Nao me Peca pra te Esquecer
Se pensais em ser vencido, sereis;
Se pensais que não ousais, não ousareis;
Se quereis vencer, mas desanimais,
Provavelmente não vencereis.
Se pensais em perder, perdereis.
Pois é coisa sabida:
Que o triunfo começa com um simples desejo
Num mero estado de espírito.
Se pensais que sois pária, sereis.
É preciso pensar em elevar-se para tal conseguir;
É preciso estar certo de si mesmo
Para um prêmio poder alcançar.
A batalha da vida nem sempre é vencida
Pelo mais forte ou pelo mais ágil.
Tarde ou cedo aquele que vence
é o que pensa que pode vencer.
As vezes penso que as respostas virão. As vezes, não. Olha ao longe e o que vejo é o espelho do tempo, convicções implorando por adoção. O mundo mais raso me desagrada. E preciso buscar os recantos onde ainda existe profundidade que favoreça o mergulho. Eu não me adapto às estruturas da superfície. Seria o mesmo que ser mortal além da conta. Mas sou mortal. Não quero ser, mas sou.
Existem acontecimentos que não combinam com as palavras. Foram feitos para o silêncio, porque não podem ser tocados na sua inteireza. Qualquer descrição seria uma forma de empobrecimento.
A experiência normativa do processo: depois da tristeza, a alegria. Não a manifestação eufórica, irreal, mas a serena alegria, aquela que, antes de ser externada, nós construímos no silêncio do coração.
Ao viver em sociedade, não busque com ansiedade o êxito; não cometer erros já um mérito.
Ao tratar os outros com humanismo, não espere gratidão em troca; se eles não virarem seus inimigos, isso já é gratidão.
Não há feito que sobreviva à solidão da passagem do tempo. No longo prazo, todos os nossos acertos são pífios e não há maquiagem que dissimule o óbvio:nunca seremos nada. Buscar a realização pessoal baseada no outro é um dos indícios de que a esquizofrenia pode ser coletiva.
Estava calculando jogada no sofá: o quão danoso seria parar de fingir que comprei a estupidez da realização pessoal pela óptica de terceiros a fim de me dedicar a questões, que a mim, soam mais prementes? O que pode, inclusive, perpassar por me dedicar a questão nenhuma, se eu quiser.
Concluo que o covarde merece toda a desgraça que o acontece; inclusive a de desperdiçar a própria vida, como praxe, esporte e falta de criatividade.
Não preciso disto.
Tenho muitos mais, e bem melhores que este. Mas também não doo.
Vendo ou alugo.
E se não for possível, formato a ideia. Desenvolvo um novo e revolucionaríssimo serviço.
Aliás, você aí, já baixou meu aplicativo?
Madrugada de 30 de dezembro, 2022.
Não é a falta de coragem que impede o depressivo de galgar uma vida fora do abismo, mas a falta de tesões sólidas para se prestarem como ponto de apoio para a escalada.
Não resista. Mude.
Deixe o resto morrer. E, de si para si no recôndito da mente, na esquina do corredor, reze para que morram em paz e não chamem pelo teu nome nunca mais.
Você não é o conteúdo que passa pela mente. Isto é mero conforto de lidar com o previsível e nós sabemos: os covardes não sabem viver.
Finja o discurso até que pareça real. Mude enquanto as pessoas novas ainda não passem de mero script vazio.
Queime suas raízes e as esqueça
No fundo das águas pantanosas do teu passado que um dia haverá de despejar
Longe daqui
Longe de todos.
Fora dos recônditos da tua mente, dos cotovelos dos corredores, do murmurar da sua voz, do baratear solitário dos teus pés.
Longe de mim.
Teço tu, mas não me comprometo.
Irresistível na sua singularidade. Irrestível.
Sem que eu saboreie o suor da sua mente ou do teu corpo... e a vida passa.
E outros chegam e não me compram, desgraçadamente.
Enquanto isto te teço com zelo, mas mui discretamente.
Quando um dia te ver despir-se displicentemente (as pessoas se despem o tempo todo. É o que elas fazem. Seja no motel, buteco ou banco das decadentes Universidades) é capaz que não te reconheça.
Mas, por você, desço do meu pedestalzinho de pessimismo cômodo:
E se você for melhor que meus melhores tecidos?
Será meu eternamente.
Atuar não é um trabalho. É vocação. É a coisa mais importante que uma pessoa pode fazer com a vida dela.
(Trevor Slattery)
É uma coisa maravilhosa. Não pensar muito. Me serviu bem, a maior parte da vida.
(Trevor Slattery)
O verdadeiro você não é a sua condição. O verdadeiro você é a soma de tudo que você vivenciou. A perda, a alegria. A tristeza, o desgosto. Perder alguém que você ama tanto. Desejar tanto algo, que poderia explodir. Ferir alguém que ama. Ser machucado por quem você ama. Essa é a sua vida. É quem você é.
(Trevor Slattery)
O trabalho de um ator não é conseguir trabalhos. Seu trabalho é atuar. Sempre tem uma maneira de atuar.
(Trevor Slattery)
Já me acostumei com sua imagem em minha cabeça, que não me deixa dormir à noite. É pra compensar o dia que não passei com você.
Hoje concluo: não foi o amor que me fez sofrer, foi o que eu esperei dele. Acreditei muitas vezes que a felicidade viria apenas quando eu estivesse totalmente feliz. Pensei que seria amizade só quando fizessem as minhas vontades e aceitassem de mãos beijadas os meus defeitos. Jurei que seria amor quando os olhos se cruzassem e não mais quisessem se separar. E também jurei acreditar que o amor de novela existia. Até entender... que pra ser feliz, basta eu fazer algo pequeno, mas que seja escolha minha, para eu ter a oportunidade de me culpar ou glorificar. Que pra ser amizade, eu preciso de um 'amigo espelho' para me dizer o que tem de errado em mim, em minha aparência, em meu caráter, sem medo da verdade, e principalmente sem medo de discordar dele. Porque muitas vezes o outro também quer desabafar e tem lá suas crises existenciais, e é bem mais fácil jogar seus defeitos naqueles que temos afinidades ou que estão por perto. Até entender que conviver com amigos requer abrir e fechar de mãos, mas nunca soltá-las. E entender que vida de novela é fantasia, e que vida real é a minha, e é dela que eu sempre deverei cuidar. Antes que o amor acabe. Antes que o dia termine. Antes que faltem palavras. Antes que seja tarde demais...
Relacionamentos tornam-se jogos quando não nos entregamos por inteiro, por mera desconfiança da reciprocidade. Confiar na lealdade, na fidelidade e até na idade! Tornam-se jogos quando não acreditamos na probabilidade do outro nos amar mais do que nós mesmos. Que feio! É como se duvidássemos da capacidade do outro de amar. Como se só a gente soubesse amar. Muitas vezes, a vontade de ligar no dia seguinte é sufocada pelas experiências passadas. A vontade de procurar é mensurada pelas malditas vezes que não nos procuraram. A atenção oferecida é ligeiramente abandonada só porque ainda não deram sinal de vida pra gente. O que nos mostra que sempre quando achamos que aprendemos com algo, na verdade estamos reproduzindo a dor da dor. Isso não é aprender coração, é sofrer novamente. Só espero que um dia a gente possa voltar a ser gente.
