Nao Mereco tanto Amor
ASAS MURCHAS
Demétrio Sena - Magé
Quero tanto perder o meu temor
de sondar novamente alguma chance;
meu amor estremece a minha carne
que parece até alma de minh'alma...
Vim parar tão alheio aos teus sentidos
e fiz tanta pirraça pelas mágoas,
tantas águas romperam essa ponte
numa queda sombria no meu caos...
Tua falta me castra de mim mesmo;
vou a esmo num sonho desbotado
sem nenhuma esperança produtiva...
Minha espera de ainda me chamares
foi pros ares e nunca mais voltou;
nunca mais consegui abrir as asas...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
DESPALAVRA
Demétrio Sena - Magé
Nunca vi tanto nunca perder tanto sentido em quem sempre o repete. Chega o tempo em que o nunca de sempre se torna tão repetitivo, que nunca mais queremos ouvi-lo. Hoje vi mais um nunca se abraçar ao sempre, para se tornar nunca mais. Isso não é novidade...sempre vejo um nunca desvanecer no espaço... o velho nunca de nunca, mesmo, e o de pra sempre, sempre se tornam munca mais. Nunca mais acreditarei no pra sempre. Pra sempre saberei que o nunca e o pra sempre sempre podem se tornar nunca mais.
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Já faz tanto tempo que te vi mas ainda lembro do seu beijo. Ele tinha gosto de chiclete de morango.
Havia algo de errado comigo, como se eu tentasse ser serio. Mas era tudo tão engraçado. No fundo eu sabia que não haveria mais que um beijo.
As melhores estórias são como os melhores filmes,
sempre acontece alguma coisa pra perdermos o final.
Talvez se fosse um livro, onde sempre se acha uma hora pra reler, agente pudesse achar uma hora pra recomeçar. Mas olha que bobagem! Na vida não existe pause.
Então já que o whisky acabou, vou ouvir uma musica e lembrar de você.
Precisando tanto de uma retribuição, que me lembrei do quanto era ingênuo em me jogar aos caprichos de vocês.
Um dia entenderemos o porquê aprendemos a gostar tanto um do outro, será o carinho, amizade ou respeito?
Só tenho certeza de uma coisa, pela intensidade provavelmente eras s o que mais precisava
Desejamos tanto, e nos doamos tão pouco; Planejamos o futuro e sequer nos lembramos do que deixamos de fazer no passado...Acumulamos os nossos bens supérfluos, e esquecemos o que nos é realmente necessário...Perdemos o sentido da vida, porque na realidade, não acreditamos nela...Reclamamos de tudo, porque ainda não conhecemos a verdadeira miséria..Somos egoístas, porque somos desumanos...Somente viveremos a plenitude, quando não mais houver sequer uma alma em desatino...
Do que adianta tanto querer e nada fazer?
Do que adianta tanto pedir e nada atribuir?
Do que adianta tanto fazer sem nada sentir?
Talvez seja esse tanto que te impeça de evoluir.
Pode parecer que estou olhando através de um prisma um tanto egoísta, mas é a maneira como escolho enfrentar os intricados fios dos meus sentimentos e dilemas nesta jornada chamada vida. O sofrimento, descobri, não é necessariamente a sombra mais temida que se projeta sobre nossos dias. Afinal, esta existência nos foi concedida uma única vez, uma única chance para dançarmos sob os raios efêmeros deste sol que ilumina nossos caminhos. Não é a norma ter uma vida repleta de felicidade e júbilo constante; isso compreendo. E está tudo bem, pois é nas variações que encontramos as cores que pintam nosso ser.
Desejo viver cada uma das minhas experiências com um fervor inquebrantável. Quero degustar o sabor agridoce da vida em sua plenitude, seja ele envolto em doçura ou amargura. Quero sentir o toque suave do sol beijando minha pele em um dia radiante, e também me perder na melodia da chuva que acaricia a noite. É uma dança de opostos, uma sinfonia de contrastes que preenche meus dias.
Este entendimento de que esta é minha única chance, minha única passagem por esse espetáculo grandioso, faz-me desejar ardentemente absorver cada instante, cada emoção, como se fossem a própria essência da minha alma. E enquanto as batidas do meu coração ecoam em sintonia com o compasso do tempo, prometo a mim mesmo que vou buscar o fulgor da paixão em cada aurora e a serenidade do romance em cada crepúsculo.
Que esta jornada seja marcada não apenas por realizações, mas pela compreensão profunda de que é a mescla das lágrimas e dos sorrisos, das lutas e das vitórias, que confere verdadeiro significado à minha existência fugaz. E assim, carregado com essa consciência, mergulho de cabeça no fluir das estações, nas marés constantes das minhas próprias emoções, sabendo que estou verdadeiramente vivo quando abraço a totalidade desse deslumbrante caos que chamamos de vida.
O conflito no processo didático é salutar tanto para o educador quanto para o educando, pois ambos refletem sobre o processo de ensino e aprendizagem.
Roupas ao ar
.
Cá lembrando estou
de determinado pensamento
que certa vez observei
Ele tanto me tocou
que valorizando o momento
até me sentei
Continha algo nessa linha:
E se…?... ao lavar a roupa
Pendurar a roupa
Dobrar a roupa
Guardar a roupa
lá no pequeno guarda-roupa
Onde a peguei outrora
pra dar uma volta
Quando a vontade aflora
de sair e olhar envolta
Eu… em conduta outra,
não tivesse a escolhido
Em qualquer outra,
tivesse me contido e saído
.
E se…?... tivesse eu,
nesse outro ritmo que sucedeu,
ficado outros lados e faces a observar
Percebesse outra árvore que cresceu
e outra onda do mar
Eu… notaria o poder do ar?
O tal chamado vento
que faz tudo voar
sem dizer o momento
Não como brisa
aquela que suaviza
Mas como impulso
que o avião
em sua missão
gera no empuxo
.
E se…?... passasse outra pomba
que pela cor de minha roupa não tivesse se atraído
Outro voo tivesse tomado
No meu caminho não tivesse seguido
Eu… não seria presenteado
com sua eminente bomba
Que sem turbulência do evento
originada daquela altura
Veio com vento
penetrando a minha costura
Evidentemente, não sujaria a roupa
Não teria tantas vezes
que lavar a roupa
Até pendurar a roupa
Dobrar a roupa
Guardar a roupa
lá no pequeno guarda-roupa
Nem teria eu esse pensamento
Mas… repensando com tempo
Aquele danado vento
queria algo me ensinar
Não importa o sentimento
toda roupa tem que lavar
E não importa o planejamento:
Atenção no caminhar!
.
.
Ninguém se importa!
A velhice vem acompanhada da indiferença, de um "tanto faz", como se o idoso não tivesse valor
Numa sociedade exclusiva o desprezo é sutil, vil, como se a trajetoria de uma história tivesse sido em vão.
De forma alguma!
Pelo contrário, a velhice trás lembranças e emoções, e o "tanto faz" não altera as conquistas e realizações.
Tenho em minha mente e em meu coração o firme propósito de te dar a minha vida o tanto que nos for permitido,
para que eu veja em seu sorriso minha realização,
em seus olhos meus dias
e eu sua nuca minhas noites.
