Nao quero Viver na Ilusao

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A liberdade política exige que o cidadão não seja apenas destinatário da lei, mas também parte de sua legitimidade.

Mostrar que alguém está errado não significa necessariamente colocá-lo diante da verdade.

Todo mundo se rende ao ego
Minhas mãos estão decepadas, não posso ser bom novamente

A dúvida não destrói o conhecimento; muitas vezes, é o mecanismo que o protege.

Amor de verdade é pra quem tem maturidade; quem se alimenta de ilusões não sabe segurar uma história real.

Chamar a dor do outro de invenção é o disfarce perfeito de quem não quer assumir o peso do mal que faz.

Negar a dor alheia é o refúgio de quem não tem coragem de encarar a própria responsabilidade.

Você não consegue pensar
Não o bastante
Porque você só tem
Ervilhas no lugar do cérebro

Quem faz o mal e nega a dor do outro busca apenas proteger o próprio ego e fugir da culpa que não tem coragem de carregar.

A crueldade nasce da necessidade mesquinha de ter poder e controle sobre aquilo que não se consegue compreender ou respeitar.

Talvez eu não tivesse


Talvez o céu possa explicar
o silêncio que nasceu em mim,
quando as estrelas se apagaram
sem dizer se voltariam.


Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas, frias e mortas;
elas já foram rios abertos,
tocando o mundo com esperança,
acendendo manhãs em portas esquecidas.


Eu não tinha esse olhar perdido,
vagando entre sombras e distâncias,
procurando no rosto da noite
a luz que um dia me chamou.


Talvez o céu saiba onde escondi
as palavras que não consegui dizer,
os abraços interrompidos,
a coragem deixada à beira do medo.


Se houver uma estrela para mim,
que ela desça devagar,
como uma lágrima luminosa,
e repouse sobre meu peito.


Talvez então minhas mãos se lembrem
do calor de outras mãos,
e meus olhos, cansados de perder,
aprendam novamente a esperar.


Porque mesmo no fundo do silêncio,
há um coração, quase invisível,
batendo baixinho –
como quem ainda pede para viver.

Era uma vez...


Era uma vez....
ou não era não?


Um coração apaixonado
e outro completamente alienado...


Um coração cativado
e outro completamente desinteressado.


Um coração magoado
e outro completamente blindado.


Um coração partido
e outro batendo... tum-tum... tum-tum...
completamente sem sentido.


Era uma vez...
não, não era não.

Que o meu rastro seja o sorriso de uma criança protegida e o silêncio de um animal que não sofre mais.

A liberdade não é ausência de limites, mas ausência de dominação arbitrária.

A razão deve ser o último tribunal das crenças, mesmo quando não possui respostas definitivas.

Onde não há lei legítima, a liberdade pode facilmente ser substituída pelo arbítrio.

A liberdade não consiste em ausência de regras, mas em não estar submetido à vontade arbitrária de outro.

Uma sociedade livre não concede ao Estado o direito de transformar crenças particulares em verdades obrigatórias.

A verdade merece investigação, não obediência automática.

Uma sociedade racional não deve transformar o desconhecido em certeza por falta de respostas.