Não quero Alguém que Tenha outro Alguém
Ouço as portas baterem
vozes do outro lado
passos e pés arrastados
ao som do vento penteando o pomar
enquanto as sombras vão girando
enquanto as sombras vão girando
dedos gélidos, adormecidos
tatear paredes do vazio
enraizado em correntes
imaginando como seria seu próprio rosto
enquanto as sombras vão girando
enquanto as sombras vão girando
ouço-a murmurar
alarido do outro lado
ferro e fogo, forjando escudos
eflúvio de chuva seguindo o mar
se existe luz está mesmo lá fora?
enquanto as sombras vão girando
enquanto as sombras vão girando
Que não fiquemos triste pelo o que o outro deveria ter feito, pensado ou agido. Pq cada um possui sua própria plantação, e a vida se encarrega de dar a colheita na hora certa. Que não fiquemos decepcionados, não pq o outro errou, mas sim pq criamos expectativas demais, pq isso nos faz perder nossa fé. Que a gente não fique aborrecido pq alguém foi rude conosco em atitudes ou palavras, pq essa pessoa não possui amor em seu coração. Que não percamos nossa esperança na vida só porque alguém teve uma atitude ruim e feia, pq seu coração é rebelde, e só Deus pode mudar. Que não julguemos, pq cada um é pecador em alguma coisa, e o seu tem efeito igual no final. Que a gente não fique desesperado pq não conseguiu comprar alguma roupa, sapato, ou celular, pq tudo passa. Que não nos percamos tentando nos achar no colo de outro alguém, pq nascemos sós. Que a gente tenha sempre fé, amor e empatia, pq não podemos medir a dor do outro, a dor é dele e só ele sabe o que sente e passa. Que a gente aprenda que por mais que alguns dias sejam muito difíceis, eles chegam ao fim, assim como os bons. Aproveite!
O OUTRO LADO DA MESA DA DOLOROSA SÍNDROME DO NINHO VAZIO
Mães,
Escrevo isso como filha que se doeu lendo textos sobre como vocês se sentiram quando nós, filhas, saímos de casa.
A dor de vocês foi chamada pela psicologia de Síndrome do Ninho Vazio, mas a nossa ainda não ganhou nome.
Seria um outro ninho vazio? Não sei, mas venho falar sobre os medos, as angústias e as delícias de sair do ninho pro mundo, lugar para o qual vocês nos criaram.
Nosso primeiro ninho, o ventre materno, tinha tempo de estadia. Perto dos 9 meses, às vezes antes, nós sairíamos daquele lugar onde nada podia nos tocar. Nós, filhas, não lembramos da experiência de querer sair de lá.
Imagino que, em um certo ponto, começamos a nos sentir apertadas e desconfortáveis. Talvez algum questionamento do tipo “Mas o que tá acontecendo? Era tão gostosinho aqui antes!” tenha aparecido nas nossas cabeças. Quem sabe até uma mágoa “Por que ela não me dá mais espaço?”, assim ficaríamos mais um tempo por ali. Vocês, mães, por outro lado, não viam a hora de ver a nossa cara.
Nosso segundo ninho, o lar ao lado de vocês, nunca teve limite de permanência. Vocês não nos empurrariam para fora jamais. Foi ali que aprendemos tudo: comer, falar, andar, agarrar mãos e objetivos, dar risada, ir ao banheiro, ler, escrever… tudo. Passamos por fases fáceis e divertidas, difíceis e intermináveis.
Nós crescemos, vocês também. Assistimos suas crises existenciais, os conflitos com a idade, o amadurecimento como mãe e a beleza de ser o que se é todos os dias.
Vocês assistiram transformações, pernas crescendo demais, brinquedos aparecendo e depois sumindo da sala.
Começamos a sair por aí nos nossos voos curtos. Deixamos vocês sem dormir direito diversas vezes enquanto bebíamos em algum canto da cidade. Discutimos o motivo dos “nãos” para viagens para praia no carro do amigo do amigo da prima.
Ficamos as duas desconfortáveis com as conversas que mães e filhas têm que ter. Mentimos para vocês e vocês mentiram para nós. Choramos num quarto, vocês no outro.
Perto dos 20 anos, às vezes antes, às vezes depois, o ninho começou a ficar apertado de novo. Nossas vontades e sonhos não cabiam mais ali.
Era óbvio que sairíamos um dia: para morarmos sozinhas, para um intercâmbio, para morar com uma amiga ou um amigo, com uma companheira ou um companheiro. A hora ia chegar, mas nenhuma de nós sabia quando. Por fim, saímos, e o ninho ficou vazio.
As primeiras noites chegando em casa sem ter quem nos esperasse foram estranhas tanto quanto para vocês. O beijo na testa antes de dormir fez falta. O cheiro do café quando saíamos do quarto prontas para fazer o que tínhamos que fazer, o lembrete para levar a blusa e o guarda-chuva.
Mãe, eu continuo levando a blusa e o guarda-chuva.
O cheiro do meu café fica cada vez mais parecido com o cheiro do seu. A primeira vez lavando o meu banheiro foi engraçada: organizei os produtos de limpeza, prendi o cabelo e vesti a roupa “de fazer faxina” como você sempre fez. Liguei o rádio e lembrei do som dos dias de faxina, as suas músicas preferidas.
O arroz grudou, a roupa ficou mais ou menos limpa, coisas estragaram na geladeira, eu cheguei em casa tarde demais, dormi pouco, fiquei doente, te liguei perguntando como cozinhar alguma coisa e para saber como lavava a roupa direito.
Coloquei uma foto sua perto da cama. Fiz planos durante a semana para que o final de semana ao seu lado fosse aproveitado da melhor maneira possível. Aprendi a me cuidar sozinha, a comer melhor, a deixar a roupa limpa, a organizar meus horários e a casa.
O amor, a essência da nossa relação, permanece igual. Mudaram os hábitos, a vida, o caminhar das coisas.
Mãe, eu descobri que o ninho nunca foi um espaço físico, foi sempre o seu coração – e de mim ele nunca ficará vazio.
Do outro lado da cidade
Num quarto branco com paredes adesivadas
Uma glock, um mentalista, um cacto
Cartas escritas à mão
Promessas guardadas na memória
Você no coração
Na cama um espaço só seu...
Hoje não existe "meu"
Tudo é nosso
Até o céu
Há muitas ausências nas pessoas de muitos lugares. As vezes desejo bem no meu íntimo, viver em outro lugar que não seja desta mesma complexidade que o mundo se alimenta em seu rumo progressivo e destruidor. Como eu queria a solidão da planície verde, do deserto de paz, da invasão dos ventos me abraçando. Um outro lugar que não seja este planeta cheio de horrores. Me sinto bem e em casa quando estou perto da natureza. O único lugar que me sinto melhor mas que infelizmente culpada... Pq está natureza está ferida, derrotada em sua esperança de se manter. Nós destruímos a cada dia nosso lugar, o nosso habitat natural.
Cada dia é diferente do outro, tem dia que a gente esta mais alegre ou mais triste, safado ou recatado, mais cansado ou menos cansado. Nenhum dia e igual o outro. O humor também vai variando de um dia para o outro. Nosso coração e um recipiente onde vamos armazenando o que vai acumulando ao longo do tempo.
Ninguém pode conhecer a profundidade da dor do outro...
Cada ser reage a seu modo aos acontecimentos infelizes.
Por isso jamais julgue fracos ou chorões aqueles que têm mais
facilidade em externar suas tristezas e, nem julgue insensíveis
os que se mantém em silêncio. O que cada um faz com suas adversidades é de foro íntimo e pessoal
e não serve como parâmetro para determinar sentimentos.
Cika Parolin
Muitas vezes o nosso pensamento se desprende feito folhas ao vento, para pousar em outro pensamento.
Amar
não é atar ao outro
pra no outro se completar
E sim, se doar ao outro
pra juntos se completarem
ir além um doutro...
E assim, bem se darem!
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Ás pessoas hoje em dia me julgam pelo que ver,quanto que na verdade elas nem conhece o meu outro lado. Não vou dizer que não me importo com a opinião das pessoas sobre mim,pois seria hipocrisia da minha parte dizer que não,pois convívio com a sociedade de gente HIPÓCRITAS.
A GRANDE MAIORIA está procurando o que muitos não estão encontrando no outro: atenção e palavras de apoio, menos reprovação e criticas, mais parceria e compartilhamento de boas energias e pensamentos positivos (Nelson Locatelli, escritor)
VOCÊ e EU..( poema )
Feitos um para o outro., criados para se completarem., almas que foram feitas uma para a outra.,
Nos amando., e nos sentindo vivos e juntos sempre....
Somos dois corpos que se unem.,
E quando nossos lábios se beijam., nossa o fogo é intenso.,
Nossas mãos nos tocam em perfeitas carícias., somos encontro de almas que se conectam., em versos de felicidade e amar.
Não seremos apenas palavras que compõe a mesma poesias., pois mais que corpos que se atraem., somos almas que se sente., almas que se amam.,
Assim.!!! E você e eu.
(Autoria) Daniela kenia e Fernando Melo.
"Se pudéssemos olhar no coração do outro e entender os desafios aos que cada um de nós enfrentamos diariamente, acredito que nos trataríamos com mais gentileza, paciência, tolerância e cuidado."
A fruta no pé,
Pé descalço no chão;
Céu azul como outro dia,
Dia com a ‘cuca fria’,
Chá quente,
Cheiro de pão.
Uma menina gostava de mim, mas eu não gostava dela, eu gostava de outra que gostava de outro que não gostava dela!
O que importa é o que somos, o que sabemos que somos, pois aquilo que o outro enxerga pode ser uma falsa versão de suas próprias angústias!
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