Nao quero Viver na Ilusao
Demora
E de tanto que demora
Tem vezes que os rios secam
São coisas que não se explica
A gente apenas as aniquila
Enquanto isso
O Sol no Céu
Ele só desfila
Tem horas que ele faz isso
No mais, as flores se vão
Cada uma disse o que pensa
Em suma: tranqüila tonalidade
Seu credo, seu medo ou crença
A gente não sabe o que sente o Sol
É hora, tem horas que eu sei
Que a frase bonita passou
Vai chegar dezembro, conforme os planos
Mas a diferença é de tantos anos
Cá no meu canto
Planto prantos e poesias
Quem sabe um dia
Por tanto plantá-las
As uso
Num triste dialeto
de tantas falas
Mas não traduzo
Hoje eu já sei
Que nunca vai ser agora
Demora!
Edson Ricardo Paiva.
Eu
Vivendo minha vida
Num mundo que não é meu
Uma lâmpada
Acendida anteontem
Esquecida
Quando amanheceu
Uma voz rouca e profunda
Fruto
De relação desarmônica
Vendo outros olhos
Que veem
Entendo
Que vendo o que veem
Não enxergam nada
Ou pouco dizem
Creio-lhes eu
Pode ser que sofrendo
Insuficiência verbal aguda
Mudas
Corações moldados
Em rocha intrusiva
Uma relação harmônica
Plutônica erosiva
Crônica, agudizada
Cínica em seu modo
Em desarmonia com o meu
Uma lâmpada acesa lá fora
Cá dentro, um lugar à mesa
Creio eu
Pode ser um dia.
Edson Ricardo Paiva.
Nos olhos meus diga que não me quer mais.
Atire-me pedras apontando erros meus.
Mas jamais esqueça do bem que te fiz.
O dia que não te amei, desconheço.
O meu amor é puro, isso reconheço.
Fiz o beijo teu, como adereço.
Não sou merecedor do amor teu.
Te fiz deusa, deixei de ser ateu.
E foi os teus olhos que me converteu.
Não te dá o direito de me expulsar
não acabe desse jeito, vamos conversar.
Pensei que iria te ter
tolo a tentar te entreter!
Você errou em me obter.
"Quando me perguntam por que amo de forma tão profunda como se não houvesse amanhã, sempre respondo que será a reciprocidade de tudo que recebo, aprendi ao longo de meus anos de sobrevivência que o amor é algo prazeroso e continuo não devendo deixar morrer, porém o sobreviver também me ensinou que posso ir embora de qualquer ambiente sem olhar para trás, levando comigo lembranças boas e apagando as ruins se houver então sim eu sou intendo capaz de pular de um avião sem paraquedas para ser feliz e amado"
A verdadeira riqueza da vida não está na quantidade de acontecimentos que conseguimos lembrar, mas naqueles que deixaram marcas capazes de permanecer.
Aberração
(Ele)
Quando você esteva aqui não conseguia nem te olhar... Você parece um anjo sua pele me faz chorar... Você flutua como uma pluma num mundo tão perfeito... Queria eu ser especial... Você é tão especial ...Mas sou estranhão... esquisito...O quê estou fazendo aqui...? Aqui não é o meu lugar não...! Não importa se doer ... Controle eu quero ter...Um corpo perfeito...A alma também... Quero que você note quando eu não estou... Você é tão especial... Queria eu ser especial...Mas sou estranhão... esquisito... O quê estou fazendo aqui? Aqui não é o meu lugar não...!
Ela corre pra longe de mim...Ela corre e vai sair...vai...vai ..vai...pra longe de mim...
(Ela)
Faço tudo pra te ver feliz... Tudo que quiseres ... Você pra mim é tão especial... Consigo ver a sua essência, és tudo pra mim... você é a minha vida,o meu amado o meu lugar é ao seu lado .. Enquanto me quiseres... Enquanto me quiseres ...💕
Palavras
Transformar sentimentos em palavras,
coisa mais difícil não há.
Há silêncios que pesam no peito
e frases que nascem sem voz,
perdidas entre o medo e o olhar.
O ódio, quando cresce,
é fogo preso na garganta,
capaz de queimar por dentro,
de engasgar cada tentativa
de dizer o que ainda espanta.
O amor, quando explode,
transborda sem pedir licença;
é mar que invade as margens,
é luz, vertigem e presença.
Mas nem mil poemas conseguem
alcançar sua verdadeira imensidão.
E a dor...
ah, a dor que dói tão doída,
não se desfaz com gritos.
Pode-se chamar o mundo,
rasgar a noite, implorar ao infinito —
ela permanece, quieta e profunda,
como uma cicatriz ainda viva.
Talvez escrever não cure,
nem faça o sentimento partir.
Mas oferece ao coração cansado
um lugar onde possa existir.
E, entre lágrimas e versos,
a alma aprende, devagar,
a respirar.
"E tudo acaba
Sendo eternamente igual
Não se divide o invisível
Em partes iguais
Ponto final
Nada mais."
Edson Ricardo Paiva.
"Não se valha de uma posição social, de um cargo mais elevado, de um manto de maior hierarquia para cometer injustiça, pois um dia cometerá um equivoco com alguém justo,pois seu orgulho e o status que você precisa para caminhar na terra te cegarão, e aquele injustiçado lhe cobrará com certeza em algum momento."
Bonito é o ser humano que admite o seu erro, aquele que reconhece virtude no outro mesmo não vivendo os mesmos valores, bonito é respeitar o tempo de cada um, bonito é achar beleza onde a maioria julga ser feio, bonito é doar dos seus talentos para beneficiar o outro, bonito é ser simples dar boa tarde e agradecer sempre.
Não precisamos abandonar o presente para intencionar o futuro. Podemos construir o futuro com a qualidade dos presentes que escolhemos viver.
Isso, vai lá — abandona o seu filho mesmo. Mostra para ele como é: não querer ser alguém igual a você. Cria traumas, sofrimento, mágoa e rancor em quem deveria ter por ti somente amor.
Não existe ninguém muito inteligente até ser questionado, uma vez que porá ele em dúvidas da própria certeza.
“A Parte de Mim Que Ninguém Domou”.
Há coisas que não aprendemos. Nascem conosco.
Correm no sangue, misturam-se à água que bebemos, escondem-se em algum lugar profundo onde ninguém consegue chegar para nos dizer quem devemos ser.
Tentaram me ensinar a caber.
A diminuir meus sonhos, moderar meus excessos, domesticar minhas vontades. Disseram que amar também era ceder, que viver ao lado de alguém exigia abandonar algumas partes de nós pelo caminho.
E talvez seja verdade.
Mas ninguém deveria precisar desaparecer para permanecer.
Durante muito tempo, encontrei abrigo onde acreditava estar protegido do mundo. Ali, entre certezas aparentemente indestrutíveis, pensei que pudesse descansar. Pensei que finalmente havia encontrado um lugar onde minha alma não precisaria pedir para existir.
Eu tinha uma mente selvagem.
E gostava dela assim.
Gostava daquela parte de mim que ainda sabia se espantar, que atravessava madrugadas imaginando futuros impossíveis, que acreditava que algumas pessoas poderiam caminhar juntas sem transformar o amor numa gaiola.
Mas o tempo tem uma maneira silenciosa de revelar aquilo que o coração insiste em esconder.
Um dia, acordei na beira de alguma coisa.
Você dormia tranquilamente.
Eu, não.
Você parecia ter todas as respostas.
Eu carregava perguntas demais.
Foi então que compreendi que duas pessoas podem dividir a mesma cama e estar vivendo em mundos completamente diferentes.
Podemos esconder aquilo que não queremos que ninguém descubra.
Podemos fechar as janelas para não ouvir o barulho da rua.
Podemos recolher os pedaços quebrados, colocá-los dentro de uma taça bonita e brindar como se nada tivesse acontecido.
E podemos chamar isso de amor.
Se quisermos.
Mas existe uma pergunta que nenhuma palavra consegue silenciar:
quando foi que amar passou a significar deixar de ser quem éramos?
Talvez o amor verdadeiro não seja aquele que nos doma.
Talvez seja justamente aquele diante do qual podemos permanecer indomáveis e imperfeitos, intensos, inquietos, inteiros.
Porque eu realmente acreditava em um amor sem fim.
Acreditava que nós dois acreditávamos.
E talvez seja essa a parte mais dolorosa de todas:
não descobrir que o amor terminou,
mas descobrir que, enquanto eu ainda acreditava no infinito,
você já havia encontrado o fim.
