Nao me Peca pra te Esquecer

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Não devemos nos curvar diante da adversidade. Ela existe para que possamos enfrentá-la.

Pensem que as palavras a que não se segue nenhuma consequência são ditas para nada.

Ser filósofo não significa escrever, significa viver.

Não é dado ao saber humano conhecer toda a extensão da sua ignorância.

Não existe defeito que, com o tempo, numa sociedade corrupta, não se torne um mérito, nem vício que a convenção não consiga elevar à virtude.

Os raciocínios do amor-próprio não gozam do crédito das melhores consequências.

Camilo Castelo Branco
BRANCO, C., Anátema, 1850

O que enobrece o homem não é o seu ato mas o seu desejo.

Os indivíduos só são heróis quando não podem agir de outra maneira.

O homem honrado não morre nunca.

A vasta noite
não é agora outra coisa
se não fragrância.

A morte não é um tormento, é o fim de um tormento.

Um homem que acaba de arranjar um emprego já não faz uso do espírito e da razão para regrar a sua conduta e as suas atitudes perante os outros: toma de empréstimo a regra do seu posto e da sua situação; donde o esquecimento, a altivez, a arrogância, a dureza e a ingratidão.

Se ofenderes o teu vizinho, é melhor não o fazeres pela metade.

Não falar para o seu século é falar com surdos.

Um crítico é alguém que conhece a estrada mas não sabe conduzir.

Não há progresso se este não surgir através das dúvidas.

Caso não ponha fim à guerra, esta não será uma vitória.

O exagero é sempre a exageração de algo que não o é.

Canção de Primavera

Eu, dar flor, já não dou. Mas vós, ó flores,
Pois que Maio chegou,
Revesti-o de clâmides de cores!
Que eu, dar, flor, já não dou.

Eu, cantar, já não canto. Mas vós, aves,
Acordai desse azul, calado há tanto,
As infinitas naves!
Que eu, cantar, já não canto.

Eu, Invernos e Outonos recalcados
Regelaram meu ser neste arrepio…
Aquece tu, ó sol, jardins e prados!
Que eu, é de mim o frio.

Eu, Maio, já não tenho. Mas tu, Maio,
Vem com tua paixão,
Prostrar a terra em cálido desmaio!
Que eu, ter Maio, já não.

Que eu, dar flor, já não dou; cantar, não canto;
Ter sol, não tenho; e amar…
Mas, se não amo,
Como é que, Maio em flor, te chamo tanto,
E não por mim assim te chamo?

José Régio
Filho do Homem

Não sei como é que os meus leitores conseguem entender aquilo que eu escrevo. Depois de algum tempo, nem eu mesma sei o que queria dizer!