Nao me Peca pra te Esquecer
Não se confunda ignorância com estupidez. Ignorante é quem não teve acesso ao conhecimento – não raro por falta de oportunidade – e censurá-lo por isso não só se mostra injusto quanto preconceituoso. A estupidez, diferentemente, é própria de quem foi brindado com o conhecimento, mas não faz qualquer uso dele para analisar as situações com que se depara – por reles comodismo frente à lógica mais rasteira – o que se mostra profundamente irritante para quem pensa. Daí porque não é difícil encontrar ignorantes cujo instinto os tornou sábios, e letrados cujo descaso os tornou idiotas.
A moldura imperfeita não se revela um obstáculo para que a sensibilidade do apaixonado pela arte identifique a obra prima trazida a destaque por suas dimensões físicas. Assim, o corpo atrelado à alma que descobrimos amar pode realçar-lhe a beleza, mas é a magia do artista colocada na tela a essência que irá atrair, como um ímã, os olhos de Eros. E então, em dado momento, a atenção antes voltada unicamente para a obra descobre a harmonia da moldura à sua volta – até desprezada a princípio – e desperta para o conjunto absolutamente perfeito que forma com a arte pela qual nos apaixonamos. É quando descobrimos que ela se mistura às cores da tela e lhe dá a ênfase que faltava para que pudéssemos absorver – sem limites – a plenitude da obra.
Você não é admirado somente pelas idéias que brotam de sua inspiração,
mas também pelas pessoas que o inspiram dentre aquelas que admira.
Mais do que ficar triste por não acreditares num deus, entristece-me é ter que admitir a idéia de que ninguém te trouxe para a minha vida por algum mérito meu, ou para que eu pudesse aprender a ser melhor a partir de ti...
E pela primeira vez não quero concordar contigo, pois que ficarei muito mais infeliz se começar a acreditar que não poderei continuar a ter teu amor ou, antes, poder te dar o outro tanto que te dedico em todas as nossas próximas vidas.
Só se acusa no outro o que já existe em nós. Os que não
o trazem em si mesmos confiam até prova em contrário.
Excetuando-se as competições de natureza lúdica - como nos jogos e no esporte - não me permito competir em qualquer outra área:
Em se tratando de BENS MATERIAIS, faço prevalecer tão somente o direito legal sobre o que legitimamente me pertence;
Em se tratando de ESPAÇO, o meu eu defendo até o limite que a ética o permite, o de outrem eu respeito pelo que a lisura me cobra, e o que depende de medição de forças para definir de quem é, eu não entro na briga;
Em se tratando de PESSOAS, disputas ou rivalidades jamais se justificam porque as vejo como seres autônomos detentores do direito absoluto e inalienável de fazer suas escolhas. Se não conseguem fazê-lo eu o faço, optando invariavelmente por ser a parte cedente.
Quem decide soluções com fome, seja espiritual ou física, se não decide primeiro comer, trará uma péssima sugestão!! COMA E PENSE
"As dissonâncias do destino não são falhas na melodia da vida, mas notas inesperadas que nos ensinam a encontrar harmonia no caos."
"A verdadeira força não se encontra na ausência de dor, mas na capacidade de sorrir mesmo quando a tempestade ameaça nos consumir."
Fui moldado na poeira do não-dito,
Onde os deuses escrevem com pranto e mito.
Carrego em mim o eco do início,
E a cicatriz sagrada do sacrifício.
Vi meu reflexo em rios que não voltam,
E beijei lábios de sombras que soltam.
Nos olhos do tempo, busquei o que é puro,
Mas só encontrei silêncio e futuro.
Te amei no intervalo entre dois mundos,
No compasso dos coros mais profundos.
Foste chama em meio à ruína,
Vestida de luz, ferida e divina.
Mas todo amor é lâmina em flor,
Perfuma, encanta — e sangra em cor.
E mesmo entre os véus da eternidade,
Perdi-te na curva da realidade.
Caminho agora por ruínas celestes,
Onde os anjos têm olhos terrestres.
E cada passo que dou na ausência,
É um salmo perdido na consciência.
O universo é um coro de dúvidas,
Cantando em línguas de luz e lâminas.
Mas no centro do caos há um altar,
Onde as almas nuas vêm descansar.
Se a morte for apenas uma canção,
Que tua voz ecoe na escuridão.
E quando o silêncio enfim me tocar,
Quero teus braços a me embalar.
Pois tudo que morre, volta a ser chama
No ventre do tempo que tudo reclama.
E mesmo no fim, onde tudo termina,
Nasce o infinito — em forma divina.
