Nao podem ser Explicadas mas Sentidas

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⁠Abel não fez nada para Caim e foi morto. Davi tocava harpa para aliviar Saul e foi perseguido. Daniel era excelente na administração do reino e foi lançado na cova dos leões. Jesus curava os enfermos, multiplicava os pães, amava o povo, mas ouviu do mesmo povo: crucifica-o, crucifica-o. Somente o Evangelho de mentira é que faz homens e mulheres te carregarem no colo, te bajularem, te darem tapinhas nas costas. O Evangelho do Reino confronta, incomoda, desafia, tira o sono, nos arranca da zona de conforto, diz aquilo que não queremos ouvir: que somos pecadores! Que não há nada de bom em nós! Que nossas obras são trapo de imundícia! Que depois que fizermos tudo, ainda somos servos inúteis! Se você for pregar esse evangelho, eles vão te matar, vão te perseguir, vão te lançar em covas e vão te crucificar. Leia Hebreus 11.36-40. Voltemos ao Evangelho da graça.

⁠2ª Timóteo 2.15: Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da VERDADE. Manejar bem a palavra da VERDADE é não distorcer o texto para proveito próprio, é não violentar o texto para enganar o povo, é não interpretar o texto para manipular a fé do povo, é não fazer uma exegese demoníaca para tomar o dinheiro do povo, isso é manejar bem a palavra da VERDADE!

⁠Toda nação que não investe em conhecimento, em cultura e artes; terá a violência, a alienação e a degradação moral como base da sociedade.

⁠O que os calvinistas ainda não entenderam é que os atributos de Deus não estão desequilibrados, desordenados, como se um fosse maior que o outro ou agisse em detrimento dos outros. Soberania, liberdade, amor, justiça e todos os outros atributos comunicáveis e incomunicáveis de Deus operam em perfeito equilíbrio. Se a justiça de Deus fosse aplicada sem o Seu amor seriamos condenados sumariamente; se a Sua santidade fosse aplicada sem a Sua graça seriamos consumidos imediatamente e se a Sua soberania fosse aplicada sem a Sua liberdade, nosso livre arbítrio seria revogado, nos tornando escravos de um “deus” déspota; mas como Jesus disse: conhecereis a verdade e a verdade vos libertará (João 8.32) e Paulo fazendo eco às palavras de Jesus disse: Para liberdade foi que Cristo nos chamou (Gálatas 5.1-13). Então entendam, por favor: Não fomos condenados por sua justiça por causa do Seu amor, não fomos consumidos por Sua santidade por causa da Sua graça e não fomos criados sem o livre arbítrio por causa da Sua soberania.

⁠Deus não cabe em pacotes de filosofias, não cabe em dogmas humanos, não cabe em nenhuma sistematização teológica. Deus tem que ser experimentado. Somente se relacionando com o Eterno, se entregando em fé, que poderemos experimentar essa intimidade. Mas o que se tem visto no meio evangélico é “Deus como uma doutrina, um dogma”, e não como experiência e relação em amor. Os sistematizadores de Deus não conseguem apreender a verdade de modo existencial e relacional, mas apenas lógico e racional.

⁠Lucas 17.20-21: ...Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós. O Reino de Deus está dentro de nós, dentro das pessoas e não em dogmas ou estruturas de templos. Somos filhos do Abba chamados para manifestar o Reino de Deus.

⁠A igreja neotestamentária se reunia somente em torno de Jesus. Nessa igreja não havia visões particulares de um líder, não havia individualidades, nem independência, nem lideranças autoritárias ou projetos para crescimento de um ministério pessoal. Voltemos à simplicidade do Evangelho.

⁠Deus não é linear! Deus não está condicionado na linha do tempo como os humanos; Deus não cabe em pacotes teológicos; Deus não pode ser sistematizado; Deus não tem começo e nem fim; Deus não existe, Ele É.

⁠O ide de Jesus não é só pregar, evangelizar, cantar e ensinar; mas também dar o pão, vestir o nu e visitar os oprimidos.

⁠Evangelizar não é só despejar versículos no próximo, mas fundamentalmente matar a fome, suprir as necessidades físicas e acolher os oprimidos.

⁠Vocês não têm a nada a fazer, senão ganhar almas. Portanto, gastem e sejam gastos nesta obra. John Wesley. Conferência em Bristol - 1745.

⁠Não devemos de modo algum admitir o pensamento de que há injustiça em Deus.

⁠Um ato que é inevitável por causa da determinação de qualquer decreto, não merece o nome de pecado.

⁠O único lugar ou circunstâncias onde a sensualidade e a sedução não é pecado é dentro do matrimônio e com o cônjuge.

⁠Qual segredo para manter a igreja sólida? Ter um grande pregador não é suficiente. As inúmeras sociedades Metodistas têm confirmado que ainda que alguém pregue como um anjo, não conseguirá manter solidez se não realizar o difícil trabalho de visitação de casa em casa.

⁠O fato do homem escolher mediante o livre-arbítrio restaurado, não anula a vontade primária de Deus. O livre-arbítrio não anula a soberania do Eterno, antes a confirma, pois cremos em um Deus Soberano que domina sobre tudo e todos!

⁠Foi uma verdadeira misericórdia Deus não ter ouvido a minha oração. John Wesley, carta a sua mãe em Março de 1727.

⁠A autêntica experiência de salvação é transformadora. Ou impacta a orientação total da vida ou não é autêntica.

⁠O ateísmo não é o conhecimento de que Deus não existe, é apenas a vontade de que Ele não exista, a fim de poder pecar sem censura, ou exaltar seu eu sem brado de alerta.

Fulton Sheen
Peace Of Soul (1949).

⁠Deus é relacional
Deus não tem forma humana, mas isso não quer dizer que Deus seja amorfo (sem forma). Nas Escrituras percebemos que Deus usa a antropomorfia (O antropomorfismo significa “em forma humana” – do grego antropos, “humano”, e morfe, “forma”) e a antropopatia (O antropopatismo significa “em sentimento humano” – do grego antropos, “humano”, e pathos, “sentimentos”).
O recurso do antropomorfismo e do antropopatismo nas Escrituras são muito importantes para o leitor, pois Deus sendo infinito e os seres humanos finitos, Deus para ser entendido precisa falar numa linguagem humana. Portanto, para que pudéssemos obter algum conhecimento de Deus, Ele falou a nós de uma forma inteligível e tenhamos comunhão (relacionamento) com Ele.
As Escrituras usam partes do corpo humano (antropomorfismo) como a “face” de Deus (Ex 33.20), “olhos” e “pálpebras” (Sl 11.4), “ouvido” (Is 59.1), “narinas” (Is 65.5), “boca” (Dt 8.3), “lábios e língua” (Is 30.7), “dedo” (Ex 8.19) e sentimentos (antropopatismo) como “arrependimento” (Gn 6.6), “aborrecimento” (Pv 6.16), “furor, ira e indignação” (Ez 13.13).
Dito isto, devemos ter cuidado na interpretação da linguagem antropomórfica e antropopática na Bíblia, pois, são aplicações de características físicas e sentimentos humanos a Deus como um recurso didático e uma linguagem analógica para que possamos compreender a revelação divina. Outra coisa importante é compreender que os sentimentos de Deus não são idênticos aos nossos, apenas semelhantes em algum aspecto. Um exemplo disso são os textos bíblicos que falam de Deus como que demonstrando arrependimento (1º Sm 15.10-11,35), mas a Bíblia também diz que Deus não se arrepende (1º Sm 15.29). Então devemos entender que quando os escritores bíblicos falaram de Deus se arrependendo, eles tinham em mente um sentimento essencialmente diferente do sentimento humano de arrependimento, mas que por causa das limitações de nosso conhecimento e linguagem, não havia uma forma mais inteligível de falar.
Pense nisso e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.