Nao me Peca pra te Esquecer
Não tenha medo da pressão ou do escuro; meu amor é a água calma que te envolve onde ninguém mais consegue chegar. No fundo de tudo, somos só nós e a imensidão.
"Não acredito mais no que você diz". Foi essa a frase dita por aquele rapaz, depois do júbilo sentido pela moça, ao receber a ligação de seu amado. Ela sorriu, seus olhos brilharam como há tempos não brilhavam; suas mãos gelaram, seu coração batia acelerado. Ela ia vê-lo. Contemplar o seu sorriso novamente. Ia ouvir os suspiros suave da voz de rapaz,mesmo que através de uma tela. Isso era um mero detalhe. Mas,tudo isso não passou de mais devaneio da jovem. Ele não mostrou o rosto;nem falou uma palavra se quer. Não concedeu nenhum sinal de interesse. Apenas indagou a frase dita no início. Foi como se tivesse quebrado um vidro,e espalhasse os pedaços. Despedaçou-se o coração da tão fragilizada moça. Desesperada, almejando ver o rosto do garoto,sendo que ele foi contraditório. Apenas era frio, apenas era rude. Contudo, a moça, com sua imensa fé e com sua concepção de que nunca se deve desistir do amor; ainda presumia que tudo entre eles iria se resolver. Ela vai dormir com o pensamento de que amanhã tudo seria diferente. Tola garota! Só mais uma de suas idealizações. No dia que excede, ela ver o rapaz pronunciar que seu coração não está gostando de ninguém. Todavia, a jovem se decepciona e fecha seu coração.
- Apesar de tudo, existiu amor
(S.F - uma jovem poeta)
Deus existe. Essa poderia ser a sentença ideal para iniciar um livro. Ou talvez: Deus não existe.
Qual delas prenderia mais a atenção do leitor?
Nada é simples assim. Nem uma, nem outra. Ambas são complexas, teses de difícil comprovação. No campo da fé, a primeira frase pode convencer com facilidade, sobretudo pessoas crédulas. Já a segunda talvez encontre terreno ainda mais fértil se o leitor for cético, agnóstico ou mesmo religioso sem convicção profunda. Em ambos os casos, não se trata de verdade ou mentira imediata, mas do lugar íntimo de onde o leitor parte. A frase inicial não prova nada; apenas revela quem lê.
Seguindo por esse caminho, este será o meu livro mais inquietante. Não porque eu nunca tenha tratado desse tema. Ao contrário, como filósofo, escrevi muitos livros que, de uma maneira ou de outra, trabalharam com essas duas possibilidades. Mas este é diferente. Ele nasce do lugar em que me encontro agora.
Para um leitor curioso, este livro será uma janela aberta para dois abismos. Duas escolhas, duas teses, duas possibilidades. Ainda assim, creio que será um trabalho penoso. Habitar o espaço entre esses dois polos, descer ao mais tenebroso caos para investigar, sob uma perspectiva dialética, questões que há milênios retiram a paz de homens e mulheres de alma profunda, exige coragem.
Se Deus não existe, estamos perdidos. Revoltados, em desespero total, sem nenhuma base para a esperança. Com essa afirmação, Deus não existe, enterramos a metafísica e já não necessitaremos buscar sentido nessa ciência frágil. Então, comamos e bebamos, surtemos e executemos todos os desejos carnais, certos de que não haverá julgamento nem punição moral após a morte, apenas o retorno ao pó.
Contudo, antes de concluir qualquer uma dessas afirmações, é preciso investigar a história de ambos os lados. As pessoas que acreditaram em cada uma dessas posições, o que as levou a sustentar tais teses e quais foram os resultados morais, sociais e históricos dessas escolhas.
Mas de onde partiremos, na corrente do tempo? Em que lugar cultural fixaremos nosso ponto de partida? Que história ou mito serviu para determinar o princípio de tudo? Seria ideal partir de uma crença específica, de uma tradição particular, ou isso seria um argumento frágil, sem credibilidade universal?
Se eu escolher o óbvio, o mito de Adão, não lograrei êxito com aqueles que não creem na tradição oral ou escrita dos judeus. Talvez, se optar por outro cerne, como a cultura africana, ainda assim enfrentarei sérios problemas para resolver essa questão inicial. O impasse persiste.
Contudo, é preciso definir um ponto de partida e seguir adiante. O atraso excessivo também é uma forma de recusa. O que me ocorre agora é outra possibilidade. Sugerir várias origens, vários mitos, várias tradições, e deixar a critério do leitor qual delas melhor lhe servirá.
Talvez não caiba a este livro impor uma origem, nem eleger uma tradição soberana, mas oferecer caminhos. Permitir que cada leitor escolha de onde olhar para o abismo. Afinal, a pergunta sobre Deus talvez diga menos respeito à resposta correta e mais à coragem de sustentar a pergunta.
Então, antes de fixarmos a mente no homem como ser racional ou como criação divina, levantemos os olhos. Olhemos para as estrelas.
Comecemos com um pouco de ciência. Observemos o universo não como metáfora, mas como fato. Sabemos hoje que ele não é estático. Expande-se. Galáxias afastam-se umas das outras, o espaço se dilata, o tempo carrega consigo a memória de um início violento e incompreensível. Houve um momento inaugural, que a ciência chama de Big Bang, no qual matéria, energia, espaço e tempo surgiram juntos, sem testemunhas, sem linguagem e sem propósito declarado.
A ciência descreve o como com rigor crescente. Fala de inflação cósmica, de forças fundamentais, de partículas elementares, de um universo que lentamente se organiza a partir do caos primordial. Mas permanece silenciosa quanto ao porquê. Ela mede, calcula, observa, mas não confere sentido. Talvez não seja essa a sua função.
É nesse ponto que a pergunta por Deus reaparece, não como afirmação, mas como hipótese extrema. Onde Deus caberia nesse projeto? Antes do início, como causa primeira? Como princípio organizador? Ou como invenção tardia de uma consciência assustada diante da vastidão e do silêncio?
Olhar para cima é um gesto filosófico. Diante da imensidão indiferente do cosmos, o homem percebe sua fragilidade e, ao mesmo tempo, sua singularidade. Somos poeira que pensa, matéria que pergunta, universo tentando compreender a si mesmo. Se Deus existe, talvez não esteja nos detalhes morais imediatos, mas nesse espanto original diante do infinito. Se não existe, o espanto permanece, talvez ainda mais cruel.
Todo evento, afirma a ciência, necessita de um observador, pois acontece em um ambiente, no espaço e no tempo. Essas condições são frágeis, mas reais. É dentro delas que algo pode ser reconhecido como acontecimento. Essa probabilidade científica, instável e limitada, talvez seja tudo o que temos para buscar algum sentido no estado das coisas físicas, materializadas. Fora disso, restam apenas hipóteses, silêncio e a vertigem de tentar compreender um universo que existe independentemente de nos perceber.
Guardo nossa história em uma caixa de veludo na memória. Não volta mais, eu sei, mas o brilho do que fomos ainda ilumina os meus dias mais cinzentos.
Para mim, amar uma mulher de verdade é entender que ela não é minha propriedade. Amar é respeitar sua autonomia e deixá-la viver sua própria essência.
No meu jeito de ver o mundo, o amor não prende. Se eu a amo de verdade, eu a deixo viver, porque ela não é um objeto que eu possuo, mas uma pessoa livre que eu escolhi admirar.
Amar uma mulher de verdade é entender que o meu mundo não deve ser a cela dela. Ela não é minha propriedade; amar é deixá-la viver a própria vida e ser feliz por isso.
Amar de verdade é desapegar do controle. Ela não é minha propriedade; o meu papel é apenas deixá-la viver e ser feliz.
Se a humanidade não aprender a frear sua própria expansão epistêmica, a busca irrestrita pela verdade pode levá-la à extinção.
Lindas são as mulheres. Não só num retrato, mas pela luz que têm dentro e que dão ao mundo.
Lindas são as mulheres por serem fortes. São como árvores com raízes firmes, que aguentam o tempo ruim e seguem em frente. Sua beleza está nas marcas de suas lutas, que contam histórias de quem não desistiu.
Lindas são as mulheres por terem um tipo especial de força. Ela pode ser um abraço calmo e seguro ou uma coragem que luta contra o que é errado. É a força que acalma uma criança e, ao mesmo tempo, constrói um amanhã melhor.
Lindas são as mulheres por sentirem o mundo de um jeito profundo. Elas percebem detalhes, entendem silêncios e sabem o momento certo de um carinho. É uma sabedoria que não precisa de gritos.
Lindas são as mulheres por serem elas mesmas. Cada uma é diferente, com seus sonhos, medos e paixões. A beleza está nessa coragem de ser única, no brilho dos olhos quando falam do que amam.
E, mais que tudo, lindas são as mulheres porque todos os dias elas escolhem continuar. Num mundo que às vezes tenta apagar seu brilho, a maior beleza delas é existir, com toda a sua verdade. É a coragem de seguir em frente e ainda ajudar outras a seguirem também.
Por isso, "linda" não é só uma palavra parada. É uma ação. É o ato de ser mulher, com toda a sua complexidade, sua força suave e seu poder.
Lindas são as mulheres. Simplesmente porque existem. E ao existirem, tornam o mundo um lugar mais humano, mais gentil e, sem dúvida, mais bonito.
Com o tempo e o convívio, valorizo mais as mulheres acima dos trinta anos. Elas não se importam tanto com o que os outros pensam, mas abrem o coração se você quiser conversar de verdade. Se não querem ver o jogo de futebol na TV, não ficam reclamando por perto — vão fazer algo que gostam.
E, geralmente, fazem coisas bem mais interessantes. Elas se conhecem bem, sabem quem são, o que querem e com quem querem estar. Não perdem tempo com quem não confiam. Com a idade, as mulheres ficam mais sábias sobre as pessoas.
Não precisa contar seus segredos… elas já sabem. Ficam lindas com batom vermelho — algo que nem sempre fica bem nas mais jovens. Mulheres mais velhas são diretas e honestas.
Se você agir como bobo, elas vão te dizer na cara, sem medo.
Não importa se são poucos... o que vale é que cada passo de hoje seja maior que o de ontem e abra caminho para o de amanhã. Viva o agora!
Chega uma hora na vida em que a gente não conta as boas notícias para todo mundo. Apenas pede a permissão de D'us e segue em frente, em silêncio e com o coração tranquilo.
"A verdadeira grandeza não está em erguer-se acima dos outros, mas em tornar-se tão vasto por dentro que cada encontro se transforme em eternidade."
Grandeza não é um pedestal, mas um espaço interior que se abre como um horizonte sem fim. Quando nos tornamos vastos por dentro, cada pessoa que cruza nosso caminho deixa de ser apenas um instante passageiro e passa a ser parte de uma eternidade compartilhada. Não é o poder que nos engrandece, mas a capacidade de acolher, compreender e transformar o momento em algo que transcende o tempo. O verdadeiro sábio não busca vencer, mas expandir-se até que sua presença seja capaz de eternizar o simples gesto, o olhar, a palavra. Assim, a vida deixa de ser uma sucessão de dias e se torna uma constelação de eternidades, onde cada encontro é infinito e cada instante é imortal.
Gratidão🙏🌿🇧🇷
Roberto Ikeda
Triste pessoa aquela que não é capaz de amar, mas que ama ser amada, valorizada e priorizada, só para engrandecer seu ego e não se sentir só. Ela fica ali, te dando esperanças de algo que não vai prosperar, algo que não vai florescer e isso vai apenas definhar-te.
Errar não é errado;
Ser errado me ajuda a continuar;
Se continuo posso me ferir;
Feridas cicatrizam;
E cicatrizes são meu legado.
