Nao me Peca pra te Esquecer

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⁠Preferi não relatar sobre o barulho que ecoava dentro de mim.
Uma vez que muitos os vias, mas não queriam ouvir.

⁠Não se esqueça das vezes em que você se ergueu em meio às tempestades da vida, mesmo quando suas mãos tremiam, sua voz falhava, sua respiração se tornava tênue e talvez o medo sussurrasse em seus ouvidos, mas ainda assim, você permaneceu firme, desafiando a escuridão com a luz da sua determinação.

Querido Agosto, Chegue devagar.


Traga-me dias tranquilos, que não cobrem muito de mim.
Pois quero pouco.
Quero abrir cadernos com folhas em branco, ouvir o som da chuva contra a janela,sentir o abraço do calor da lareira e o perfume das bebidas quentes.
Quero apenas existir inteira e silenciosa, sem precisar justificar meus passos lentos.
Quero que seja simples e que baste.

O meu lar não tem paredes, nem janelas abertas para o vento.
Ele se faz lar no instante em que o teu toque toca a minha pele com amor.
É no calor da tuas mãos que repousa a minha paz, é no contorno dos teus dedos que reconheço cada parte de mim.
E se um dia me perguntarem onde moro, eu apenas direi:
— É no toque das tuas mãos,
onde tudo em mim encontra abrigo.

O cosmos adverte: o sol de hoje traz promessas alegres, que a noite de ontem não podia revelar.

Ah, como é fácil se quebrar nas expectativas, uma vez que elas não passam de ilusões vestidas de esperança.

Quero tuas promessas lúcidas, e não a confusão da tua embriaguez vazia.

Quando as pessoas dizem: "vamos conversar", quando na verdade não têm nada a dizer.

Às vezes ela parece estar no controle, quando na verdade, não sabe nem que dia da semana é, e fica bem fazendo isso.

A meditação não está adiantando, desejo evaporar, tornar-me vento que ninguém segura.

"Estou reorganizando
minha vida, mas as peças
já não se encaixam como antes.
Mudaram de forma.
Ou talvez quem tenha
mudado tenha sido eu."

"Desculpa, não posso.
Dei à lua o privilégio de ser a única a me iludir."

Aprendendo que não se deve guardar fotos e lembranças com feridas, a não ser que as fotos te façam sorrir, as recordações não tenham um peso e as feridas estejam cicatrizadas.

“Perdida entre o que digo, o que não quero dizer, o que já disse e tudo aquilo que ainda preciso dizer.”

- Por que você não foi?
- Porque eu estava preso.
- Preso? Preso onde?
- Dentro de mim mesmo.

Talvez o motivo de você não gostar tanto de ir para o trabalho não seja exatamente o trabalho que você exerce.


É claro que existe o cansaço, o esforço físico, a necessidade de acordar cedo e sair de casa. Mas, muitas vezes, o que realmente torna o trabalho pesado é a pessoa que está lá dentro: o patrão que cobra o tempo inteiro, que faz você sentir que nunca é suficiente, que não reconhece o seu esforço, que atrasa o seu pagamento ou que faz você se sentir incapaz.


E isso acontece porque existe algo dentro daquela pessoa chamado pecado.


Aquela pessoa está sendo influenciada pelo pecado, não ouve a voz do Espírito Santo e não tem a Palavra de Deus como seu guia. E você está ali. Justamente ali.


Você tem dentro de você as palavras de vida eterna. Você tem o Evangelho. Você tem aquilo que pode transformar, mudar e renovar a vida daquela pessoa.


Talvez Deus não tenha colocado você naquele trabalho apenas para receber um salário.


Talvez aquele seja o seu campo missionário.


Quando você começa a enxergar o trabalho dessa forma, ele deixa de ser apenas mais uma coisa cansativa da semana que você espera terminar logo para chegar a sexta-feira. Ele passa a ter um objetivo. Passa a ter uma missão.


E talvez esse seja um novo motivo para você ir ao trabalho.


Não apenas porque você precisa estar lá, mas porque existe alguém lá que precisa conhecer aquilo que existe dentro de você.


O inimigo pode usar aquele ambiente para tirar sua energia, gerar frustração e fazer você odiar aquele lugar. Mas, quando você entende o motivo de estar ali, o jogo vira.


Você para de enxergar apenas um trabalho.


Você começa a enxergar um campo missionário.

A atenção contemplativa é o oposto da vigilância do caçador. Ela não busca nem persegue, mas escuta e demora.


(Byung-Chul Han)

Não há nada mais que desperte o apetite de um famélico do que ler: vidro temperado.

As canções que que o tempo não conseguiu apagar
Desde pequeno, lembro-me de ajudar minha mãe a preparar o almoço para os lavradores que trabalhavam em nossas quintas, só para ter o prazer de ouvir música pelo rádio. O tempo passou, cresci e meu pai comprou um toca-discos. Foi quando as garagens de nossas casas se transformaram em pequenos salões de baile, onde a música reunia amigos, sonhos e, muitas vezes, futuros namorados.
Vieram os anos 70 e, com eles, a música romântica. Nos bailes, os casais dançavam quase parados, agarradinhos, enquanto muitos romances começavam ao som de uma canção. E, como não poderia deixar de ser, também havia disputas e brigas entre rapazes pela conquista da mesma moça. Afinal, naquela época, a música não era apenas trilha sonora: muitas vezes, era o caminho para chegar ao coração de alguém.
A música acompanha o ser humano desde os tempos imemoriais e possui algo que sempre me fascinou: consegue comunicar emoções e ideias sem precisar de palavras. Melodias, ritmos, sons e vozes conseguem expressar alegria, tristeza, saudade e esperança, independentemente da língua em que são cantados. Quando o amor e a paixão nos deixam sem palavras, é a música que muitas vezes diz por nós aquilo que gostaríamos de falar.
Aristóteles dizia: “A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição.” Talvez seja por isso que cada pessoa encontre na música uma espécie de identidade. Ela carrega histórias, tradições, culturas e sentimentos, ao mesmo tempo em que proporciona equilíbrio, bem-estar e momentos de profunda reflexão.
Nas minhas caminhadas, a música se tornou uma companheira inseparável. Há momentos em que escolho uma canção que combina perfeitamente com a paisagem, com o silêncio da estrada ou com a paz que encontro pelo caminho. Quantas vezes ela já me ajudou a refletir? Quantas vezes despertou uma lembrança ou inspirou uma história que depois tive vontade de contar?
Se alguém me perguntasse o que seria de mim sem a música, eu responderia simplesmente: minha vida não teria a mesma graça. E talvez o mais bonito seja perceber que, aos quase setenta anos, ainda consigo ouvir mentalmente aquelas canções que um dia me fizeram dançar, sonhar e acreditar, como continuo acreditando, que **amar sempre vale a pena**.
Peregrino Nino Carneiro

Quando se começa a limpar, nos damos conta da sujeira que estava.

- não é sobre higiene -