Nao sou a Mulher Perfeita sou eu
Eu sou diferente da grande maioria. Eu não quero apenas viver a história; quero também criar a história que a grande maioria viverá. Esse é quem sou que sou.
Eu não estou tentando fugir e não sou o culpado, não há ninguém na minha casa de dor Andei pela cidade e quando te avistei só oque vi foi uma grande mentira. Como você pode?
Nós
Hoje eu percebi o quanto eu me afastei de mim
Percebi o quanto eu não sou boa em mim.
Mas sabe o que percebi também?
Nós, é nós… Não somos os mesmo a tempo.
Somos estranhos agora, mas por quê? Foi eu?
Você? Ninguém sabe.
O que sabemos é o nosso coração congelado.
A nossa mente bloqueadas em mil chaves.
O meu corpo preso em mim mesmo.
O que eu sei, é que não sei como deixamos isso Acontecer, não deveríamos. Porém aconteceu!
É triste entender que você se foi, e longe demais.
Me sinto meio monogâmica, pois te quero.
Aprendi que não deve te prender, me prender.
Aprendi que tenho que deixar escoar, cai…
Dói tanto, mas tenho que deixar partir assim.
Mas e se a gente tivesse uma outra chance?
Daria certo dessa vez? Preciso tentar…
Afinal, quem sou?
Nem eu mesmo não sei, Só sou mais uma criatura minúscula
Comparado a imensidão do
universo
Vivo na busca de me encontrar
De saber quem sou
Talvez nunca saberei
Quem sou eu?
Mulher, menina?
A menina que quer se tornar
mulher e a mulher que gostaria
de ter vivido tudo enquanto era
menina?
Eu sou a poesia A poesia cheia de mistérios
A poesia com defeitos
Aquela poesia que precisa de
atenção pra compreender
Eu sou a poesia do amor, a do
ódio
A que sente alegria e tristeza ao
mesmo tempo
Sou fantasia e REALIDADE.
Eu não sou como você me enxerga
O que você ver é só osso e pele Em um rostinho bonito de olhos castanhos
Mas vou além de suas percepções baratas
Eu sou quem eu quiser O sol da meia noite
Um exorcista ou uma Presidente Posso ir além da ciência e das religiões
Mas não posso ser considerada só mais um pontinho em
meio a essa grandeza que é a terra. Eu posso ser a
diferença ou fazer a diferença Ao auge dos meus 15 anos
Sem ter vivido praticamente nada
A definição de quem eu sou está muito longe de ser dita.
Só sei meu nome e onde nasci
Meu lugar talvez não seja aqui então não direi onde
moro pois não tenho certeza de nada.
Não tenho certeza nem de meu gênero e sexualidade
imagine de quem eu sou? Eu não sou um rótulo pra ser
definida tão facilmente
Irei viver muito e talvez no fim eu faça uma autobiografia
e diga quem fui
Pois sou a dúvida
Eu sou a incerteza
Eu queria me encontrar
Me aquietar
Parar de me importar
Com o que pensam e o que dizem.
Eu sou tudo isso e mais um pouco Eu vou além do que foi dito
Não cabe a mim, me definir em pequenos versos de uma
estrofe de um poema
Pois no fim seremos o que sempre fomos, pó.
Saudade entreaberta -
Eu sou a vontade de Ser que não se encontra!
Sou o grito de revolta, a saudade entreaberta,
sou a noite, o dia que se levanta
na Sintra que se ergue e me desperta!
Eu sou a manhã de nevoeiro densa e baça!
A tristeza de uma mãe que se lamenta!
Sou no corpo um silêncio que me abraça!
Um pássaro no céu em rota lenta!
E há sonhos nos meus olhos de mãos dadas,
verdades por dizer, estrelas por brilhar!
Há lágrimas no meu rosto em vão cansadas.
Eu sou o verso d'um poeta solitário!
Um nocturno de Chopin que toca sem parar,
frente ao Cristo, no cimo do Calvário ...
A madrugada grita meu nome em silêncio. Quem sou eu para não escutá-la? Fecho os olhos para escutar melhor cada vazio que ela diz... respondo sendo recíproca: silêncio.
COMPETIÇÃO
Não me faça competir
Eu não vou! Me recuso.
Reconheço quem eu sou
Conheço bem o meu lugar
E dentre tantas voltas
Que o mundo dá
Quem é quem?
Quem é o que pra se comparar?
Para! Para que ta feio!
Ninguem É, só está.
Estado é passageiro
Essência sim, É.
Ser sem devaneio
Mas a ilusão é um convite
Atrativo, influente
Pra quem se afasta da natureza
E já não enxerga a beleza
Que tá nas coisas mais simples
Já contemplou o Sol hoje?
(2021)
Sou Eu -
Há um muro de silêncio entre nós,
é a hora em que a terra já não gira,
tu e eu, dois corações tão sós,
corpo de promessa, olhos de mentira.
Sou eu, esta voz de quem te ama,
no olhar, na solidão, perdida,
sou eu, sou aquele que te chama,
neste corpo que arrefece, sem vida.
És tu, o meu grito de revolta,
a minha esperança no amor, tão longe,
meu barco sem destino, sem rota,
pelo mar, sem fim, onde se esconde?!
E oiço na noite a voz do impossível,
e avanço devagar na luz que dorme,
sou eu, num suspiro inesquecível,
és tu, um terror que me consome.
Me chamaram de poeta
Me chamaram de poeta
Mas poeta eu não sou
Em outras ocasiões
Me chamaram de cantor
Que gosta de poesia
E canta versos de amor
Eu cantei a primavera
O outono e o verão
O inverno ficou frio
Eu fiquei sem opção
Mas pra completar a rima
Eu vou cantar o sertão
Canto o galo de campina
A coruja e o bem-te-vi
Admiro a seriema
O cancão e a juriti
Que canta na capoeira
Lá na Serra do Oiti
O canário gorjeando
No pé de jacarandá
Tem a graúna que canta
Lá no pé de jatobá
Fazendo a sua homenagem
À majestade o sabiá
A abelha italiana
O inxu e o inxuí
Capuxu, abelha branca
A Cupira e o jati
Maribondo e jandaíra
O breu e o munduri
Tem o peba de carrasco
O preá e o tatu
O veado que desfila
Lá na Serra do Ipu
Tem o gato macambira
E o porco caititu
O sertanejo que brilha
Vivendo nesse lugar
Colhendo os frutos da terra
Curtindo o raio solar
Admirando a riqueza
E a cultura popular
O vaqueiro nordestino
Que vive a se destacar
Tocando a sua boiada
Nem tem tempo pra sonhar
E um violeiro cantando
Num galope à beira mar
Na sombra do juazeiro
Eu paro pra descansar
Apreciando a beleza
Que mora nesse lugar
Se aqui eu tenho tudo
Para que me aventurar?
Vivo de agricultura
Meu amigo, o que qui há?
Já estou aposentado
Para que me preocupar?
Vou armar a minha rede
Depois vou me balançar
A cidade é muito boa
Eu aqui e ela lá
Não quero a proximidade
"Pra mode" não me estressar
Daqui para o fim do ano
Eu irei lhe visitar
Sou sertanejo "de vera"
Já dá pra você notar
Moro aqui no sertão
Nem preciso explicar
Por isso eu digo e repito
Esse aqui é meu lugar
Eu sou feita de sonhos
Sou aquela que parece muralha...mas não passa de uma cerquinha de madeira,frágil.
Sou aquela que se faz de forte e parece tão insensível, mas que se emociona com uma notícia boa, finais felizes e vídeos de bichinhos fofos na internet.
Sou feita de sonhos, mas pensam que sou feita de pedra
...Ou sou feita de pedra, pra poder guardar bem os meus sonhos!
Querido diário, eu não sou uma crédula. As pessoas nascem. Eles envelhecem. E depois morrem. Esse é o mundo em que vivemos Não há nenhuma mágica, nenhum misticismo, há imortalidade. Não há nada que desafia o pensamento racional. As pessoas devem ser quem dizem que são e não mentir ou esconder seu verdadeiro eu. Não é possível. Eu não sou uma crédula, eu não posso ser. Mas como posso negar o que está na minha frente? Alguém que nunca envelhece, nunca se machuca. Alguém que muda de formas que não pode ser explicado. Meninas mordidas. Corpos sem sangue.
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