Nao Mereco esse Amor
Estou procurando alguém a quem eu possa desesperadamente derramar todo esse meu conhecimento da vida. Dar esta minha vivência. Dar em enormes doses, o que eu sinto, o que eu penso e o que eu vejo. Dar generosamente tudo o que aprendi neste dia a dia intenso. Não quero ficar apenas pra mim, toda esta enorme vontade de viver. Quero dividir, como quem divide metade de um chocolate.
A verdade mora ao lado da mentira. Ambas são muito próximas. Entender esse processo é necessário atenção e discernimento, pois ambas têm virtudes indistintas. Para sair ileso e saber distinguir uma da outra, será prudente atenção.
Seja protagonista da tua vida. Ninguém irá te tratar melhor. Seja gentil e carinhoso(a). Tens esse poder. Com o tempo irás reconhecer toda cura que te proporcionaste.
O universo estende um tapete para que possamos passar e entender o significado de todo esse complexo chamado VIDA.
Talvez meu destino seja esse: ser ombro, mesmo quando eu desabo por dentro. Curar dores alheias enquanto carrego as minhas em silêncio. Ouvir choros… quando tudo o que eu queria era alguém pra ouvir o meu. Minhas lágrimas são segredos guardados, mas ainda assim… faço das minhas mãos cansadas um abrigo para quem precisa. Mesmo que o alívio… nunca venha pra mim.
Tu me esperas
para que venha
esse momento
além do tempo,
e longe de tudo.
Do cálice ao doce
cale-se refugiado
no saboroso gole
de um Maso Alto
colhido das auroras.
O mundo é nosso
e o tempo está
a nosso favor;
Somos privilegiados
ao saborearmos
um bom vinho
e viver o nosso amor.
Você fascina a minh’alma,
Dum jeito que me tira a calma,
Ninguém calcula como é;
Esse adocicado pertencer,
Você sabe que eu sou tua,
Eu nasci para você.
Em repentes alegres,
Pensamentos indecentes,
Aliciam para prazeres,
Inda mais atrevidos,
Resolvi trazer-te,
Para pertencer-te,
Do jeito que lhe convier,
Serei tua menina,
Posso ser a tua namorada,
Serei a tua moça,
Posso ser a tua amante,
E também a tua mulher.
Barrosa canta no terreiro,
Assim vou provocando,
Para te deixar queimando,
Aceso como um candieiro,
Os meus quadris sacolejo,
Para deixar os teus faceiros...
Posso ser cachoeira,
- posso ser o teu amor
Sou branca, negra, índia
e cabocla,
E tu nasceste para ser o
meu senhor.
De carmim pintarei
a minha boca,
Vou vestir-me com a
minha melhor roupa,
Para sair um pouco
da fazenda,
Quero que me leves
até João Pessoa.
E aqui no Sertão não
mais me prenda,
Porque amar pede
liberdade,
Não me faça nenhuma
reprimenda.
Quero que saibas que o
meu coração é teu,
Guarde isso de uma
vez por todas – aprenda.
Faço votos que esse seja um Natal de transformação social no sentido que parem as perseguições objetivas e sorrateira contra todas as pessoas que pensam diferente, que exista uma mão estendida para todas as pessoas que se encontram em dificuldades, que cesse o genocídio indígena na América Latina e que seja o fim dos últimos maiores campos de concentração do mundo moderno que mantém presa a população uyghur que foi aprisionada pelo Regime Chinês.
Precisamos de esperança genuína e concreta que conceda a realização do sonho de liberdade para todos.
Feliz Natal do Senhor!
Esse Natal é o Natal
do resgate civilizatório
e gratidão máximo ao dom da vida,
cuidando de nós mesmos, dos nossos
e daqueles que cuidam da gente.
Todos os que honram o Menino Deus
devem devotar as suas ações
para aplainar o caminho das pessoas
que mesmo na função mais simples
estão dando a própria vida
para que todos tenham vida.
Acima de
qualquer
'dinastia',
da invasão
e de todas
as poesias,
esse mar
pertenceu ao
Império Inca,
não dá para
ocultar o quê
todo o mundo
viu e sabe
que ali estão
os vestígios
da verdade.
Foi o poeta
Valentim
que me
pediu para
não desistir,
e dessa causa
não olvidar.
Relembro
para que
da História
não seja
apagada:
quatro anos
após a
independência,
a Bolívia
foi invadida;
e o Chile até
hoje não
teve 'clemência'.
Reaver
o diálogo
requer paciência
e persistência;
não vou parar
de pelo povo
jamais de rogar.
A Bolívia
nasceu com
400 km de
costa sobre
o Pacífico,
e ficou sem
o acesso
soberano
ao mar,
e a Justiça
de olhos
vendados
me deixou
como saída
insistir em
escrever mais
de cento e vinte
mil poemas
para fazer
dialogar,
e a paz reinar.
Esse espírito de provocação constante afasta o debate do que é essencial para a sobrevivência comum e deseduca a sociedade. Se nada mudar neste sentido não vejo um futuro bom para todos nós. Vamos colocar os pés no chão e nos cuidar.
Esse comportamento de levar qualquer situação a última consequência já está mais do que provado que arruinou com o destino da Humanidade. Temos que aprender com as lições porque o tempo é um cobrador intrépido e está acima dos nossos arbítrios.
O meu maior medo de me casar é lidar com esse mundo que as pessoas se programaram para nada durar, e se você é considerada uma "mulher boazinha" pode ser interpretada como uma mulher desinteressante. Vivemos num mundo de gente viciada em problemas.
