Nao Mereco tanto Amor
“A chuva desperta uma melancolia saudosista que não distingue entre dor e alegria: ambas são marcas do tempo. E, paradoxalmente, recordar é também aliviar.”
“Escolhas negligentes não nascem do mal, mas da ausência: ausência de presença, de consciência, de coragem para olhar o que realmente importa.”
“É no tropeço que a alma desperta. Pois, às vezes, o mal apenas encena o bem que ainda não compreendemos.”
“Ao forjar barro com terra e saliva, o sábio carpinteiro ensinou que clareza não nasce da lógica, mas da fé aplicada com intenção.”
“O contato revela o paradoxo da comunicação. Mesmo quando é mútuo, não é necessariamente compartilhado.”
“Meus pecados não negam minha luz, nem minha redenção apaga minhas trevas. Habito ambas, por escolha e verdade.”
Os planos do Alto não se atrasam,
eles apenas amadurecem no tempo exato da colheita.
Não é sobre entender tudo agora,
é sobre confiar o roteiro da sua vida e os capítulos da sua história
nas mãos de quem escreve com amor.
Ainda que o caminho exija atravessar desertos
ou carregar pesos que parecem grandes demais,
Ele é o solo que te sustenta e o braço que te ampara.
Siga em paz, pois o cuidado d'Ele é constante.
Que a luz te guie, que a força te restaure
e que, em cada passo, você se sinta guardado
como um anjo sob o manto de um eterno cuidado."
CHORO DE OUTRORA
A gente não volta ao fundo do poço quando consegue subir a nado através das próprias lágrimas. O esforço nos faz flutuar até a luz.
Lu Lena / 2026
Sobre Maravilhosas Memórias:
A vida me ensinou, as duras penas, que a felicidade não se busca, ela vem até nós. Só que pegos de surpresa, não compreendemos esse momento, e subitamente a felicidade se vai, e só anos depois compreendemos o que de fato se foi.
A RESILIENCIA da mulher não está em resistir sempre, mas em renascer quando todos acreditam que ela não pode mais
MARCILENE DUMONT
Mulher é resistência que canta, é ternura que luta, é vitória que inspira.
Não é o peso da vida que a define, mas a forma como ela escolhe levantar-se.
FIBROMIALGIA
Ela acorda antes do despertador.
Não porque queira — mas porque o corpo chama.
A fibromialgia não grita, ela sussurra em forma de peso.
É como se a noite tivesse deixado pedras espalhadas pelos músculos. Levantar não é apenas sair da cama. É negociar com o próprio corpo. É dizer: “Vamos, mais um dia.”
Ela aprende a se erguer devagar, como quem respeita uma maré.
Há dias gelados em que o frio parece morar dentro dos ossos. Há dias cinzentos em que o mundo olha para ela e diz: “Mas você nem parece doente.”
E ela sorri — aquele sorriso treinado, que esconde tempestades.
A fibromiálgica luta contra algo invisível.
E lutar contra o invisível exige uma coragem que ninguém aplaude.
No espelho, às vezes vê cansaço.
Mas também vê força.
Vê uma mulher que, mesmo com o corpo pedindo repouso, escolhe colocar cor no vestido. Um batom mais vivo. Um brinco que dança com a luz. Se o mundo insiste em cinza, ela responde com amarelo. Se o clima fecha, ela procura o sol — nem que seja o sol da própria fé.
Ela aprende sobre tolerância — não apenas a dos outros, mas a dela consigo mesma.
Aprende que produtividade não define valor.
Aprende que descansar não é fracassar.
Aprende que sentir dor não é ser fraca.
E quanto aos outros…
Ah, como seria bonito se todos entendessem que a dor invisível também dói. Que a fadiga não é preguiça. Que a sensibilidade não é drama. A pessoa com fibromialgia não quer pena — quer compreensão. Quer que respeitem seus limites sem que precise justificar cada passo mais lento.
Ainda assim, ela segue.
Com resiliência de quem já enfrentou invernos longos.
Com a esperança de quem sabe que o clima muda.
Com a firmeza de quem transforma dor em delicadeza.
Porque viver com fibromialgia é, todos os dias, escolher florescer em meio ao próprio inverno.
