Nao podem ser Explicadas mas Sentidas

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A vida me ensinou a ser fogo e água, queimar o que me destrói, e acalmar o que me consome, entre extremos encontrei paz, e nessa paz reencontrei minha essência.

Ser forte cansa, mas desistir dói mais, então eu sigo, mesmo trincado, mesmo exausto.

Somos chamados a ser a luz que dissipa as trevas, a voz que proclama a esperança em meio ao caos e a mão que estende o amor de Deus a um mundo que precisa desesperadamente de acolhimento e direção. A grandeza do nosso propósito não se mede pelo aplauso dos homens, mas pela fidelidade em fazer o que o Pai nos confiou, sem desanimar diante dos desafios ou das críticas, pois o nosso olhar está no Autor e Consumador da nossa fé. Tudo o que há em nós deve ser ofertado em gratidão e louvor, pois a vida só vale a pena quando é vivida para o Seu Reino.

Somos feitos de escolhas. Se você escolhe ser vítima, o mundo lhe dará um palco. Mude o roteiro: a sua liberdade reside na sua reação.

A sua história é importante demais para ser contada com meias verdades. Seja inteiro, mesmo que a inteireza te custe a aceitação alheia.

Recuse o frio e pálido destino de ser mera nota de rodapé na saga de outrem, rasgue a coadjuvância e tome o palco central, pois este é o seu próprio livro, e o protagonismo é um direito de nascença.

A verdade é um fardo de chumbo ao ser revelada, mas a leveza aérea que advém de aceitar o peso é a liberdade que se conquista após a queda.

Deixe o choro ser a chuva ácida que lava os escombros do que se foi, a lágrima é a água benta que purifica o olhar para o recomeço.

A essência da vida reside na conjuntura incondicional do "ser", despida de qualquer apêndice utilitário ou adorno social. Todo o restante é apenas o detrito mnêmico, o efêmero detalhe que se dissolve, mas que jamais obteve a jurisdição de quem você é na sua verdade última.

Fé sem perguntas vira fachada, só cria raízes quando aceita ser interrogada.

Viver é aprender a ser espaço para o outro. Nem sempre conhecido, às vezes inesperado. O gesto de acolher é ponte que salva do isolamento. Há uma ética simples em abrir uma cadeira. E essa gentileza transforma os cômodos do mundo.

A folha de papel é o único tribunal onde sou inocente, onde posso desabar sem julgamentos e ser fraco sem ser corrigido.

Sou o adulto que tenta ser o abrigo para o menino que ainda chora em mim, esperando por uma justiça que o tempo não traz.

No fim, sobrará apenas o vento soprando entre as ruínas do que tentamos ser, levando as cinzas dos nossos poemas e as memórias dos nossos pecados. O mundo seguirá seu curso, o sol nascerá para outros miseráveis, e o meu nome será apenas um sussurro de quem soube ler o abismo.

Cansado de ser o pilar silencioso, mas consciente de que, se eu falar, o estrondo do meu desabafo assustaria a todos.

Existe uma beleza aterrorizante em ser um náufrago no próprio quarto, vendo as paredes se transformarem em maré enquanto as memórias flutuam como destroços. Não peço por terra firme, peço apenas que a água não apague a tinta com que descrevo o abismo.

Ser escritor é ser um perito em autópsias de sentimentos que ainda nem morreram, é abrir o próprio peito com um bisturi de papel e analisar por que a esperança parou de circular. É um trabalho sujo, solitário e necessário para quem não sabe respirar sem traduzir o caos.

A melancolia é a poesia da alma que se recusa a ser anestesiada pelo entretenimento barato e pela felicidade de plástico que vendem nas esquinas. É a coragem de encarar o tédio e a dor, encontrando neles a substância real da nossa jornada humana.

Ser humano é ser uma contradição ambulante, um ser que deseja o céu mas que está irremediavelmente preso à terra por fios de necessidade e medo. Vivemos nesse esticamento eterno, nessa tensão que é o que nos faz produzir música, arte e esses suspiros que chamamos de frases.

O destino é um tabuleiro de xadrez onde eu sou apenas um peão que sonha em ser rei, mas que sabe que acabará sendo sacrificado para que o jogo continue sem mim. Aceito meu papel com a dignidade de quem sabe que, na caixa, todas as peças voltam a ser do mesmo material.