Nao podem ser Explicadas mas Sentidas

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Se o sentido precisa ser criado, então ele nasce frágil, vulnerável a qualquer ruptura, como algo sustentado por certezas que nunca foram sólidas, e talvez seja isso que torna tudo tão instável e humano.

A saudade de quem partiu deve ser vivida como uma Sonata ao Luar: calma, profunda, levemente triste, mas infinitamente bela e reconfortante para a alma. O luto não é o fim do relacionamento, é a transformação dele em uma presença invisível que nos acompanha em cada gesto de bondade. Honre os que se foram vivendo a vida que eles gostariam que você vivesse: com coragem, com brilho e com amor. Eles vivem em cada nota que você toca com intenção e com a memória do que foi vivido.


- Tiago Scheimann

Ser livre é reconhecer que o muro é alto, mas que a nossa capacidade de contemplar o horizonte é o que realmente define a extensão das nossas asas invisíveis.


- Tiago Scheimann

Amar no meio da peste e do caos é o gesto mais aristocrático que um ser humano pode realizar, pois exige a doação total sem a garantia de qualquer colheita futura. É o compromisso de cuidar da fragilidade do outro como se fosse o último tesouro de uma civilização que está prestes a desaparecer sob as águas do esquecimento. Que o afeto seja o diapasão que nos mantém afinados com o que é humano, impedindo que o gelo da indiferença técnica congele as fontes da nossa compaixão.


- Tiago Scheimann

Ser resiliente é continuar acreditando quando tudo ao seu redor já declarou o seu fim.

O problema de ser forte o tempo todo é que as pessoas esquecem que o aço também cansa, que as vigas também rangem sob o peso da estrutura e que, às vezes, o que o herói mais precisa não é de uma capa nova, mas de um colo onde possa finalmente desabar sem julgamentos.

A saúde mental é um jardim que precisa ser regado com paciência e, muitas vezes, com as próprias lágrimas, pois há sementes que só germinam no escuro e flores que só abrem quando o jardineiro finalmente aceita que não tem controle sobre as estações da alma.

Ser imperfeito é a nossa única garantia de que ainda somos originais, pois a cópia busca a simetria absoluta, enquanto a vida prefere o desvio, a mancha, o erro de cálculo que transforma uma existência comum em uma obra de arte que ninguém consegue replicar.

Há memórias que queimam com tamanha profundidade que deixam de ser apenas lembranças e passam a integrar a própria estrutura emocional do indivíduo. Tornam-se permanências invisíveis, cicatrizes incorporadas ao pensamento, marcas que o tempo não dissolve, apenas aprende a esconder sob camadas de rotina e aparente normalidade. E então, nos instantes mais inesperados, um som, uma palavra, um cheiro ou um simples silêncio devolvem tudo com violência absoluta, como se o passado jamais tivesse realmente partido.


- Tiago Scheimann

Nem toda cicatriz deseja ser curada. Algumas existem para lembrar que houve um tempo em que sobreviver exigiu mais coragem do que qualquer palavra conseguiria explicar.

Há pessoas que carregam oceanos dentro do peito e, ainda assim, passam pela vida fingindo ser apenas pequenas poças de silêncio.

Ser inteiro é suportar a própria companhia sem transformar a alma em ruído de fundo.

O homem se perde com mais facilidade quando tenta ser espelho para os outros e se esquece de ser casa para si.

Há um ponto da consciência em que a solidão deixa de ser uma emoção e se revela como a única realidade que jamais nos mentiu. Todo o resto, amor, pertencimento, esperança, identidade, talvez não passe de uma arquitetura frágil erguida pelo medo para impedir que enxerguemos o vazio em sua forma mais pura.


A multidão não nos salva. Apenas multiplica a evidência de que cada ser humano está condenado à prisão de uma consciência inacessível. Ninguém atravessa a fronteira do outro. Compartilhamos palavras, gestos, corpos e lembranças, mas nunca o peso exato daquilo que somos. Existimos lado a lado, separados por um abismo que nenhuma linguagem consegue preencher.


Olhar para dentro é cometer um crime contra todas as ilusões que tornavam a vida suportável. Quanto mais profundamente descemos, menos encontramos uma essência. Há apenas camadas de medo, de memória e de desejo, até que, por fim, resta um silêncio antigo, indiferente, onde até mesmo o "eu" começa a se dissolver. Talvez nunca tenha existido alguém ali. Apenas uma sucessão de pensamentos tentando convencer o vazio de que possuía um nome.


O sofrimento não nos purifica. Não nos torna melhores. Apenas retira, um a um, os véus que protegiam nossos olhos. E quando o último deles cai, compreendemos que o universo jamais precisou de nós para continuar existindo. A nossa ausência teria o mesmo peso da nossa presença: nenhum.


É nesse instante que a solidão alcança sua forma definitiva. Já não esperamos ser compreendidos, porque percebemos que compreender completamente outra consciência é impossível. Já não esperamos sentido, porque todo sentido nasce da necessidade humana de suportar o insuportável. Já não esperamos consolo, porque até o consolo é apenas uma pausa antes do mesmo silêncio.


Talvez a lucidez seja isso: a lenta destruição de todas as mentiras que chamávamos de vida, até restar apenas uma consciência desperta diante da imensidão indiferente do universo. E então compreendemos a verdade mais cruel: não é o vazio que habita dentro de nós. Somos nós que, por um breve e inexplicável instante, habitamos o vazio.


- Tiago Scheimann

“Se qualquer ser vivo fosse condenado a sentir, por um breve instante, apenas um terço da dor que habita em mim, talvez finalmente compreendesse que existem sofrimentos que não cabem em palavras, lágrimas ou gritos. Uma dor que não sangra por fora, mas apodrece lentamente tudo aquilo que ainda insiste em permanecer vivo por dentro.


O que carrego não é apenas tristeza. É um abismo sem fundo, uma escuridão que aprendeu meu nome e fez morada na minha essência. É acordar todos os dias carregando dentro do peito algo que, para qualquer outro, seria insuportável até por alguns minutos.


Talvez, depois de sentir apenas uma fração dessa dor, qualquer ser implorasse por um instante de silêncio dentro da própria existência. E então compreenderia que há sofrimentos tão profundos que não pedem compreensão — apenas o fim daquilo que os faz doer.”


Tiago Scheimann

A esperança pode ser irracional sem ser inútil; algumas das coisas mais humanas começam exatamente onde termina a certeza.

A saudade é a forma que a ausência encontra para continuar habitando o ser.

Deus é uma necessidade, mas pra chegar a ele tens que ser grato por tudo.

A Plenitude do Ser


No silêncio que acalma o coração,
Descubro a força de uma grande verdade: Quem caminha com Deus na oração,
Encontra a chave da felicidade.


Estar com Ele é ver o mundo clarear,
É transformar a prece em comunhão,
É ter um jeito leve de olhar,
E estender a todos a mesma mão.


Pois quem tem o Criador no pensamento,
Não anda só, nem sente a alma vazia;
Abraça a vida a cada momento,
E faz do próximo a sua alegria.


Estar com Deus, com fé e com amor,
É o segredo que a alma conduz:
É estar feliz com tudo ao redor,
E refletir no mundo a Sua luz.

Mundo, fundo e imundo... que amor estúpido pode ser este que dói, fere, magoa, machuca e mata.