Nao me Peca pra te Esquecer

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A solidão não é sinônimo de vazio, é laboratório de si. Lá monto peças da minha verdade que ninguém constrói por mim. Trabalho com ferramentas de silêncio e lâmpadas internas. E o resultado é um eu que conhece suas próprias medidas. Voltar ao mundo é mostrar essa peça, ou guardá-la em segredo.

A liberdade só se manifesta quando não há mais ninguém externo para servir de bode expiatório para a nossa infelicidade ou o fim da história. Enquanto a sombra da culpa for projetada, estaremos presos na escuridão de um luto que não nos pertence.

Você não é o que tem, nem o que faz. Você é o que resiste quando tudo o que é externo desmorona. Aí reside a sua verdadeira fundação.

A beleza, para mim, tem textura de memória antiga. Não brilha como notícia, mas como utensílio bem usado. Os objetos bem amados enchem a casa de sentido. E a simplicidade neles é dignidade. Viver é rodear-se de coisas que contam nossa história.

Não se entra aqui sem se sujar de poeira e sem sentir o frio que emana de lareiras apagadas há décadas pela chuva da indiferença.

O perdão mais difícil não é aquele que damos aos que nos feriram, mas o que negamos a nós mesmos por termos sido o chão onde eles pisaram com tanta força. É preciso aprender a ser casa para si mesmo, mesmo que a estrutura esteja condenada pela defesa civil da alma.

Eu não temo o silêncio; temo a vida sem profundidade, pois ela é a verdadeira forma de abandono.

O homem imagina possuir uma identidade, quando quase tudo o que chama de "eu" não passa da soma dos medos aos quais decidiu nunca desobedecer.

⁠Se nós cristãos não pudermos ser distinguidos dos não cristãos, somos inúteis.
sfj,frases cristãs vol.10

⁠A Bênção do Senhor enriquece, e, com ela, ele não traz disgostos.
sfj,reflexões bíblicas

Morena linda, de cachinhos na cabeça,
entre passos e remelexo, não para de aticar.
Morena linda, com rostinho de menina,
faz biquinho de deboche, provocando com o olhar.
O sanfoneiro que tocava o xote pouco bom do trote se perdeu do norte,sem poder se encontrar.
E a gorda feia, tipo uma baleia com fogo nas ventas, repetia a todos que aquilo não era dançar.

Todo digno cavaleiro rosa-cruz como bom pastor sabe que a maioria dos tesouros que persegue não serão encontrados isoladamente sem a acolhedora lua cheia, pois não são para hoje e muito menos para este mundo.

Ninguém pode ofertar, dar e prometer o que não tem e muito menos o que não existe.

⁠Durante uma democracia podemos clamar por uma ditadura mas numa ditadura não podemos nem sonhar com uma democracia.

Nada vem por acaso
Nada pesa sem razão
O fardo escolhe costas fortes
Não escolhe mãos em vão

⁠Não dá pra reclamar de violência, deslizando os dedos sobre a Morte ou os Traumas Iluminados de alguém.






Porque, nessa claridade azul, há mais que uma morte à mesa.






A primeira é a visível — os corpos entregues ao espetáculo.






A segunda, a sensível — a alma dos que assistem, lentamente embotada.






A terceira, a coletiva — o apodrecimento ético de uma sociedade que transforma tragédia em passatempo.






E a quarta… a mais cruel — a que quase sempre se esconde no brilho da própria tela, comprada às vezes no mercado negro, com o preço invisível da dor de quem a perdeu.






Há quem, sem perceber, alise o sangue seco nesses vidros, julgando a partir da zona confortável de sua poltrona, o mesmo crime que alimenta.






Banquete farto, servido à luz fria do progresso —
onde cada toque é um gole de conforto e uma migalha de culpa.






É o Banquete das Mortes Iluminadas!

O fato de ninguém ser obrigado a fazer companhia para ninguém não é licença poética para abandonar na solidão quem estava na solitude.

Há uma diferença deveras silenciosa, mas profunda, entre estar só e sentir-se sozinho.

A solitude é uma escolha, um espaço de encontro consigo mesmo, onde o silêncio não pesa e a ausência de vozes não se transforma em vazio.

A solidão, por outro lado, muitas vezes surge quando aquilo que era abrigo se torna isolamento, quando a liberdade de estar consigo cede lugar à sensação de ter sido deixado para trás.

É verdade que ninguém tem o dever de permanecer onde não deseja estar.

Relações não podem ser sustentadas por obrigação, e afeto não floresce sob imposição.

Mas reconhecer essa liberdade não significa ignorar o impacto que nossas ausências produzem na vida de quem caminhava ao nosso lado.

A maturidade das relações não está apenas no direito de partir, mas também na responsabilidade de compreender o que a partida representa.

Muitas vezes, a pessoa que parecia bastar-se não era alguém que dispensava vínculos; apenas havia aprendido a conviver bem consigo mesma.

Confundimos independência com invulnerabilidade e acabamos acreditando que quem aprecia a própria companhia não sente a falta da companhia alheia.

Sentir falta, entretanto, é parte inerente da experiência humana.

Nem mesmo os mais autossuficientes são imunes ao afeto, ao pertencimento ou à dor das rupturas.

Existe uma delicadeza que deveria acompanhar os encontros e desencontros da vida: a consciência de que passamos pela história dos outros deixando marcas.

Algumas são lembranças leves; outras, cicatrizes profundas.

Não se trata de permanecer por pena, nem de carregar responsabilidades que não nos cabem.

Trata-se de agir com humanidade suficiente para não transformar nossa liberdade em descuido e nossa escolha em negligência emocional.

Porque, no fim das contas, a verdadeira consideração não está em nunca partir.

Está em não esquecer que, enquanto estivemos presentes, ocupamos um espaço real na vida de alguém.

E que a forma como saímos desse espaço pode determinar se aquela pessoa continuará habitando sua própria solitude ou será empurrada para uma solidão que nunca escolheu.

0410 "Ó, Deus Pai... A crise mundial chegou também aí, em você? Só espero que não pense que tenho algo com isso, ohquei?"

0411 "Não me encha com isso sobre a sua crise. Não tenho como tirá-lo (da sua crise)."

0412 "Perdeu seu emprego por causa da crise? Lamento! Mas eu não quero perder minha paciencia por causa da sua crise!"