Nao podem ser Explicadas mas Sentidas
Para ser visto, não será preciso que esteja na primeira fileira; pois o que têm utilidade para algo, sempre será enxergado, esteja onde estiver...
Para o amor verdadeiro ser demonstrado não precisa de beleza física, pois o que realmente soma neste processo é o sentimento verdadeiro e a cumplicidade entre ambos.
Medo de Não Ser Correspondido no Amor
O medo de não ser correspondido no amor é um espectro silencioso que assombra os corações mais corajosos. Ele se esconde nas sombras das incertezas e das dúvidas, fazendo-se presente em cada suspiro de esperança que hesita antes de se transformar em um ato de coragem. Este medo é como um vasto oceano, cujas ondas tumultuosas ameaçam engolir o espírito daqueles que se atrevem a mergulhar em suas profundezas.
A expectativa de amor não correspondido é um peso que se arrasta, uma sombra que se projeta nas noites mais solitárias. É o temor de se oferecer inteiramente, apenas para encontrar um vazio em retorno, um deserto onde a esperança de um afeto recíproco deveria florescer. Cada gesto, cada palavra e cada olhar se tornam um desafio pessoal, uma luta entre a vulnerabilidade e a proteção, entre o desejo ardente e o receio constante de um desapontamento.
É um medo que molda a maneira como amamos, condicionando-nos a construir paredes em torno do coração, a proteger-nos da dor antes mesmo que ela tenha a chance de nos atingir. A incerteza nos faz hesitar, questionar e, muitas vezes, recuar. No entanto, mesmo no silêncio das nossas inseguranças, o amor continua a se manifestar em seus próprios termos, desafiando-nos a superar as barreiras que erigimos.
O medo de não ser correspondido no amor não é apenas uma sombra; é também uma oportunidade para o crescimento pessoal. É um convite a enfrentar a vulnerabilidade e a reconhecer que, embora o retorno possa não ser garantido, a beleza do ato de amar reside na sua autenticidade e na coragem de se entregar. A verdadeira coragem não está na ausência do medo, mas na disposição de amar apesar dele.
No final, mesmo que o amor que buscamos não seja correspondido como desejamos, o ato de amar e a disposição de se expor são vitais. Eles nos ensinam sobre a força que não sabíamos que possuíamos e sobre a capacidade de encontrar beleza e significado nas jornadas mais incertas. E assim, mesmo com o medo constante, a busca por um amor verdadeiro continua a ser uma das experiências mais humanas e profundamente transformadoras que podemos viver.
Coragem de Ser amanhã
Viver é um ato de coragem. Não dessas bravuras que se estampam em manchetes ou que fazem as multidões aplaudir, mas daquela coragem miúda, que se levanta todos os dias, encara o espelho e diz: "Hoje eu vou tentar de novo." Porque, no fundo, a vida não é sobre certezas, é sobre o risco de errar, o risco de doer, o risco de amar.
Quantas vezes nos prendemos às grades invisíveis do “e se”? E se não der certo? E se rirem de mim? E se eu me machucar? Mas a verdade é que a vida não nos dá garantias. Não há contrato assinado, não há promessa de finais felizes. Só há o agora, esse instante breve que escorre pelos dedos enquanto pensamos demais.
Manuel Bandeira queria “passar a vida limpa, útil, fraterna”.
Drummond tropeçava em pedras que só ele via.
E você? Qual é o poema que está escrevendo hoje? Será que está parando nas reticências do medo?
Ou será que, como Clarice, arrisca o abismo só para descobrir que lá embaixo há asas?
Seja como for, vá! Vá com o coração trêmulo, vá com a voz insegura, vá mesmo sem saber se é o caminho certo. Porque não ir é pior. Não ir é morrer um pouquinho de cada vez, é ser metade onde poderia ser inteiro.
Dance no meio da sala, mesmo que os vizinhos escutem. Grite seus sonhos no vento, ainda que ninguém os ouça. Ame tanto que o peito quase não aguente. Porque viver é isso: abraçar o caos, aceitar o improviso, celebrar o inacabado.
E se der errado? Ah, ao menos você viveu. Ao menos você foi mais do que uma sombra caminhando pela vida. Foi humano, foi poesia, foi fogo. Amanhã pode nem existir, mas hoje é seu.
Então vá, sem medo de ser feliz.
Ser “idiota e feliz” aí não é burrice.
É sabedoria disfarçada.
É recusar o palco onde alguns querem brilhar às custas do outro.
A Força que tu és em ti e além.
Há algo em cada ser que não pode ser nomeado.
Uma vibração antiga, anterior ao próprio pensamento.
Vem das origens, quando o mundo ainda era apenas respiração e promessa.
Essa força, que alguns chamam destino, é o fundamento invisível sobre o qual cada vida se ergue.
Em certos instantes ela desperta às vezes no meio da dor, outras na solidão que se instala como noite.
Então, o homem percebe que não caminha sobre a terra: é a terra que o atravessa.
Os rios fluem também por dentro dele; as montanhas se erguem em seu silêncio.
Nada é alheio. Tudo o contém.
Contudo, essa força não guia oferece-se.
Pede direção, pede forma, pede gesto.
Não se impõe; aguarda o instante em que o ser humano deixa de resistir e começa a escutar.
Quem a escuta, muda.
Quem a molda, cria.
Quem a nega, se dispersa em suas próprias sombras.
Há um ponto em que o espírito compreende que a vida não é espetáculo, mas tarefa.
O mesmo sopro que move as estrelas habita a respiração de um só instante.
E é ali, no íntimo dessa respiração consciente, que o homem reencontra a si mesmo.
Transformar-se é o trabalho de toda uma existência.
Não é vencer o mundo, mas reconciliar-se com ele.
Dar à força interior o rosto da ternura, a direção da coragem, o tom sereno da maturidade.
Quando isso acontece, o ser já não precisa buscar sentido ele se torna o próprio sentido.
Assim, a natureza em ti deixa de ser impulso e se converte em substância espiritual.
Nada de grandioso se impõe; tudo se eleva discretamente, como uma chama que não precisa de vento para permanecer acesa.
Tu és essa força, e és também quem lhe dá forma.
O universo apenas te oferece o barro; és tu quem o transforma em rosto.
Bom mesmo deve ser
Não ser e nem existir
Havendo assim
A alegria de ser o imenso nada
Cada qual sem outro igual
Sem história
Memória
Alma à venda
Condenada
Perdida ou achada
Bom mesmo deve ser
Não ser
Aquele que não sabe
Melhor ainda deve ser
Ser
Aquele que de nada quer saber
Saber do nada
Cada qual assim
Nem bom
Nem mal
Melhor
Pior
Igual
E mais nada
Além do nada
Que somos
Perdidos no espaço
Tempo e vida
Bom mesmo seria
Ter sido
Aquilo que a vida
Jamais permitiu que fôssemos
Por que será
Que cada coisa
Precisou ser assim ?
Bom mesmo seria
Que no lugar
Dessas falsas alegrias
Vividas nesta vida sem sentido
Que a vida
Não tivesse trazido nada
E o tempo não tivesse
Traduzido
Tanto
Nisto
Nisto tudo
Que por enquanto
Não passou de nada
Bom mesmo seria
Que o tempo, o espaço e a vida
Não tivessem traduzido
Tudo isso do qual não se esquece
Que bom seria
Se não tivesse havido
Nada
Edson Ricardo Paiva.
O verdadeiro arrependimento, à luz da fé bíblica e cristã, não é uma máscara a ser vestida nem um papel a ser interpretado; é um caminho vivo e transformador, uma jornada diária de purificação e abandono sincero do pecado.
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