Nao Mereco esse Amor
Ao meu cardiologista,
Com esse 'Bjo' que me mandaste,
Meu dia já ganhou mais cor.
Um doce afeto que me deixaste,
Com gosto de quero mais amor.
Que esta tarde, em ti eu esteja,
Até que o próximo beijo aconteça.
(Raquel)
Então agora é um recomeço
Apenas eu e esse mundo sem nome
Onde o silêncio grita e o vento me chama
Preciso reencontrar aquele lado animal de novo
Rasgar a pele da rotina
Correr com os pés descalços sobre a terra crua
Sentir o cheiro da liberdade no ar
Deixar que o instinto guie, sem medo, sem freio
Que venham as noites sem estrelas
Que venham os dias sem rumo
Eu sou o grito que não se cala
Sou o fogo que não se apaga
Sou o animal que desperta
O maior defeito do ser humano é agir conforme suas próprias convicções. Esse é o defeito de todos. O que eu sei é : Deus sempre está perto de quem o permite ser direcionado. Eu escolho obedecer!
Temporário
Somos momentos.
Dentro de algumas dezenas de anos.
Passando esse tempo, no entanto tão pensante sobre o fim.
Distraindo a mente do caminho que deve seguir.
Senta no sofá e assiste a embriaguez da sua crítica, feita para te salvar da vida submersa nas rotinas.
Essa Maldição do Gene de Colono
Ó Pai, expurga-me dessa sina traiçoeira,
Esse gene de colono, corrente primeira,
Que faz de mim, brasileiro, um eterno dependente,
Buscando no estrangeiro um salvador inteligente.
Musk, Trump, ou qualquer vulto de além-mar,
Chamo-os para do jugo interno me livrar.
Os opressores de hoje não vêm mais de Lisboa,
São os burocratas nossos, que se fazem reis sem coroa.
No Planalto, nos palácios, tramam seus grilhões,
Elites que me vendem por suas ambições.
Eles notam que eu por mim mesmo não tenho zelo
O opressor não tem moral, nem piedade e nem cabelo.
E eu, cão que rosna ao vizinho com rancor,
Me prostro, covarde, diante do meu opressor.
Por que não tomo o leme, não me ponho a guiar?
Por que terceirizo o grito que deve soar?
Seria esse gene de oprimido, uma falsa imitação da cruz?
Que me faz esconder na fé a covardia, terceirizando tudo para Jesus ?
Ó Pai, arranca Freire preso em meu sangue,
Liberta-me do colonizado que se formou em mim.
Que eu enfrente os tiranos internos com clareza,
E rompa essas cadeias com coragem e grandeza.
Levanta, Brasil, desperta do torpor profundo!
Unamo-nos, irmãos, num eureka que sacode o mundo!
Derrubemos os senhores que nos roubam a nação,
Juntos, forjaremos a nossa libertação!
Sérgio Júnior
Eu acho que devia chorar, fazer pingar um pouco desse mar que, com esse seu peso descortês, já empena meu andar.
Eu acho que devia me arriscar, sei lá, construir um novo caminho, doando, por fim, esse coração, sem esmero e emoção, a um outro homem de lata que, por qualquer que seja o motivo, deseje ainda amar.
Fiz esse cantinho com muito cuidado e respeito à sua memória. Sua partida deixou um vazio enorme no meu coração. Essa saudade será sempre lembrada, sentida e carregada para o resto da minha vida. Sua luz irá brilhar sempre no meu coração. Gratidão, meu herói!
Sobre a beleza de ser pai, sim, estamos na terceira parte!
Acredito que esse é o exato momento que você descobre que aprendeu algo, sim, não posso mais dizer, não me pertence mais a frase “eu não sei ser pai”.
Porque quando você olha e vê seu filho trilhando caminhos bons, direcionados, estudando, seguindo a Cristo, aí tudo se resume na frase “ufa, deu certo”.
Conseguir caminhar nessa estrada espinhosa e perseverei no que eu entendi ser minha tarefa, é importante saber que você foi importante nessa caminhada.
Ninguém nasce pronto, ninguém nasce grande, o aprender está ligado a vontade de ser e, eu quis, não planejei, mas, quando me foi dado a tarefa eu a abracei com a perspectiva de que eu poderia fazer dar certo.
Já falei do meu metodismo, sistemático, organizado e da minha inquietante certeza de que sempre tenho algo a falar.
As vezes dói, as vezes acalma, as vezes dá um nó na cabeça, mas, nunca maltrata, ser pai não significa dizer sim, significa dizer o que o filho precisa ouvir.
Como diria minha avó, o filho que venha ao pai, parece até um versículo que ela tirou da Bíblia, mas, não, literalmente é isso mesmo que ela quer dizer.
Criar, saber lidar, acolher, saber crescer, indicar, saber mostrar, aprender, querer vencer, é uma gama de sentimentos, emoções que lhe aperta o peito e lhe grita a alma, já não é mais sobre você.
É sobre a responsabilidade de colocar no mundo pessoas que vão somar, que vão ajudar e, que principalmente vão servir.
Depois de um tempo você descobre que ser pai é um dom e que é algo que está em você !
Esse é Iago, educado, sorridente, um cavalheiro, simples, humilde, seguidor de Cristo, é o publicitário da família.
A Bússola Quebrada
Você sente? Esse ruído incessante, essa vibração no ar. É o eco de uma guerra fria que se recusa a morrer, um fantasma que assombra nossas conversas e congela nossas decisões. De um lado, o socialismo. Do outro, o capitalismo. Rótulos. Caixas. E nós, no meio, exaustos de uma batalha que não nos pertence.
Perguntamos "quem é melhor?", mas a pergunta já nasce errada. Enquanto as bandeiras são agitadas, a nossa verdadeira pátria, a "pátria educadora", adoece em silêncio. Nossas salas de aula se esvaziam de propósito, nossos jovens perdem o rumo, e nós continuamos a discutir o mapa, sem nunca dar o primeiro passo.
E se a resposta não estiver em nenhum dos lados?
Então, pare por um instante. Respire. Convido você a fazer um exercício: desvie o olhar das laterais. Ignore a direita, ignore a esquerda. Agora, olhe para a frente. Para o horizonte vasto de possibilidades que se abre quando abandonamos as velhas trincheiras. É lá que devemos procurar as respostas, não apontando o dedo, mas nos perguntando, com humildade: "Onde nós estamos errando? Será que estamos realmente pensando no outro?".
Algo dentro de nós está mudando. Conceitos que pareciam sólidos como rocha, como "moral" e "ética", hoje parecem se dissolver na maré do tempo. A nossa bússola interna parece ter perdido o norte. Clamamos por liberdade, um grito que ecoa em cada esquina, mas talvez estejamos confundindo liberdade com ausência de limites. Queremos ser livres, mas esquecemos que a liberdade floresce na responsabilidade.
É como entregar o leme de um navio a uma criança em meio à tempestade. Ela tem a liberdade de girá-lo para onde quiser, mas não tem a maturidade para entender as estrelas, as correntes, o destino. A liberdade sem sabedoria não é um voo, é uma queda.
Vemos a nobre ideia de uma sociedade que cuida de todos ser confundida com uma permissão para o caos. E vemos a força do capital, que poderia erguer nações, se tornar a ferramenta da ganância nas mãos de quem não tem o caráter para guiá-lo. O poder exige uma alma à sua altura, uma pessoa cuja sinceridade e responsabilidade sejam impecáveis.
Então, chega de olhar para o próprio reflexo. É hora de olhar em volta.
E aqui, a resposta se revela, não na filosofia, mas na pureza da matemática. Imagine a Direita (d) e a Esquerda (e) não como inimigos em uma linha reta, mas como duas forças que partem do mesmo ponto, formando a base de algo novo. Um ângulo reto. Uma fundação. O que acontece quando somamos suas potências? Pitágoras nos ensina:
Onde f é a Frente. O Foco. O Futuro.
A nossa jornada para frente não é a vitória de um lado, mas a resultante da união. É pegar a melhor qualidade de um e a melhor qualidade do outro. A disciplina e a inovação de um lado; a compaixão e o senso de comunidade do outro. Juntos, eles não se anulam. Eles se potencializam, criando um caminho muito mais longo e firme do que qualquer um poderia traçar sozinho.
Vamos parar de travar a guerra dos nossos avós e começar a construir o mundo dos nossos filhos. Juntando o que temos de melhor, para finalmente, e juntos, caminharmos para a Frente.
“Sempre observo em silêncio, mas quase nunca tenho o que dizer. Esse vazio me consome em uma penumbra de dor.”
O terceiro convite de Jesus é mais delicado.
Se desejarmos receber esse convite, precisamos
estar à sua direita.
Jesus disse: "Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo" (Mateus 25:34).
O convite de Jesus foi feito no coletivo,
mas hoje esse convite é idividual para
você. A decisão é sua!
Envelhecer é saber
Envelhecer é saber,
ou será que o saber está no envelhecer?
O tempo, esse velho companheiro,
não passa ele fica,
fica em mim, nas dobras da pele,
nos fios de prata que o sol insiste em acender.
Uma vida de experiências,
ou foi um experimento viver?
Entre escolhas e silêncios,
entre quedas e renascimentos,
aprendi que o corpo é casa,
é território sagrado onde o tempo planta sabedoria.
Tudo que diz respeito ao meu viver
está guardado aqui,
neste corpo que carrega histórias,
memórias e marcas ancestrais.
Sou feita de caminhos trilhados por outras,
das que vieram antes,
das que sonharam liberdade
quando o mundo lhes negava o direito de sonhar.
Minhas rugas são mapas,
meus olhos, rios antigos,
minhas mãos, conchas de lembranças
que o tempo não leva , só transforma.
O envelhecer é rito, é canto, é retorno.
É o corpo se fazendo reza,
é a vida me ensinando a ser raiz
enquanto continuo flor.
E quando o espelho me chama pelo nome,
sorrio
porque sei que não envelheço sozinha:
trago comigo cada mulher,
cada ancestral,
cada memória que fez de mim
o que sou agora.
Envelhecer é saber.
E saber… é continuar viva.
Ainda que seja impossível, eu vou lá fazer acontecer
Afinal se esse sonho nasceu em mim, ele eu vou viver!
Precisamos voltar mentalmente e reaprender escutar!
Porque o barulho do mundo está tirando esse Dom milenar das pessoas…
Somos tão passageiros que deixamos os detalhes passarem despercebidos. O tempo, esse abismo silencioso entre dois lugares, recorda-nos que talvez busquemos nos galhos aquilo que só encontramos nas raízes.
Hoje vivemos em busca da validação do mundo, mundo esse que crucificou alguém prefeito ...
R&F Perazza.'.
“Nada é mais perigoso do que um homem que curou suas feridas sozinho. Esse homem mergulhou no mais profundo dos seus medos; caminhou nos labirintos da Alma, sem bússola ou luz que guiasse seus passos; gritou pedindo socorro e não conseguiu ouvir o eco dos seus gritos; lambeu suas cicatrizes e sentiu o gosto amargo da solidão; abraçou a solidão e sentiu o arrepio de experimentar a assustadora condição humana; conversou com seus demônios e compreendeu cada um deles e... agradeceu.
No entanto,nada é mais libertador do que curar as próprias feridas, bater o pé no fundo do poço e subir até a superfície.
Sentar no olho do furacão e dizer a si mesmo - Eu sou o furacão!”
