Nao sou a Mulher Perfeita sou eu
Pode ter muita estrada à sua frente, mas a sua maior preocupação é o que acontece agora.
Há muito de homens em nossos cultos e pouca direção do Espírito de Deus, este fato tem sido o declínio do mundo religioso, precisamos acertar as arestas e voltar a presença suave do Espírito, ser dirigidos por Deus e voltar a fazer da igreja um lugar santo.A santidade começa em nós, em cada um de Nós, homens santos e regenerados, homens transformados, salvos.
O fogo do Espírito Santo precisa queimar em nossas vidas, estamos gelados pelas religiosidade, estamos frios pela falta de Deus, veja nossos cultos, pessoas entram e saem e nada acontece, pois Deus não estava ali, a presença de Deus não veio, e porque não veio?
O fogo precisa queimar, arder em nossos corações, precisamos de cultos cheios da presença e da glória de Deus, ele quer habitar em nosso meio, ele quer voltar a frequentar nossos templos, mas ele busca um povo rendido a ele, rendido a sua presença, vazio de si mesmo e carente do Senhor.
Jesus te amou antes mesmo de você vir ao mundo, ele providenciou tudo nos mínimos detalhes, ele jamais te deixará sozinho, este amor quer te constranger todos os dias e ficar cravado em sua alma.
Momento em este
Em que estava com depressão,
mas cuidando das minhas meninas
com todo amor do coração.
Elas não poderiam me ver sofrer
Eu disfarçava o máximo pra mais velha não perceber.
Foi tudo bem desafiador
Mas reconheço que venci em meio a dor.
Escrito 07/09/2021
“O tempo é o mestre invisível que ensina a existir, molda com dor, corrige com o silêncio e, ao final, consome o próprio ensinamento para devolvê-lo à eternidade.”
M. Arawak.
Ser humano…
é sentir a dor do outro como quem escuta a própria alma.
A empatia… é o idioma que une os mundos, a tradução silenciosa entre o que somos… e o que poderíamos ser.
Nenhuma palavra cura mais… do que a escuta.
Porque ouvir… é tocar o invisível com o coração desperto.
A verdadeira humanidade começa… quando o eu se curva diante do nós, reconhecendo… que não existe plenitude sem partilha.
A compaixão é o gesto que transforma o sofrimento em elo, o abismo em ponte, a dor… em comunhão.
Quem se comove diante do outro… já está em oração.
Porque, nesse instante, a alma recorda… que toda vida…
é uma só respiração.
Onde os Tempos se Tocam
Dizem — nas margens do que chamamos de realidade — que viver é mais do que mover-se entre dias.
É atravessar uma ponte invisível,
lançada entre o que já foi e o que ainda pulsa para nascer.
Cada passo que damos arrasta consigo vozes que não ouvimos mais,
mas que ainda nos atravessam como brisas ancestrais.
Não começamos onde pensamos.
E não caminhamos sozinhos.
Seguimos por trilhas abertas por mãos que hoje jazem na memória do mundo.
E mesmo sem perceber, somos continuidade:
pedaços de um legado que nos habita sem pedir licença,
que se acende nos nossos gestos mais íntimos,
e nos sonhos que julgamos originais.
Talvez o passado não esteja atrás de nós —
mas entrelaçado no agora, como uma raiz viva sob nossos pés.
Talvez sejamos o sonho deles.
O desejo sussurrado por alguém,
em uma noite de incerteza, sob outro céu,
pedindo que o mundo não esquecesse de existir com beleza.
Mudamos os cenários.
Mudamos as palavras.
Mas será que mudamos, de fato, os enredos?
A humanidade, em suas vestes rotativas,
parece buscar sempre o mesmo:
pertencer. durar. compreender.
E nesse movimento repetido, a cultura se faz semente.
Ela não é um museu de coisas mortas,
mas uma constelação de sentidos vivos —
uma tapeçaria tecida em conjunto,
em que cada história contada é um ponto que costura
feridas e esperanças, memórias e futuros.
Mas… e se tudo isso estiver se perdendo?
Não por maldade. Mas por distração.
Por esquecermos de escutar os mais velhos.
Por desligarmos os rituais do cotidiano.
Por tratarmos como ornamento aquilo que é fundamento.
Porque cultura não é espetáculo — é espelho.
Não é passatempo — é permanência.
Ela pulsa, sustenta, atravessa.
É a herança que escolhemos manter viva.
E mais do que isso: é o espelho onde o coletivo se reconhece.
Em cada tambor ressoado, em cada canto preservado,
em cada arte que resiste ao esquecimento,
há um sinal:
não estamos sozinhos.
Nem no tempo. Nem no destino.
Somos aqueles que recebem e entregam.
Que carregam e renovam.
Que repetem não por inércia,
mas por reverência.
E talvez — apenas talvez —
o mais sagrado de sermos humanos seja isso:
participar do fluxo que une o primeiro gesto ao último suspiro.
Do fogo primordial ao toque digital.
Agora, pare.
Respire.
Sinta o tempo tocando você por dentro.
E se tudo isso ainda estiver acontecendo —
porque você aceitou continuar o fio?
M. Arawak
PROVAVELMENTE NÓS
Talvez já tenhamos querido demais.
Talvez tenhamos acreditado que o mundo ia se curvar aos nossos planos, e que bastava querer para merecer.
Corremos, nos perdemos, acumulamos, e quando finalmente paramos, descobrimos que o que pesava não era o que faltava, era o que sobrou.
Nada brilha tanto quanto a paz de poder respirar sem culpa, o resto, com o tempo, enferruja.
A vida nunca pediu que fôssemos perfeitos, ela só queria que estivéssemos presentes.
Mas a gente inventa metas, disfarces, pressas.
Esconde o que sente, finge que entende, sorri quando a alma está cansada.
E mesmo assim, a vida insiste, puxa pela mão, devolve o olhar e diz: fica aqui, só por hoje, só por agora.
A gente erra, e como erra.
E dói, dói fundo, dói na carne, dói onde a gente achava que já tinha cicatrizado.
Mas é no erro que o orgulho quebra, e quando o orgulho quebra, entra luz.
O chão é um bom professor, a queda ensina o que o sucesso disfarça, a dor, por mais muda que pareça, ainda fala a língua de Deus.
Nem sempre dá pra achar beleza em tudo.
Tem dia que a vida parece um corredor estreito, sem janelas.
Mas às vezes basta um gesto pequeno, alguém que escuta, um sorriso que atravessa a distância, um copo d’água oferecido sem pressa, e pronto, a luz volta.
Não porque o mundo mudou, mas porque o coração amoleceu um pouco.
A beleza é teimosa, aparece mesmo nos lugares em que a esperança já desistiu.
A vida é um caderno meio amassado, cheio de páginas rasuradas, frases inacabadas e marcas de café.
A gente tenta escrever direito, mas o tempo tem o péssimo hábito de virar a página antes da hora.
Mesmo assim, escrevemos.
Erramos as palavras, corrigimos depois e seguimos.
Um dia, talvez, a gente entenda por que certas linhas só fizeram sentido lá no fim.
O que importa mesmo não é o que deixamos no mundo, mas o que deixamos nas pessoas.
Um olhar, um cuidado, um gesto qualquer que acendeu um dia bom na vida de alguém.
O resto se apaga.
A vida não guarda diplomas nem moedas, guarda afetos.
O que nasceu do amor não conhece esquecimento.
Ser simples é o que sobra quando o barulho acaba, quando as exigências diminuem e o peito aprende a respirar em paz.
Ser simples é andar leve, ouvir mais do que falar, parar de querer vencer o tempo.
Não é desistir, é finalmente entender.
Talvez seja isso que a vida esperava da gente desde o começo, que deixássemos de procurar grandeza e voltássemos a ser inteiros.
M.Arawak
O Acúmulo do Instante
Autoria: Marco Arawak
Cada instante desperdiçado desgasta sua essência como areia escorrendo pelos dedos, você vive lampejos e chama isso de plenitude, finge estar presente, mas quem se entrega só ao “agora” se fragmenta e entrega ao vazio tudo o que poderia ser sólido.
O tempo não espera, o tempo corrói.
Nos jogamos em picos de emoção, confundindo a explosão do fósforo com a profundidade do sol, brilho não é substância, intensidade sem propósito é incêndio que consome a própria casa. Nem tudo que acelera é progresso, nem tudo que brilha é diamante, pode ser uma lembrança de uma longínqua estrela que deixou existiu, só resta o brilho.
Sentir intensamente não é viver, o que importa é o fio invisível que costura seus atos e transforma segundos em legado. Nossas faíscas queimam a pele, mas congelam a alma, morrem no frio da própria futilidade.
O tédio, a dúvida, o vazio, não são inimigos, são mestres. Ignorá-los é desperdiçar força, direção e percepção, quem vive só do efêmero tropeça no futuro antes mesmo de alcançá-lo.
Laços frágeis se desfazem como fumaça, planos evaporam, projetos desmoronam no silêncio quando não há disciplina. Como árvores que se enraízam no escuro para resistir às tempestades, a vida só ganha peso quando você aceita o desconforto e cultiva consciência.
O acúmulo do instante rasga identidade, destrói memória, assassina oportunidades, o que você chama de vida é resíduo de segundos jogados ao lixo.
Somos talvez ingênuos, incapazes de perceber que, enquanto o universo se constrói com calma de milênios, nós nos destruímos em faíscas de um segundo.
Cada ação deve construir algo, cada escolha deve deixar cicatriz na eternidade. Sem isso, você não vive, apenas se dissolve no nada que chamou de “agora”.
Viver exige coragem, sangue e atenção, é atravessar calmaria e tempestade com a mesma intenção, transformar impulso em destino, transformar o instante em você.
O instante só vale quando gera efeito, deixa rastro, produz história, como rios que cortam pedra silenciosa ao longo de eras, nossas escolhas só moldam o destino se tiverem profundidade e continuidade.
Observe, perceba, respire. Não se perca. Não se apague.
Cada segundo negligenciado é peso invisível que se acumula até quebrar suas costas, o preço é implacável, inexorável.
Como a gravidade mantém mundos em órbita, a consequência de cada ato se soma agora, o instante não é refúgio, é banco de réus, é julgamento, é teste final.
Você passa ou se perde. Nada volta. Nada espera.
Cada segundo entregue ao vazio é ferida que não cicatriza, cada escolha sem construção é buraco negro no futuro, e você terá que atravessá-lo sozinho. Como pedras rolando ladeira abaixo, suas decisões soltas ganham velocidade e impacto, levando tudo ao colapso.
Você quer o brilho que cega ou o legado que ilumina?
Quer ser o consumidor do tempo ou o ferreiro da eternidade?
Vai viver de faíscas ou forjar o fogo que queima para sempre?
A grandeza exige firmeza, exige ser temperado pelo fogo e pelo gelo, o instante só tem poder quando se conecta ao todo, deixa você inteiro, faz você presente.
Não há mais desculpas, não há atalhos, não existe botão de retorno.
Se você não constrói, se desintegra, se não sente com propósito, se apaga na escuridão.
Pois o instante cobra, e ele sempre recebe em dia, com a sua própria vida. Sempre. Implacavelmente.
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Frutos Humanos
Marco Arawak
Se a gente fosse explicar as pessoas como frutas, ia economizar muita terapia.
Ou pelo menos ia deixar o sofrimento mais organizado por categoria.
A banana é perfeita. Presente, fácil, resolve tudo, não complica.
Ou seja… completamente ignorada.
Porque se não te dá ansiedade, você nem reconhece como interesse.
A maçã é padrãozinho. Bonita, alinhada, parece saudável emocionalmente.
Você morde e descobre que já estava machucada faz três relacionamentos… só bem administrada.
A pera é madura, tranquila, sabe o que quer.
Basicamente tudo que você vive postando que procura…
e tudo que você ignora porque “não sentiu química”.
Química, no seu caso, é trauma com boa comunicação.
A uva é golpe silencioso.
Você pega uma achando que é leve… quando vê já está emocionalmente comprometido com um cacho inteiro de problema que ninguém combinou.
A cereja então… aparece pouco, fala pouco, some do nada.
Você cria uma história inteira.
A pessoa só mandou um “kkkk” e você já estava escolhendo nome de filho.
A manga é intensidade. Chega doce, quente, envolvente.
Você sabe que vai dar trabalho.
Mas vai mesmo assim, com a autoconfiança de quem claramente nunca aprende.
O morango é lindo. Perfeito. Instagramável.
Dura menos que promessa de “vamos ver no que dá”.
A melancia é animada, social, divertida.
Mas na intimidade… às vezes é só água gelada ocupando espaço emocional.
O melão é o primo que ninguém chamou mas apareceu.
Não é ruim… mas você também não lembra por que está ali.
O abacaxi tem fama de difícil que vale a pena.
Na prática, às vezes é só difícil mesmo e você está insistindo porque já investiu tempo demais pra admitir que errou.
O maracujá parece equilibrado. Vibe zen.
Três minutos sem resposta e já está escrevendo um roteiro completo de abandono.
O limão não tem filtro. Fala tudo.
Machuca? Machuca.
Mas pelo menos não te deixa meses tentando entender o que quis dizer com “depois a gente vê”.
O coco é fechado. Muito fechado.
Quando finalmente se abre… você já está emocionalmente em outro estado, com outra pessoa e outro trauma.
O kiwi é o diferentão.
Você julga, ignora… depois descobre que era bom e fica com cara de quem perdeu promoção por preconceito.
A tangerina é envolvente. Cheiro forte, presença marcante.
Mas dá trabalho, faz bagunça e deixa rastro.
Inclusive na sua paz.
A goiaba é sincera. Simples, direta, cheia de caroço.
Não é perfeita… mas também não te faz perder tempo fingindo que é.
A laranja é sociável. Fácil de gostar, fácil de dividir.
Mas sempre tem uma amarga pra te lembrar que você confia demais no básico.
E o abacate…
o abacate não é pra qualquer um.
Tem gente que prova e fala “não tem gosto”.
Claro que não tem… você também não tem maturidade pra sentir.
No fim, ninguém é só uma fruta.
Tem dia que a pessoa está madura, no outro está verde… e ainda assim quer ser tratada como sobremesa premium.
O problema nunca foi o tipo de fruta.
É você ignorar as boas, correr atrás das complicadas e depois abrir o Instagram pra postar “ninguém presta”.
E sejamos sinceros…
você não quer algo diferente.
Você quer o mesmo erro…
só que com uma casca nova pra não parecer repetição.
O sucesso é discreto. A competência se evidencia. O caráter sustenta. A integridade legitima. A ética preserva. A verdade prevalece. A humildade fortalece. A excelência diferencia. Os resultados testemunham. O legado permanece. O tempo revela.
E a insegurança... faz barulho.
🌅 O Passado é Só uma Referência
O passado é apenas uma referência, nunca um destino.
Olhe para fora por um instante, como eu faço quando a cabeça pesa muito. Não para fugir de si, mas para lembrar que a vida continua existindo mesmo quando tudo dentro de você parece paralisado.
O vento não pergunta quem sofreu mais.
O amanhecer não escolhe sobre qual janela nascer.
A chuva não faz distinção entre quem venceu e quem perdeu.
O mundo segue.
Sempre seguiu.
E continuará seguindo.
À primeira vista, isso pode parecer cruel. Confesso que já achei isso muito frio, mas depois de algum tempo, você percebe que é justamente essa indiferença que torna a liberdade possível.
A vida não exige que você permaneça onde caiu.
Também não promete levantá-lo.
Ela apenas continua, oferecendo, a cada manhã, a mesma pergunta silenciosa: e agora?
Você pode passar anos respondendo com desculpas.
Ou pode começar a responder com passos.
Há dores que ninguém escolhe. Há perdas que deixam marcas tão profundas que jamais desaparecem completamente — eu sei bem como é isso. Negar isso seria desrespeitar a própria condição humana.
Mas existe um momento em que a dor deixa de ser uma ferida e passa a ser um endereço, quando paramos de carregar o sofrimento e começamos a morar dentro dele.
O sofrimento tem valor.
Mais do que imaginamos.
Ele quebra ilusões, desfaz arrogâncias, ensina limites e, muitas vezes, revela forças que jamais descobriríamos vivendo apenas dias tranquilos.
O sofrimento pode ser um mestre extraordinário, mas é um péssimo lugar para construir uma casa.
Porque todo mestre veio para ser superado.
Nunca idolatrado.
Há um perigo silencioso que quase ninguém percebe: depois de muito tempo sofrendo, a dor começa a oferecer pequenas recompensas.
Ela atrai compaixão.
Justifica adiamentos.
Explica fracassos.
Diminui expectativas.
E, pouco a pouco, sem perceber, deixamos de buscar liberdade e passamos a aceitar a esmola da autopiedade.
E toda esmola cobra um preço.
Ela alimenta por alguns instantes, mas enfraquece quem vive dela.
A autopiedade faz exatamente isso, oferece conforto imediato, enquanto rouba, lentamente, a coragem de transformar a própria história.
É um alimento que nunca fortalece; apenas prolonga a fome.
Olhe novamente para dentro de si.
Quantas vezes você voltou ao passado procurando respostas que ele já não podia oferecer?
Quantas noites conversou com fantasmas esperando ouvir deles alguma palavra diferente?
Memórias podem ensinar, mas nunca poderão viver por você.
O ontem não possui braços para construir o amanhã.
O passado é um arquivo, não uma residência.
É uma biblioteca onde se consulta a experiência, não um quarto onde se passa o resto da vida.
Talvez você tenha sido ferido por pessoas que nunca pediram perdão.
Talvez tenha perdido oportunidades que jamais voltarão.
Talvez carregue cicatrizes que ninguém consegue enxergar.
Tudo isso pode ser verdadeiro.
Mas há uma pergunta que continua esperando resposta:
o que você fará com tudo isso?
Essa é a única pergunta que realmente importa.
Não porque apague o que aconteceu, mas porque devolve a você aquilo que nenhuma tragédia consegue tirar definitivamente: a capacidade de escolher o próximo passo.
Há uma diferença imensa entre honrar uma cicatriz e viver ajoelhado diante dela.
A cicatriz é memória da cura.
A ferida aberta é apenas um pedido para que algo ainda seja cuidado.
Confundir uma com a outra é transformar a própria história em prisão.
Por isso, silencie o fantasma que insiste em dizer que nada mudará.
Ele conhece apenas o que já aconteceu.
Não sabe quem você ainda pode se tornar.
Memórias não fazem profecias, apenas repetem lembranças.
Respire fundo, como se estivesse soltando um ar que segurava há muito tempo.
Demore um pouco nesse silêncio.
Perceba que, apesar de tudo, seu coração continua batendo.
Existe vida onde você imaginava haver apenas ruínas.
Existe futuro escondido exatamente atrás da porta que o medo insiste em manter fechada.
Levantar-se não significa esquecer.
Significa seguir.
Perdoar não significa aprovar.
Significa parar de carregar um peso que já não muda o passado.
Recomeçar não significa negar a dor.
Significa reconhecer que ela cumpriu o que tinha para ensinar.
Quando a poeira finalmente baixa, você descobre algo curioso: o vazio que tanto temia nunca foi ausência, era espaço.
Espaço para reconstruir valores, relações, sonhos e a própria identidade sem as correntes do ontem.
A vida não lhe deve respostas.
Também não lhe deve compensações.
Mas continua oferecendo, todos os dias, uma possibilidade que vale mais do que qualquer explicação: um novo começo.
A história ainda não terminou.
O passado escreveu capítulos importantes, alguns belos, outros dolorosos.
Mas ele nunca recebeu o direito de escrever o final.
Esse privilégio permanece, desde o primeiro dia, nas suas mãos.
O QUE ACONTECE QUANDO A DOR FALA MAIS ALTO
Você guarda tudo isso porque o silêncio parecia mais seguro do que aceitar o fim.
E não é fraqueza, nem exagero.
É porque você acreditou na promessa do que poderia ser.
Desistir parecia destruir o futuro que você desenhou sozinho.
É por isso que você continua:
justificando o que não tem defesa
aceitando migalhas de afeto
recalculando rota para caber onde não há espaço
culpando a si mesmo pelo que deu errado
Tudo para não admitir que o barco já afundou.
Mas a verdade é simples e inevitável: você não chora pela falta que o outro faz.
Você chora pelo desperdício de tanto amor entregue a quem não soube segurar.
Quando essa ficha cai, a dor muda de lugar.
O DIA EM QUE A ESPERANÇA CANSA
Apesar de toda a resiliência, chega o dia em que o peito simplesmente… desiste.
E quando desiste, a esperança cessa.
Isso acontece quando você finalmente enxerga:
que a balança do afeto sempre esteve desregulada
que você mendigava a atenção que antes sobrava
que o seu melhor nunca foi o suficiente para quem só sabia receber
que continuar insistindo era uma forma lenta de se destruir
Toda grande obra foi, um dia, considerada impossível. Antes do reconhecimento, vieram as recusas. Antes dos aplausos, o silêncio. Antes da vitória, as quedas. Não permita que um "não" defina o seu destino. Cada porta fechada fortalece o caráter, amplia a visão e prepara você para oportunidades maiores. A história não é escrita por quem nunca falhou, mas por quem jamais desistiu. Persevere com fé, caminhe com coragem e continue construindo. O mundo sempre acaba reconhecendo aqueles que tiveram a ousadia de acreditar quando ninguém mais acreditava.
Pequenos no Mundo, Grandes na Busca
_Marco Arawak_
A gente é criado acreditando que o mundo tem um manual de instruções escondido em algum lugar.
Embora a nossa vida inteira seja, no fundo, uma longa prova de que esse manual simplesmente não existe.
A gente passa anos tentando construir certezas, guardando-as como "moedas velhas em cofre", convencidos de que, quanto mais acumulamos, mais seguros estaremos.
Mas a vida, essa arquiteta implacável, nos mostra o contrário.
Os planos podem desmoronar. Pessoas, às vezes, seguem outros fluxos sem aviso prévio.
É nesse momento de ruptura que a gente descobre: "ter dúvida não é um defeito, mas sim a gente sendo gente, desarmado".
Omedo de não saber não é uma falha de caráter. É o estado mais honesto da nossa existência.
"Aprender a viver é aceitar que a gente não vai ter o mapa".
Por mais que a nossa mente ansiosa busque atalhos, a verdade é que a incerteza "não é um problema para ser resolvido, é o cenário". Não se luta contra o palco onde a peça acontece; a gente apenas aprende a caminhar nele.
A gente sofre porque tenta empurrar sentimentos gigantes dentro de caixas pequenas. Mas, diante da dor de uma perda ou da intensidade de uma saudade, a única saída é "lidar com o mistério".
Entender que, longe de ser falta de inteligência, essa incapacidade de explicar tudo é, na verdade, o que dá "profundidade para essa confusão".
Se tudo fosse óbvio, onde estaria a beleza?
Cansa querer ter a palavra final. Cansa carregar o peso de ser o dono da verdade.
Quando a gente finalmente se permite o "alívio de soltar a corda", a vida ganha uma leveza nova. Isso não significa desistir da busca. Pelo contrário.
A vida vale o esforço justamente porque "o enigma nunca termina".
→ ser pequeno demais para caber o mundo, mas grande o suficiente para querer continuar perguntando.
No fim das contas, a nossa condição é essa.
E, apesar de todo o desconhecido, é nessa pergunta constante que a gente se define.
É uma viagem, no mínimo, interessante.
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