Nao me Peca pra te Esquecer
Não foi Deus que nos transmitiu a moralidade. Fomos nós que criamos Deus para personificar nossos instintos morais.
O ser humano mais livre não é o que age de acordo com razões que escolhe para si mesmo, mas o que nunca precisa escolher. Em vez de se agoniar entre alternativas, responde sem esforço às situações tal como surgem.
A busca tecnológica da imortalidade não é um projeto científico. Ela promete o que a religião sempre prometeu — libertar-nos do destino e do acaso.
As pessoas não estão mais habituadas a ficar em casa, a ter tempo para si. Só conseguem ficar longe dos respectivos escritórios quando são obrigadas a isso.
A grande maioria das pessoas não sabe como se distrair nem como descansar. Quando tem tempo, se entedia.
Chegamos a um ponto em que a máxima "vote no menos pior" já não tem nenhum significado, porque não há um menos ruim.
A ação nos consola de nossa inexistência. Não é o sonhador ocioso que escapa da realidade. São os homens e as mulheres práticos que buscam, numa vida de ação, refugiar-se da insignificância.
Entre os que pescam por prazer, o melhor pescador não é o que pesca mais peixe, mas o que mais aprecia pescar. O ponto central da brincadeira é que brincar não tem ponto central.
A questão da existência de Deus não tem resposta possível.
Sou livre: já não me resta nenhuma razão para viver, todas as que tentei cederam e já não posso imaginar outras.
As lideranças de hoje não inspiram uma autoridade capaz de impor à classe política decisões de acordo com o interesse público.
Francamente, não sou muito de festas, pois não suporto conversa fiada.
Tudo pode mudar sem aviso, e é por isso que tento não levar a sério demais nada do que acontece.
Não é fácil deixar sua marca numa empresa criada por seu pai e transformada em um enorme sucesso.
Imprensa ruim traduz-se em potencial perda de votos, e, se um político perde votos suficientes, não se reelege. Se isso acontece, ele pode ter que sair e pegar um emprego das 9h às 17h. Essa é a última coisa que a maioria dos políticos quer fazer.
Humanos, embora não saibamos disso, quando vivemos em uma atmosfera de perigo em que a liberdade e a vida estão em jogo a cada passo, nós nos apegamos ao amor porque a natureza biológica nos impõe isso.
Não seria quem sou se não fosse a solidão da cela. Seria mais fútil, mais frívolo, mais superficial.
Não viemos ao mundo para desenvolver a economia, mas para sermos felizes.
Não me dou ao trabalho de ser cordial com inimigos.
Tudo que é exterior a mim me é agora estranho. Não tenho mais neste mundo nem próximo, nem semelhantes, nem irmãos. Encontro-me na Terra assim como num planeta estrangeiro, no qual eu teria caído daquele que habitava.
