Nao me Peca pra te Esquecer
Eu não entronco em mim
Das vezes intrusas em que você penetra meus pensamentos
E dos momentos em que imerso no vazio.
Teus olhos brilham mais
Contra a luz que mergulha
No horizonte desfocado
Prefiro não quere saber
Se no final da estrada
Sua mão ainda entrelaça a minha
Prefiro cegar me diante
As cores que se desbotam
No fim da estrada
Prefiro que a noite não acabe
Pra não descobrir
Que você não mais caminha
Os mesmos passos que eu.
Se no coração dela
Tu não encontras teu amor
Porque qual motivo então
Encontraria em uma garrafa destilada?
Ela é sete mares
Tão profunda como o mar
Cheia de tesouros como o mar
Misteriosa como o mar
Não é tão dificil poder ama-la
Ela é sete mares
As vezes de maré baixa
As vezes mar de ressaca.
Em meu peito
Você estava perdida
Entre minhas artérias.
Eu só não tinha a menor ideia
De como tirar você dali.
Desapegue…
Desapegue das coisas
Mas não das pessoas.
Desapegue das frustações
Da carreira, do dinheiro
Mas não das chances de viver por ai.
Desapegue das dores
Dos pensamentos ruins
Mas não do seu sorriso.
Desapegue das redes sociais
Das selfies, dos likes.
Mas não da sua liberdade.
Desapegue do passado, do futuro
Mas não do agora.
Dessa vida só se levará tua alma.
O resto, desapegue…
Você é poesia
Que não precisa de rima.
Você é poesia
Que não precisa de poeta
Pra ser bem escrita.
Você é ímpar
Como poesia.
Pode ir entrando
Te dou toda permição.
Só não repara não,
A bagunça que se encontra
Esse meu coração.
É como assistir aos céus…
Conhecer você
E teus pequenos detalhes.
E não poder parar de imaginar
O universo de coisas boas
Por de trás de suas palavras.
Não conhecer você por completa
E mesmo assim, se perder fácil
No caminho que leva até você.
Pois é exatamente assim,
É como assistir aos céus…
É a poesia que[...]
É a poesia que não se encontra em livros, ou em guardanapos de bares. Nem em cartas anônimas. Não vai ser o tipo de poesia que você pesquisa na internet, para colocar nos status. Também não é o tipo de poesia que se escreve a pressas em uma folha de papel amassada, que é dobrada de qualquer jeito, e colocada em uma garrafa vazia de whisky, para ser arremessada no mar, não não.
Ela é a poesia que pode ser encontrada em um ponto de ônibus, mexendo distraída em teu celular. Do tipo que acorda com cabelo bagunçado, e mesmo assim continua encantadora. É a poesia viva, que sente cólica todo mês, mas é tão forte, que não deixa de negar teu sorriso gentil. Ela é poesia que pode ser encontrada sentada no cantinho do ônibus, perto da janela, com seus fones de ouvidos. Ela é a poesia que a cada fio de teu cabelo, é como se fosse os versos mais bem escritos. Ela é tão poesia, que ficaria grande demais para ser poema. Ela é a poesia que […]
— Shandy Crispim
Aquele beijo impensado,
Que vem sem aviso
Que não precisa de motivo
Só vontade basta.
Beijo impensado,
Que serve pra abafar
Suas doces palavras
Antes de serem ditas
Aquele beijo impensado
Que encerra com entreriso.
O mundo não vai parar,
E esperar você recuperar o folego,
Nada é predestinado, viva, e faça viver.
Faça valer a pena.
