Nao posso te Ajudar
“” Posso te roubar pra sempre
Ou só por hoje
Se você quiser
Posso ser o seu carinho
Ir lá no seu ninho
Te fazer amor
Ser talvez o seu menino
Todo cheio de desejos
Te namorar
Ou posso simplesmente
Ser essa sua vontade insistente
De um dia me encontrar...””
Meu filho Pedro.
Filho melhor que brinquei, que eu posso brincar, que amo sem dúvidas, que protejo sem pensar.
Mas como não cuidar se a mim foi confiado, pelo paí dos pais; que confiou em mim para educar, cuidar e proteger com toda garra do mundo. Filho meu e de meu pai.
Te amo
Todo dia é uma luta. Do nada, bate aquela saudade… e o pior é saber que nem um ‘oi’ posso dar. No fim, viramos isso: estranhos que já se conheceram demais.
Você é como uma droga e, nesse lado sombrio e repleto de desejos, sei que posso estar arriscando uma viagem ao inferno. No entanto, todo viciado deve ter a liberdade de escolher como deseja morrer.
Escrevo agora a minha liberdade enquanto saio do poço. Sim, posso senti-la me chamando, sussurrando bem aqui no meu ouvido. Já sinto sua presença. Sim, finalmente posso voar. Adeus, noites insones; bem-vindo, aroma fresco da liberdade. Posso ouvi-la claramente me dizendo que este é o momento certo para partir. E é exatamente por isso que, sim, eu sinto que agora posso voar livre como uma ave.
Ei moço, ao invés
de dizer eu te amo...
Seja atrevido e pergunte,
o que posso fazer para te amar melhor...
eu sei que nada posso falar
desesperadamente
inconsequentemente
na impossibilidade de um dia te amar
só quero um sorriso seu, um abraço quente e eterno, mesmo sem a magia de sua tentadora e louca nostalgia.
Uma constatação que posso verificar, para meu próprio pesar, a cada instante: somente são felizes aqueles que não pensam – ou, dito de outra forma –, aqueles que pensam apenas o estrito necessário para viver. O verdadeiro pensamento se parece com um demônio que atormenta as fontes da vida, ou antes, com uma doença que afeta as sua próprias raízes. Pensar o tempo todo, colocar-se problemas capitais a cada instante e experimentar uma dúvida permanente quanto ao seu destino; estar cansado de viver, esgotado por seus próprios pensamentos e por sua própria existência para além de todo limite; deixar atrás de si um rastro de sangue e fumaça como um símbolo do drama e da morte do seu ser – isto tudo é ser infeliz a ponto de que o problema do pensar dê ânsias de vômito e a reflexão apareça como uma danação.
Tenho me afogado em vinhos baratos, para esquecer a dor da solidão, posso ter todas as coisas, só não posso perder a mim, pudera um dia em clara noite fria, andar sem rumo, pensando em nada e tudo, com lágrimas quentes e salgadas marcando meu rosto que já desistira de acreditar.
Posso eu, ser desse mundo? Onde o certo é disfarçar, no sorriso dolorido todos os cacos de vidros mordidos na força do maxilar ansioso?
