Nao quero Viver na Ilusao
Medo que não deixa viver
MEDO
sentimento de inquietação
de apreensão face a um perigo
real/imaginário/receio/temor
O medo é na nossa vida o maior inimigo
Quando é imaginário e vive dentro de nós
Temos
Medo de viver
Medo de morrer
Medo de acordar
Medo de adormecer
Medo de sofrer
Medo até de ser feliz
Por medo deixamos de viver
Por medo passamos a sobreviver
Por medo deixamos de lutar
Por medo nos tornamos cobardes
Por medo não somos felizes
Por medo vivemos infelizes
Tantas coisas que deixamos de fazer por medo
Esse medo que existe dentro de nós
Que nós próprios criamos e alimentamos
Porque na nossa vida uma vez algo correu mal
Ficamos com medo que volte a acontecer
Porque restam feridas dificeis de sarar
Muitas vezes deixamos de lutar
Esse medo que vive na nossa imaginação
Medo que nos faz sofrer
Tirar ele de dentro de nós
Lutar contra ele e vencer
Deixa de sobreviver
Volta a viver
Esta vida é absurda e ilógica; eu já tenho medo de viver, Adelaide. Tenho medo, porque não sabemos para onde vamos, o que faremos amanhã, de que maneira havemos de nos contradizer de sol para sol... (...)
Além do que, penso que todo este meu sacrifício tem sido inútil. Tudo o que nele pus de pensamento não foi atingido, e o sangue que derramei, e o sofrimento que vou sofrer toda a vida, foram empregados, foram gastos, foram estragados, foram vilipendiados e desmoralizados em prol de uma tolice política qualquer...
Ninguém compreende o que quero, ninguém deseja penetrar e sentir; passo por doido, tolo, maníaco e a vida se vai fazendo inexoravelmente com a sua brutalidade e fealdade.
Viver no teu caos já não me satisfaz. Preciso de um cais em um porto, do qual meu corpo não parta mais.
A vida seca, quando não se rega, quando não se ama, quando não se luta. Viver é questão de coragem - só sobrevive quem se empenha em força bruta
Já não fujo...
Ainda temo, mas não choro...
Simplesmente procuro viver...
Pela primeira vez tenho noção da vida e não me contenho...
Tornei-me aquilo que sempre quis ser...
Escondo através de lembranças, momentos, onde apenas eu poderei matá-lo ou o fazer renascer...
No entanto conheço-me e sei que jamais vou desistir do que neste momento me vejo construir...
Nós continuávamos resistindo mas às vezes penso que viver não deve ser apenas isso, segurar a barra.
Sem perguntas, me deixe viver, Pegando tudo em meu caminho. Não preciso de razão, não preciso de ritmo, Não tem nada que possa fazer.
Sonhar, ser positivo não basta para conquistar os objetivos. Viver é um risco que nem todos querem correr. Lembre que: Cada atitude tem uma consequência, assim como cada risco pode ter sua recompensa.
Eu vou viver normalmente sem você
Mas sem te ver
Porque se eu te ver e não te ter,
Vai ser impossível de não doer
Outra pessoa vai te substituir,
Mas não vai tomar o seu lugar
Você chegou muito longe
Tão longe, impossível de outra chegar.
A minha vida vai mudar
Mas o que eu mais quero é resolver
Aliás, já está resolvido,
Eu vou sumir pra podermos esquecer.
Você não sabe o que quer
E eu sou péssimo em adivinhar
Talvez quando souber
Seja muito tarde pra me amar
Você faz a minha cabeça
É como se conseguisse me controlar
Faça tudo certo, e siga essa frase:
Nunca é tarde pra tentar.
Você não errou,
Porque não existem erros
Existe o que deve fazer e o que não deve.
"O homem que se contenta em viver com uma companheira bela e útil, mas que não usa a mente perdeu em satisfações voluptuosas o gosto por deleites mais refinados; nunca sentiu a calma satisfação que refresca o coração sedento de ser amado por alguém que poderia entendê-lo. Mesmo na companhia dessa esposa, ele ainda está sozinho, a menos que aceite submergir no estado de animal."
Ser brotinho não é viver em um píncaro azulado: é muito mais! Ser brotinho é sorrir bastante dos homens e rir interminavelmente das mulheres, rir como se o ridículo, visível ou invisível, provocasse uma tosse de riso irresistível.
Ser brotinho é não usar pintura alguma, às vezes, e ficar de cara lambida, os cabelos desarrumados como se ventasse forte, o corpo todo apagado dentro de um vestido tão de propósito sem graça, mas lançando fogo pelos olhos. Ser brotinho é lançar fogo pelos olhos.
É viver a tarde inteira, em uma atitude esquemática, a contemplar o teto, só para poder contar depois que ficou a tarde inteira olhando para cima, sem pensar em nada. É passar um dia todo descalça no apartamento da amiga comendo comida de lata e cortar o dedo. Ser brotinho é ainda possuir vitrola própria e perambular pelas ruas do bairro com um ar sonso-vagaroso, abraçada a uma porção de elepês coloridos. É dizer a palavra feia precisamente no instante em que essa palavra se faz imprescindível e tão inteligente e natural. É também falar legal e bárbaro com um timbre tão por cima das vãs agitações humanas, uma inflexão tão certa de que tudo neste mundo passa depressa e não tem a menor importância.
Ser brotinho é poder usar óculos como se fosse enfeite, como um adjetivo para o rosto e para o espírito. É esvaziar o sentido das coisas que transbordam de sentido, mas é também dar sentido de repente ao vácuo absoluto. É aguardar com paciência e frieza o momento exato de vingar-se da má amiga. É ter a bolsa cheia de pedacinhos de papel, recados que os anacolutos tornam misteriosos, anotações criptográficas sobre o tributo da natureza feminina, uma cédula de dois cruzeiros com uma sentença hermética escrita a batom, toda uma biografia esparsa que pode ser atirada de súbito ao vento que passa. Ser brotinho é a inclinação do momento.
É telefonar muito, estendida no chão. É querer ser rapaz de vez em quando só para vaguear sozinha de madrugada pelas ruas da cidade. Achar muito bonito um homem muito feio; achar tão simpática uma senhora tão antipática. É fumar quase um maço de cigarros na sacada do apartamento, pensando coisas brancas, pretas, vermelhas, amarelas.
Ser brotinho é comparar o amigo do pai a um pincel de barba, e a gente vai ver está certo: o amigo do pai parece um pincel de barba. É sentir uma vontade doida de tomar banho de mar de noite e sem roupa, completamente. É ficar eufórica à vista de uma cascata. Falar inglês sem saber verbos irregulares. É ter comprado na feira um vestidinho gozado e bacanérrimo.
É ainda ser brotinho chegar em casa ensopada de chuva, úmida camélia, e dizer para a mãe que veio andando devagar para molhar-se mais. É ter saído um dia com uma rosa vermelha na mão, e todo mundo pensou com piedade que ela era uma louca varrida. É ir sempre ao cinema mas com um jeito de quem não espera mais nada desta vida. É ter uma vez bebido dois gins, quatro uísques, cinco taças de champanha e uma de cinzano sem sentir nada, mas ter outra vez bebido só um cálice de vinho do Porto e ter dado um vexame modelo grande. É o dom de falar sobre futebol e política como se o presente fosse passado, e vice-versa.
Ser brotinho é atravessar de ponta a ponta o salão da festa com uma indiferença mortal pelas mulheres presentes e ausentes. Ter estudado ballet e desistido, apesar de tantos telefonemas de Madame Saint-Quentin. Ter trazido para casa um gatinho magro que miava de fome e ter aberto uma lata de salmão para o coitado. Mas o bichinho comeu o salmão e morreu. É ficar pasmada no escuro da varanda sem contar para ninguém a miserável traição. Amanhecer chorando, anoitecer dançando. É manter o ritmo na melodia dissonante. Usar o mais caro perfume de blusa grossa e blue-jeans. Ter horror de gente morta, ladrão dentro de casa, fantasmas e baratas. Ter compaixão de um só mendigo entre todos os outros mendigos da Terra. Permanecer apaixonada a eternidade de um mês por um violinista estrangeiro de quinta ordem. Eventualmente, ser brotinho é como se não fosse, sentindo-se quase a cair do galho, de tão amadurecida em todo o seu ser. É fazer marcação cerrada sobre a presunção incomensurável dos homens. Tomar uma pose, ora de soneto moderno, ora de minueto, sem que se dissipe a unidade essencial. É policiar parentes, amigos, mestres e mestras com um ar songamonga de quem nada vê, nada ouve, nada fala.
Ser brotinho é adorar. Adorar o impossível. Ser brotinho é detestar. Detestar o possível. É acordar ao meio-dia com uma cara horrível, comer somente e lentamente uma fruta meio verde, e ficar de pijama telefonando até a hora do jantar, e não jantar, e ir devorar um sanduíche americano na esquina, tão estranha é a vida sobre a Terra.
"Eu não vim aqui pra dizer que não posso viver sem você.
Eu posso viver sem você. Mas eu não quero."
A gente não pode viver a vida olhando para o que passou. Ninguém tem a obrigação de fazer você feliz. Não posso querer que alguém satisfaça meus desejos. E não devo, de maneira alguma, colocar na mão do outro a minha felicidade.
Sou impulsiva, sou exagerada, sou extremista, não sei viver no meio-termo, o que é morno me dá enjoo, se isso é certo ou errado, não sei, só sei que sou assim.
Enquanto eu estou lutando por algo que amo, sou imprevisível, dou gargalhadas e choro muito, pego a estrada e grito alto, assim ninguém escuta, sei que brigo muito com você para poder trazê-lo de volta, pois minha calma não te alcança, isso te enfurece, mas saiba que, porque ainda te amo, suas ações provocam algo em mim. Porém, quando meus pensamentos param de falar comigo, quando meu coração para de argumentar, é porque minha alma se cansou, ela desistiu de lutar sem resposta, e o vazio e a inércia tomam conta do meu corpo, é todo meu ser dizendo que chegou a hora de deixar de amá-lo, o silêncio se faz presente e eu me paraliso, é minha pausa para o descanso.
(des)encontros
Neste mundo
De desencontros
De gente que
Não sabe viver
Pra se encontrar
Tem que se perder
