derrubariam todas as portas, abririam todas as trancas... Teria que fazer algo não podia ficar ali parada.
Dei umas voltas pelos restos do que foi um dia uma aldeia e hoje esta cortado por uma rodovia dupla e rodopiei como se estivesse caindo em um labirinto.
Toquei com os olhos e com as mãos cada pedaço daquela quinta. Olhei através das janelas e encontrei as nuvens e o céu azul, tão lindo.
Fechei os olhos e imaginei como era a vida daquela mulher quando ali existia esperança e vida.
Lai em a vida como ela é os poetas da sua vida
É impressionante como o tempo passa, engraçado como as coisas mudam. Ontem uma criança cheia de sonhos, hoje um jovem que luta para que esses sonhos não morram.
É difícil construir uma relação de confiança com qualquer um quando você vai na sorveteria e o sorvete de limão é branco e não verde
Tentei mais uma vez, terminei com os mesmos resultados. Triste, eu destrui a máquina do tempo que construi, ela era imprestável. Só viajava para segundas-feiras.
Acho que estou preso em uma geração onde lealdade é só uma tatuagem, amor é só uma citação bonita e a mentira virtual é o novo espelho.
Você esta olhando para o horizonte e ver o por do sol, e você esta sentado sobre uma imensa colina......É assim que me sinto todos os dias!!
É como se você fosse o Sol, e minha vida a colina, e todas as vezes q eu tento chegar a você la em cima, você já esta indo embora no lindo por do sol e a unica coisa q posso fazer e te olhar indo embora, aquela linda e perfeita estrela, depois cai a noite em minhas memorias, o calor se vai e vem a escuridão o frio e a desolação!!
Sangue faz parentes,
consideração faz uma família.
Ataque de sangue são frequentes,
Amizade verdadeira é o que liga.
Fala, fala, me ataca, me ataca.
Nunca foi melhor que ninguém,
Só tem uma língua afiada.
Mas nunca foi melhor,
Isso não adianta nada.
Eu conheço um anjo sem asas,
Que me tira da escuridão e me faz bem.
Eu não entro no teu jogo,
Seu joguin de me atacar é em vão só te faz refém.
Se me magoar ou deixar triste é teu jogo,
Sei que não tem consideração.
fico tranquilo
Acho que tu tem medo
Sei de todos seus vacilos
E todos seus segredos.
Mas sou diferente de você,
Não preciso te atingir
Mesmo não fazendo nada
Consigo te atingir
Deixa pra lá, você não vale muitas palavras
Te deixo de lado e com sua raiva
Pra mim você não é mais ninguém
É pra você sou ameaça
Se um quintal é grande pra nóis
O mundo também mas ele é minha casa.
Pra te atingir é fácil
Só sorrir
Pra você é difícil saber o que é ser feliz
Eu vou viver
Não me interessa você
Só mais uma
Vou ver bem um dia
Bem longe de você..
Ponto final...
Nunca é tarde para estudar, trabalhar , tirar habilitação ou uma viagem , pois enquanto a vida á esperança para cumprir seu sonho.
