Nao me Peca pra te Esquecer
Nada é mais perigoso que o narcisista que se sente ungido: ele não comete erros, apenas 'cumpre propósitos'.
Para quem é narcisista, o Evangelho não é sobre sacrifício, é sobre o privilégio de estar sempre certo.
Meus olhos famintos não conseguem disfarçar: basta olhar você para eu me perder na vontade de te ter por perto, devorando cada detalhe do seu sorriso.
Dizem que o olhar entrega tudo, e o meu não mente: basta olhar você para sentir essa fome de nós dois que nunca passa.
O amor que deixa marca não é aquele que termina, mas aquele que se transforma em uma parte permanente de quem somos. É como uma tatuagem na alma: invisível para os outros, mas sentida em cada batida do coração.
Estar sozinho não é o mesmo que estar solitário. A solidão é o encontro marcado com a nossa própria essência.
Dois corações machucados que, de repente, encontraram um motivo para sorrir. O nosso encontro não foi um acaso e nem um simples esbarrão; foi o universo provando que, mesmo com marcas do passado, a gente ainda pode ser o recomeço um do outro.
Dizem que foi carência, mas carência não sintoniza corações por uma rádio. Foi destino. Engraçado é o julgamento de quem não acredita que a vida cruza caminhos, mas acredita em história de cobra falante. Se estamos juntos ou não hoje, o que importa é que o nosso 'oi' foi o começo de uma cura que só quem sentiu entende.
Dois corações machucados e uma rádio que serviu de ponte. Não foi carência, foi o destino se cruzando. Podem rir ou duvidar, mas a hipocrisia de quem acredita em cobra falante e nega a força de um encontro de almas não apaga a nossa história. O que foi real, ninguém desmente.
Não foi carência, foi sintonia de quem já sofreu demais. Se você acredita em cobra que fala, mas não acredita no destino cruzando dois corações pelo rádio, o problema de lógica não é meu. A nossa história foi real, e contra fatos (e encontros de alma), não há argumento religioso que vença.
Não existe preço que eu não pagaria, nem sacrifício que eu não faria, para ter o privilégio de te amar de perto mais uma vez.
