Nao Mereco tanto Amor
Diariamente, surgem mensagens simultâneas de amor e terror compartilhadas via Whatsapps.
O "bem e o mal" de braços e abraços com o mal num romance astral, como dizia o velho Raul.
Queremos tudo sem oferecer nada
Queremos respeito sem respeitar
Queremos amor sem amar
Queremos cuidado sem cuidar
Queremos abraços sem abraçar
Queremos proteção sem proteger
Queremos abrigo sem abrigar
Queremos visita sem visitar
Queremos comer sem plantar
Quremos ajuda sem ajudar
Queremos falar sem ouvir
Queremos ser visto sem vê
Queremos passar sem estudar
Queremos vencer sem lutar
Queremos viver sem sofrer.
Sem amor, sensibilidade, paciência, disposição... para escutar o clamor população negra, acham que tudo não passa de "mi mi mi" sem razão.
Dinheiro e amor são grandezas diretamente proporcionais.
À medida que o primeiro aumenta, o segundo aumenta na mesma intensidade.
A idealização do "amor para sempre"
Leva a acreditarmos que quando um relacionamento não dura muito, ele não deu certo.
Nem sempre é amor; às vezes, é apenas o medo de perder a pessoa que amamos para outra pessoa ou algo que nos faz sofrer.
O amor baseado em aspectos circunstanciais, em vez da pessoa como um todo, tende a desaparecer com o tempo.
Desejo
Uma viagem pela dualidade humana,
Entre frustração e realização, a alma emana.
Amor e ódio, um eterno dilema,
Entre decepção e gratidão, a jornada extrema.
Dosado ou gozado, num jogo sutil,
Sufocado ou aliviado, um fio a ser seguido.
Roubado ou comprado, escolhas do destino,
Acabado ou iniciado, um ciclo sem fim.
Manipulado, aprisionado, o coração chora,
Libertado, ensinado, a alma aflora.
Desesperado ou aliviado, na encruzilhada da mente,
Desmotivado, estimulado, numa dança envolvente.
Descontrolado ou equilibrado, o eu em harmonia,
Guardado ou compartilhado, na dança da energia.
Fragmentado, compactado, a essência da vida,
Complicado, simplificado, na jornada tão querida.
Menosprezado ou reverenciado, o ego em conflito,
Enraivecido, acalmado, o turbilhão se desdobra infinito.
Postergado ou antecipado, os passos do caminhar,
Calado ou revelado, os segredos a desvendar.
Amargurado ou alegrado, na dualidade dos sentimentos,
Abrandado ou intensificado, nos extremos dos pensamentos.
Distanciado ou aproximado, a conexão com o mundo,
Atrapalhado ou organizado, no palco da vida profundo.
Selecionado ou descartado, nas escolhas do viver,
Esperado ou inesperado, nos mistérios a perceber.
Acelerado ou retardado, no ritmo do pulsar,
Centrado ou dispersado, na busca do encontrar.
Apreciado ou depreciado, nas avaliações do ser,
Honrado ou desonrado, no julgamento a fazer.
Esvaziado ou completado, nos ciclos a se renovar,
Tensionado ou relaxado, na dança do respirar.
Relacionado ou desvinculado, nos laços da alma,
Atrapalhado ou facilitado, na jornada que acalma.
Falado ou silenciado, na linguagem do coração,
Vaiado ou exaltado, na expressão da emoção.
Apaziguado ou inflamado, no fogo que arde,
Desarmado ou engatilhado, na guerra que parte.
Preparado ou despreparado, para o que virá,
Rejeitado ou desejado, no desejo que clama.
Desejo, uma jornada de dualidade e contraste,
Entre luz e sombra, o coração se agasta.
Mas na essência dessa dança, encontra-se o enigma,
Da vida em toda sua complexidade, bela e intrigante obra-prima.
Além de instruir competências socioemocionais, como estabelecer limites e demonstrar amor, os pais desempenham um papel fundamental na formação moral e ética dos filhos.
Eles são os primeiros educadores e modelos de comportamento, influenciando diretamente no desenvolvimento emocional e social das crianças.
Já a escola, não apenas transmite conhecimentos acadêmicos, mas também promove o desenvolvimento integral dos alunos.
Isso inclui a promoção da autonomia, da criatividade, do pensamento crítico e da convivência democrática, preparando os estudantes para lidar com os desafios do mundo contemporâneo.
Assim, a educação socioemocional e o cultivo do amor não apenas complementam os objetivos da escola, mas são pilares essenciais para um processo educacional verdadeiramente completo e enriquecedor.
Quando pais e escola trabalham juntos, oferecendo um ambiente de aprendizado e convivência positivo, os alunos têm mais chances de alcançar seu pleno potencial e se tornarem cidadãos responsáveis e conscientes.
Embora o amor traga paz e harmonia, está sujeito à mudança dos critérios de admiração ao longo do tempo, o que pode levar à crise e ao término da relação.
Essa constante reavaliação do fascínio depende das escolhas e mudanças individuais, impactando diretamente o relacionamento.
Durante o casamento, alguns cônjuges tentam forçar a mudança no parceiro em vez de se concentrarem em seu próprio desenvolvimento, o que resulta em um esforço vão.
É importante frisar que a dor da separação se assemelha mais a uma sensação de luto do que à simples solidão. Quando o relacionamento está desgastado e as expectativas não são atendidas, surge a sensação de incompletude e finitude.
Em resumo, a perda da admiração representa o maior desafio para o amor entre casais.
No entanto, o fim do amor não necessariamente significa o término do relacionamento.
Tirania Infantil
Com medo de perder o amor dos filhos, pais renunciam ao seu pátrio poder, entregando-se ao jogo sutil e hostil da tirania infantil, tornando-se frágeis e subservientes.
Colocados no trono por pais sem firmeza, sem voz, reféns de uma culpa atroz, acreditam que não dedicaram tempo e atenção suficientes para esses rebentos algozes.
Infantes exigentes, pais obedientes, autoridade enfraquecida, valência perdida, tirania fortalecida na culpa assumida.
No lar, o caos reina, pais sem direção, remorso que nutre em vão, jovens onipotentes em ascensão determinam o refrão.
Transfigurados em pais dos pais, esses pequenos tiranos comandam cada vez mais, numa inversão de papéis onde os filhos mandam e os pais apenas obedecem.
