Nao Mereco tanto Amor
A guerra é sempre
do anti-herói,
o ruim contra o ruim.
Nunca se deslembre
que tanto dói,
e torça só pelo seu fim.
Ando pensando bastante nesses últimos dias... Cultivei tanto a noite, tanto a lua, que agora o corpo pede sol... A verdade ou o que mais chega próxima da verdade é o equilíbrio e não o excesso
Em Salvador é verão
Faz tanto calor...
Mas nada aquece o sangue
Que vai pro meu peito.
Só queria te ver...
Mas sei que é improvável
É impossível.
Você é tanto... Me tira toda a razão. E desde que te vi, eu soube que havia algo de incomum, e o teu beijo não foi só mais um. Eu soube, meu coração não estava em mim, pois já era teu.
O conhecimento acadêmico universal em si se estabelecem como vasos comunicantes. Tanto nas pesquisas do maiores centros científicos do mundo como nas aldeias dos povos originários mais afastadas dos grandes centros urbanos. A verdade vai ser conhecida e estará exposta como ela é, só que em uma outra linguagem e simbolismo. Quando morei na Amazônia, certa vez em uma aldeia indígena pobre me deparei com uma inscrição numa pedra, 369. E me perguntei o que o enigma de Nicola Tesla está fazendo aqui. E me explicaram que era a lei da longevidade, tomar banho de 3 em 3 dias quando tiver mais de 60 anos para poder ultrapassar os 90 anos. Por que se lavar de mais, enfraquece o corpo e o espirito tanto do homem como da mulher, que vivem em comunhão com a natureza.
Natureza que tanto
encanta os meus olhos,
que restaura as minhas forças,
que propicia momentos preciosos,
que abraça a minha mente
aquece a minha alma,
que faz viver a vida intensamente,
já que o tempo impaciente não pára.
**Outra, ainda eu**
É tanto o que mudei,
e tanto o que ainda mudo,
que olho para quem fui
e reconheço apenas partes.
Há algo meu naquela mulher,
mas já não visto seus gestos,
já não demoro os olhos
nos mesmos lugares.
A essência permanece,
mas os trejeitos, não.
Mudou o olhar,
e, com ele,
a forma de enxergar o mundo.
Às vezes, mergulho em mim
para saber onde estou.
Procuro minha voz
entre tantas que já tive,
até ouvir alguma coisa
que ainda soa como casa.
Às vezes, volto a quem fui.
Sento ao lado dela,
escuto o que tem a dizer.
Há lembranças que só ela
sabe me contar.
Mas, quando volto à superfície,
retomo quem sou agora,
com um gesto que ela não conhece,
com uma vontade
que antes não era minha.
Sou outra,
e ainda sou eu.
Talvez me reconhecer
seja isso:
encontrar minha essência
sem exigir de mim
o rosto de antes.
