Nao quero Viver na Ilusao
"Meu amor, eu não te quero de volta.
Roguei tanto para que não fosse; hoje, aos céus clamo para que nunca mais bata em minha porta.
Perdão, amor, mas eu não te quero de volta.
Meu peito, no seu aconchego, era um todo de alegria; hoje, ao pensar em ti, minh’alma chora.
Ouvi, entendi, mas, amor, por favor, eu não te quero de volta.
Lembra das juras, dos pedidos, a mudança que nunca veio, as brigas fora de hora?
Então, amor, sei que lembras, e é por isso que não te quero de volta.
A vida é sofrida, a solidão aguerrida; por um dia ter lhe amado, eu queria ter arrancado o meu coração fora.
Amor, por favor, sem beijos; o seu corpo me atiça, é tão difícil resistir. Nem mais um passo: eu não te quero de volta.
A pele arde, os olhares se cruzam, sou incapaz de resistir, mas hoje, sim, as recaídas se tornaram histórias.
Memórias, só memórias, amor, pois hoje não te quero de volta.
Por favor, amor, não chora.
Você sabia o que viria, sabia o que haveria quando decidiu sair por aquela porta.
Obrigado por vir, tentar um beijo, um ardir; obrigado pelo cheiro doce e o vislumbre ao se despir, mas agora vá embora.
Amor, eu não te esqueci, mas resolvi lembrar de mim e, com lágrimas nos olhos, te digo: — Eu não te quero de volta..."
Senhor Deus, hoje eu não quero pedir nada. Eu só quero agradecer. Obrigada por cada amanhecer, por cada livramento, por tudo que chegou e até pelo que não aconteceu. Que eu nunca me esqueça: ter-Te comigo já é a maior bênção.
Senhor, não quero falar de podridão quando posso falar de salvação. Me dá domínio próprio sobre meus pensamentos e minha boca.
Não me importa com quem ficou, nada disso me importa, seu passado será seu passado, o que eu quero é ser seu presente e futuro, entenda garoto tudo o que quero é o seu amor.
Vivo do meu jeito
Gosto do que gosto
Bom é respeito
Eu sempre gosto
Não quero agradar
O meu estilo nunca mudei
Alguns vão gostar
Outros já não sei.
ORAÇÃO PARA UM HERÓI
Papai do céu!
Quero falar que não gosto de heróis!
Ontem acordei com beijos do meu pai
Estava fardado pra ir pro serviço...
Ele falou baixinho no meu ouvido
Que me amava muito, muito mesmo !
Encheu-me de beijos e foi trabalhar.
Minha mãe veio me contar mais tarde
Do assalto que houve num banco
Que para defender uma mulher
E seu filho que chorava muito
Meu pai fora baleado e tinha morrido .
No enterro do meu pai
Haviam muitos policiais
Fizeram muitas homenagens
Disseram que meu pai era um herói.
Papai do céu !
Por que herói tem que morrer?
Queria ter meu pai aqui comigo
Não queria que ele se tornasse um herói.
Agora não terei mais seus beijos
Nem seus abraços e seus carinhos .
Jesus , cuida do meu pai aí no céu !
Diga que eu nunca vou esquecer dele
Que sempre vou amar e lembrar
De tudo que ele falou pra mim.
Papai do céu!
Eu não gosto de heróis
Mas eu gosto muito do meu pai !
Agora vou dormir pra sonhar com ele
Quem sabe ele possa assim me beijar
E falar de novo que me ama
Porque eu amo muito meu pai !
Boa noite Jesus!
Amém!
AUTOR – JOÃO BATISTA BARBOSA
Porque eu quero a misericórdia, e não o sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos.
📖 Oséias 6:6
Será que o jejum que Eu quero não é este: abandonar a maldade, parar de oprimir as pessoas, libertar quem está sendo injustiçado, quebrar todo tipo de exploração e agir com justiça e misericórdia?
📖 Isaías 58:6
Quando a pessoa que mais amo nesta vida partir,
Não quero que me avise,
Não quero abraços piedosos,
Não quero lágrimas indescritíveis,
Não quero despedidas eternas,pois minha alma negará, até a minha morte, que ela partiu.
Eu não quero apenas estar com você; quero me fundir à sua vida até que não exista distância entre o meu desejo e o seu.
_Enzo Ruchell_
Não sou perfeito, e nem quero ser. Estou aqui para evoluir, para me tornar alguém melhor a cada dia. Ouçam a minha mensagem, mas não julguem o mensageiro.
Tenho muitos defeitos, mas carrego um dos maiores dons que alguém pode ter: caráter. Jamais traí alguém e nunca fui ingrato com quem me ajudou quando eu precisei. Prefiro perder amizades do que perder a minha verdade. Prefiro ser sincero e ferir um ego do que mentir para agradar.
Como já falei, dou a mínima para quem fala mal de mim. Sinceramente, não sinto nada por quem me julga ou me chama de estúpido só porque falo a verdade. Exemplo? Mesmo que fosse a pessoa que eu mais amasse na vida, se ela fizesse algo errado eu iria corrigi-la, mas ao mesmo tempo eu estaria ao lado dela, porque amar também é ensinar.
Quem não é criticado, não vive de verdade, e eu não vivo para bajular ninguém.
Goste de mim ou não, continuarei sendo eu mesmo. Minhas palavras podem incomodar, mas são reais, e não vou mudar só porque alguém se sentiu ofendido.
Quem vive de verdade não tem medo de desagradar.
A verdade não é doce.O que se quer ouvir sim. Conduzo você a meu benefício, quero "ajudá-los", "meus companheiros".
*EU ME QUERO DE VOLTA*
Saí de casa sem saber para onde ia. Não era exatamente uma viagem. Viagem pressupõe algum compromisso com a chegada. Eu só queria andar.
Peguei a moto cedo, antes que a cidade começasse a cobrar de mim as coisas que eu já não sabia se queria pagar. Uma mochila pequena, pouca roupa, documentos, algum dinheiro e aquela sensação conhecida de que talvez, se eu ficasse longe o bastante, certas coisas dentro da cabeça perdessem o endereço.
A estrada de serra estava quase vazia.
Subi sem pressa. Curva depois de curva. Pinheiros, barrancos, casas isoladas, pequenas vendas onde ainda se podia tomar café sem alguém perguntar se você queria açúcar. Em alguns lugares, o mundo parecia ter esquecido de atualizar a paisagem.
Eu gostava disso.
Talvez porque passei boa parte da vida fazendo exatamente o contrário.
Atualizando.
Mudando de emprego. De cidade. De mulher. De opinião. De planos. Trocando certezas velhas por certezas novas, como quem troca uma camisa suja e acredita que ficou limpo.
Quando somos jovens, ninguém nos explica direito o tamanho da brincadeira.
Dizem para estudar.
Trabalhar.
Construir.
Casar, talvez.
Ter filhos.
Comprar uma casa.
Ser alguém.
A gente acredita.
Depois descobre que existe uma diferença enorme entre cumprir o figurino e caber dentro dele.
Eu cumpri algumas partes.
Outras fiz pela metade.
E algumas fiz tão bem que quase consegui destruir a pessoa que deveria ter sido.
Foi só muito depois que percebi isso.
Na juventude, eu achava que as decepções eram acidentes de percurso. Uma mulher que não ficou. Um amigo que virou estranho. Um projeto que morreu antes de nascer. Uma porta que não abriu. Um sonho que parecia grande demais para o quarto onde eu dormia.
A gente sofre.
Depois chama aquilo de experiência.
É uma maneira elegante de não admitir que não entendeu nada.
Continuei subindo.
Em determinado ponto, parei a moto num acostamento. Havia uma venda pequena, dessas que parecem ter sobrevivido por teimosia. Pedi café. O homem atrás do balcão devia ter mais ou menos a minha idade. Talvez um pouco mais.
Ele não tinha pressa.
Fiquei olhando enquanto ele limpava o balcão com um pano que provavelmente já tinha visto dias melhores.
Pensei em quantas pessoas eu havia observado durante a vida.
Homens cansados.
Mulheres que desistiram de certas coisas sem anunciar.
Gente que bebia todos os dias.
Gente que trabalhava todos os dias.
Gente que dizia estar feliz com a convicção de quem precisava convencer a si mesmo.
Eu costumava olhar para essas pessoas de fora.
Agora começo a reconhecê-las por dentro.
Essa talvez seja uma das partes menos agradáveis de envelhecer.
Você começa a encontrar nos outros os mesmos defeitos que passou anos condenando.
O homem que você julgava acomodado.
Você.
A mulher que você achava que tinha desistido.
Você.
O sujeito que dizia não esperar mais nada da vida.
Você.
É uma espécie de justiça tardia.
A vida não manda boleto.
Manda espelho.
Voltei para a estrada.
Desci a serra em direção ao litoral. O ar mudou primeiro. Depois a paisagem. A estrada se abriu e o mar apareceu entre uma curva e outra.
Parei.
Fiquei olhando.
Não senti nenhuma revelação.
Ainda bem.
Tenho desconfiança de revelações.
Quase sempre elas duram até o próximo problema.
O que senti foi uma coisa mais simples.
Cansaço.
Um cansaço antigo.
Não do corpo. O corpo estava funcionando.
Era outro.
O cansaço de carregar perguntas que aprenderam a se reproduzir.
Quando somos jovens, procuramos respostas.
Depois de algum tempo, percebemos que algumas respostas apenas criam perguntas melhores.
E algumas perguntas não querem resposta.
Querem companhia.
Segui pela estrada litorânea.
Pequenos lugarejos apareciam e desapareciam. Uma igreja. Uma praça. Dois cachorros dormindo na sombra. Um bar aberto numa quarta-feira à tarde. Um velho sentado numa cadeira de plástico olhando para lugar nenhum.
Talvez ele soubesse alguma coisa.
Talvez não.
Essa é outra mentira da idade.
A gente imagina que quem chegou mais longe sabe mais.
Nem sempre.
Às vezes só chegou mais longe.
Foi então que lembrei de algumas coisas que eu tinha deixado para trás.
Não pessoas exatamente.
Momentos.
A adolescência.
Aquele período estranho em que a vida ainda não tinha apresentado a conta.
Eu sinto falta de coisas que, na época, pareciam insignificantes.
Uma rua.
Um quarto.
Uma conversa idiota.
Uma música tocando num rádio ruim.
Uma tarde sem obrigação.
A sensação de que ainda havia muito tempo.
É curioso.
Quando temos tempo, queremos futuro.
Quando o futuro já está parcialmente ocupado pelo passado, começamos a querer de volta algumas tardes.
Não quero voltar a ser adolescente.
Isso seria uma estupidez.
Quero apenas recuperar alguma coisa daquele sujeito que acreditava que a vida podia ser diferente.
Não necessariamente melhor.
Diferente.
Talvez seja isso que eu tenha perdido.
Não a juventude.
A capacidade de acreditar antes de exigir garantias.
Passei anos tentando viver de acordo com aquilo que parecia correto.
E algumas coisas corretas fizeram estragos.
Essa talvez seja uma das coisas que ainda não compreendi.
Como alguém pode fazer tudo conforme o figurino e, mesmo assim, terminar diante de uma vida que não reconhece?
Você trabalha.
Paga contas.
Cumpre compromissos.
Evita escândalos.
Engole algumas vontades.
Adia outras.
Diz “depois”.
Diz “agora não”.
Diz “é o melhor”.
E, quando percebe, existe uma distância entre aquilo que você construiu e aquilo que você era.
Não houve uma explosão.
Não houve música triste.
Ninguém percebeu.
Foi acontecendo.
Depois que sangra, seca.
O problema é que a pele fica diferente.
Talvez algumas coisas tenham morrido em mim em dias que eu achei que tinha apenas perdido.
Uma relação.
Uma amizade.
Uma possibilidade.
Uma versão de mim.
Aquilo não me matou.
Mas algo naquele dia morreu em mim.
Demorei para entender.
Ou talvez ainda não tenha entendido.
A diferença entre amadurecer e se acostumar é uma das perguntas que continuam me perseguindo.
Porque existe gente madura.
E existe gente apenas cansada.
Existe gente tranquila.
E existe gente que desistiu de discutir com a própria vida.
Existe gente que aprendeu a viver.
E existe gente que aprendeu a não reclamar.
Às vezes eu não sei em qual grupo estou.
Talvez nos dois.
Continuei rodando.
O vento batia no capacete e levava embora qualquer possibilidade de pensamento organizado.
Foi bom.
Minha cabeça sempre foi um lugar pouco recomendável.
Sou de carne, osso e uma confusão de pensamentos.
Nunca fui exatamente uma pessoa simples.
Durante muito tempo achei que isso fosse um defeito.
Hoje já não sei.
Talvez a simplicidade seja apenas uma forma eficiente de esconder aquilo que não conseguimos compreender.
Eu sempre vou ser uma confusão.
Não digo isso com orgulho.
Também não digo com vergonha.
É apenas um diagnóstico sem médico.
No fim da tarde, parei perto de uma praia pequena.
Não havia quase ninguém.
Tirei o capacete e sentei num banco.
O mar fazia aquele trabalho antigo de ir e voltar sem precisar justificar nada.
Pensei que talvez eu tivesse passado tempo demais tentando resolver a minha vida.
Talvez a amnésia resolvesse o problema.
Esquecer algumas coisas.
Esquecer algumas pessoas.
Esquecer certas versões de mim.
Mas logo percebi que seria inútil.
Porque não é o passado que continua nos perseguindo.
Somos nós que continuamos voltando até ele.
Voltei para a moto.
Ainda não sabia para onde iria dormir.
Também não sabia o que faria no dia seguinte.
Pela primeira vez em muito tempo, isso não pareceu uma ameaça.
Talvez porque eu tenha finalmente entendido que planejar tudo não me protegeu de nada.
Tudo correu como eu não planejei.
E, apesar disso, cheguei até aqui.
Não é uma vitória.
Também não é uma derrota.
É apenas o lugar onde estou.
A estrada continuava pela costa.
Eu podia seguir.
Podia parar.
Podia voltar.
Não havia placa dizendo qual das três opções seria a mais correta.
Ainda bem.
Passei anos demais obedecendo placas.
Naquela noite, enquanto o céu escurecia sobre o mar, pensei numa frase que não parecia minha, embora viesse de dentro:
eu me quero de volta.
Não o homem que fui.
Isso seria impossível.
Quero de volta alguma coisa que existia antes de eu começar a negociar comigo mesmo.
Antes de transformar desejo em obrigação.
Antes de confundir responsabilidade com abandono.
Antes de aprender a dizer “é assim mesmo”.
Talvez viver seja justamente isso.
Perder algumas versões de si.
Encontrar outras.
E, de vez em quando, reconhecer uma antiga no acostamento.
Parar.
Olhar.
Não tentar trazê-la de volta.
Apenas agradecer.
Depois subir na moto e continuar.
Porque existir é pouco.
É preciso viver.
Mesmo sem saber exatamente como.
Mesmo carregando perguntas.
Mesmo fazendo errado.
Mesmo descobrindo tarde demais que algumas respostas não estavam na estrada, na cidade, nas pessoas ou nos lugares para onde fugimos.
Estavam naquilo que a gente evitou olhar enquanto ainda tinha tempo.
O motor pegou na primeira tentativa.
Pus o capacete.
Acelerei.
Vamos, vida.
Me surpreenda.
Dessa vez eu não vou exigir que você faça sentido.
Não esqueça!
Na minha inutilidade, peço só atenção
Não quero esmola, quero gesto de carinho
Quero ser lembrado
Mesmo que eu fique aqui sozinho
Que me levem ao sol no claro do dia
E não se esqueçam de me guardar
Que no banho me tratem com valia
Sem no frio me deixar
Que fiquem por perto para me escutar
Ouçam serenos a mesma história
Mesmo que eu torne a recontar
Guardem com afeto na memória
Que sejam meu amigo com lealdade
Sem de mim nada querer
Que me queiram bem de verdade
Só por me querer bem, por me querer.
É uma paráfrase de uma reflexão do Pe Fábio de Melo
"Me libertem, eu quero agora a liberdade
Não vou deixar para mais tarde
Não vou mais celebrar a ignorância da sociedade"
Não quero estar
em nenhum lugar
que não seja em mim,
porque sou raiz
e asas ao mesmo tempo.
Porque já me exilei demais
em expectativas alheias,
em mesas onde o meu silêncio
era mais aceito que a minha voz.
Já morei em olhares
que me diminuíam,
em afetos apertados demais,
em paisagens onde minha alma
trilhava com sapatos estreitos.
Hoje, não!
Hoje eu quero a morada
do meu próprio peito.
Quero a arquitetura imperfeita
dos meus pensamentos
e a mobília sincera das minhas emoções.
Se eu estiver em mim,
inteira,
qualquer lugar será extensão.
Mas nenhum endereço
me abriga como o meu Eu.
É nele que me construo
e finco os fundamentos
do meu viver e ser.
✍©️@MiriamDaCosta
Não quero saber tudo nem ser o melhor de todos de alguma forma. Sou apenas um curioso a procura das respostas para as questões que a minha mente me questiona
