Nao me Peca pra te Esquecer
As pegadas da alma não são rasto nem luz: são o instante em que o ser se desfaz do próprio peso e se torna apenas vibração.
Coraçãmo-te
Coraçãmo-te como quem
guarda um voto de silêncio:
não por renúncia,
mas por reverência.
Quando te aproximas,
o mundo reorganiza-se:
linhas invisíveis alinham-se,
portas internas giram,
e o destino lembra-se da sua
própria geometria.
Quando te penso, o mundo suspende-se,
como se a própria existência
aguardasse instruções.
E descubro que o amor é isto:
uma inquietude tão profunda
que já não precisa de nome.
Mar
horizonte reduzido
à pergunta que não se diz
entre ambos,
o suspiro.
O mar não fala:
escreve-me por dentro.
Estar na presença de pessoas verdadeiramente boas altera o peso da vida. A energia que emanam não muda apenas o ar: transforma também a relação entre nós e aquilo a que chamamos vida.
NÃO É SOBRE VELOCIDADE É SOBRE PERMANÊNCIA. QUEM NÃO PARA, HERDA🌻
#nãodesista #motivacao #reflexao #inspiracao
O futuro não existe, o passado já foi vivido; só existe o dia que estás a viver. Nesse dia encontra a felicidade e partilha-a.
Em cada recomeço enxaguam-se as lágrimas que apagaram os caminhos que não mereciam as nossas pegadas.
Se a hipocrisia não fosse comestível, os humanos engordariam a sinceridade e definhariam a insensibilidade.
Não sejas como a pérola, enclausurada na introspecção da beleza; desobriga-te, e conhece todo o oceano.
O voluntariado ensina-te a não esqueceres que és humano e a lembrar que dinheiro, superfluidades e futilidades são componentes também dispensáveis; posto isto, aprendes a noção de tempo em prol do tempo de outro ser humano. Contribuindo com um imensurável ato de amor, minimizando a solidão urbana e maximizando a verdadeira essência da tua existência.
A miséria não respira, sem a indiferença humana:
- Que seria de mim? (Miséria)
- Sem a nossa indiferença! (Humanos)
Eu não terminei porque não senti.
Terminei porque senti demais.
Porque a pureza assusta
quem já aprendeu a sangrar em silêncio.
Teu sorriso inocente
pedia um cuidado
que minhas mãos, trêmulas,
não sabiam se mereciam tocar.
Não foi sobre você.
Foi sobre o medo
de quebrar algo bonito
com minhas próprias cicatrizes.
Eu fui embora não por falta,
mas por excesso.
Porque às vezes amar
é também saber recuar.
Hoje eu lembrei de você enquanto me maquiava.
Não por saudade anunciada,
mas por um gesto pequeno,
desses que moram no cotidiano e doem depois.
O delineado seguia firme,
parava no meio do olho,
como sempre parou.
E foi aí que você apareceu —
na memória, não no espelho.
Lembrei daquele dia em que você percebeu
o detalhe que quase ninguém nota.
Metade do traço,
metade do olhar,
inteiro na atenção.
Fiquei encantada não pelo elogio,
mas pela forma como você me via.
Como quem enxerga
o que não grita,
o que não pede,
o que só existe.
É estranho como o tempo faz isso.
Meses passam,
o nome silencia,
o sentimento dorme.
Mas basta um traço torto,
uma manhã qualquer,
e o passado volta sem pedir licença.
Você não voltou.
Foi só a lembrança.
Mas ela ficou ali,
sentada no canto do meu reflexo,
me olhando terminar aquilo
que nunca chegou ao fim.
Talvez algumas pessoas
não foram feitas pra ficar.
Foram feitas pra aparecer de repente,
num espelho,
num detalhe,
numa memória que insiste
em não desaparecer.
