Nao me Peca pra te Esquecer
Não espere eu ir embora. . .
pra perceber...
Que você me adora
Que me acha foda
Não espere eu ir embora
pra perceber
Será que eu já
posso enlouquecer?
[Me Adora]
Às vezes, o dono do meu silêncio é o cansaço, esse que não grita, só pesa.
Outras vezes, é o medo de dizer em voz alta aquilo que já faz morada no peito.
A mente costuma se ocupar de lembranças que não pediram licença,
de perguntas sem resposta,
de tentativas de ser forte quando tudo pede descanso.
E quando tudo ao redor silencia…
o barulho mais ensurdecedor é o que vem de dentro:
pensamentos que se atropelam,
culpas antigas,
desejos engavetados,
uma saudade que não sabe o nome.
O silêncio nunca é vazio.
Ele só revela quem está falando mais alto em nós.
você não parou de falar porque deixou de sentir.
você parou porque sentiu demais.
você tentou explicar com calma.
tentou de novo, com paciência.
depois tentou já tremendo por dentro.
até que um dia percebeu que estava lutando sozinha numa conversa que deveria ser a dois.
e então
você cansou.
não é orgulho.
não é frieza.
não é indiferença.
é exaustão.
é quando a alma decide que não vai mais implorar para ser compreendida.
é quando você entende que insistir demais também é uma forma de se abandonar.
agora você observa.
em silêncio.
não porque não tem o que dizer
mas porque finalmente entendeu que quem quer ouvir… escuta até o que não é dito.
Quando necessitar ausentar-se,
não vá longe.
Fique distante apenas o suficiente para que a saudade me visite,
mas nunca o bastante para que a tua presença deixe de morar em mim.
Que eu sinta tua falta,
mas continue encontrando você nos detalhes.
Não apenas nas lembranças,
mas nos gestos que permanecem,
nos silêncios que ainda carregam o som da tua voz.
Faça-se presente.
Demarque o teu lugar em meu coração para que o tempo jamais esfrie o abraço,
nem permita que a distância enfraqueça aquilo que construímos.
Porque gosto da saudade quando ela é ponte,
não quando se torna abismo.
Então vá, quando for preciso.
Mas deixe sempre um caminho de volta até mim.
Mantenha-se ecoando em forma de cuidado,
de carinho,
de amor.
Como quem zela pelo que é precioso.
Como quem, mesmo distante,
carrega no peito o desejo sincero de regressar ao seu lar.
Há tempos carrego uma espera.
Não uma espera vazia, dessas que apenas contam os dias. É uma espera que me transformou. Que me ensinou a olhar para dentro, a compreender meus desejos, meus limites e os propósitos que Deus foi revelando ao longo do caminho.
Durante esse tempo, aprendi que esperar não é ficar parada. É preparar o coração para aquilo que se deseja viver. É cuidar da alma enquanto o tempo faz o seu trabalho silencioso. É permanecer fiel ao que acredito, mesmo quando a saudade de algo que ainda não aconteceu insiste em visitar meus pensamentos.
Tenho anseios. Tenho sonhos. Tenho o desejo de construir uma história bonita, de encontrar alguém com quem eu possa compartilhar a vida, os silêncios, os risos, os desafios e as conquistas. Alguém que compreenda que o amor verdadeiro não se sustenta apenas no encanto dos encontros, mas na decisão diária de permanecer.
Também tenho desejos que habitam meu corpo e minha alma. Sou humana. Sinto. Espero. Mas aprendi a não permitir que a pressa seja maior que o propósito. Porque algumas promessas florescem melhor quando respeitamos o tempo necessário para que criem raízes profundas.
Por isso sigo.
Nem sempre com a mesma força. Nem sempre sem questionamentos. Mas sigo. Acreditando que aquilo que Deus prepara não chega para preencher vazios, mas para somar caminhos, fortalecer propósitos e multiplicar alegrias.
Enquanto esse dia não chega, continuo cultivando quem sou. Continuo aprendendo, amadurecendo e me tornando a mulher que desejo ser quando o encontro acontecer.
Porque a minha espera não é ausência.
É preparação.
E cada dia vivido com propósito me aproxima não apenas de alguém, mas da versão de mim mesma que estará pronta para viver, com verdade e inteireza, tudo aquilo que hoje entrego em oração. 🌷
24 de janeiro 2024
14 de junho de 2026
Há escolhas que o mundo não compreende porque foram feitas em silêncio.
Ninguém vê as conversas que tivemos com nós mesmos. Ninguém presencia as renúncias que acontecem longe dos olhos alheios. As pessoas enxergam apenas o resultado e, muitas vezes, o confundem com ausência, quando na verdade é presença.
Eu não me afastei daquilo que desejo.
Eu apenas aprendi a honrá-lo.
Porque existem encontros que não cabem na pressa. Existem entregas que não suportam superficialidades. E existe uma parte de mim que acredita que algumas experiências da vida carregam peso demais para serem vividas sem significado.
Talvez por isso eu tenha escolhido caminhar devagar.
Não por medo de sentir, mas porque sinto profundamente.
Não por falta de coragem, mas porque compreendi o valor daquilo que ofereço quando permito que alguém se aproxime.
O tempo me ensinou que afinidades não são raras. O que é raro é encontrar alguém disposto a permanecer depois que os encantos imediatos passam. Alguém interessado em conhecer os territórios que existem para além da aparência, para além das conveniências, para além das expectativas que costumamos projetar uns nos outros.
É isso que espero.
Não uma pessoa para ocupar espaços vazios.
Mas uma presença capaz de compartilhar espaços já preenchidos.
Alguém que compreenda que intimidade não começa quando as distâncias físicas desaparecem. Ela começa muito antes, quando duas pessoas deixam de se esconder atrás das versões que mostram ao mundo e se apresentam como realmente são.
Eu poderia viver muitas histórias.
Mas escolhi preservar a possibilidade de viver uma que faça sentido.
E essa escolha nunca significou ausência de desejo. Pelo contrário. Quanto mais consciente me tornei de quem sou, mais compreendi a profundidade dos meus anseios. Eles não desapareceram. Apenas deixaram de conduzir minhas decisões.
Hoje, aquilo que busco não pode ser medido pela intensidade de um instante, mas pela capacidade de sustentar o que vem depois dele.
Porque existem conexões que passam.
E existem conexões que transformam.
São essas que espero reconhecer quando chegarem.
E até lá, sigo cuidando daquilo que um dia pretendo entregar: minha verdade, minha inteireza e a capacidade de amar sem me abandonar no caminho.
Quem olha e enxerga por dentro, reconhece.
Não porque sabe tudo sobre o outro, mas porque percebe aquilo que nem sempre é dito. Enxerga as marcas escondidas atrás dos sorrisos, os silêncios que carregam significados e as verdades que não cabem nas palavras.
Quem enxerga por dentro não se detém apenas na aparência das coisas. Vai além da superfície, atravessa as camadas que costumamos mostrar ao mundo e alcança aquilo que permanece quando todas as máscaras caem.
Talvez por isso o verdadeiro reconhecimento seja tão raro.
Porque reconhecer alguém não é apenas identificá-lo. É perceber sua essência. É enxergar a beleza que não se exibe, as dores que não se anunciam e a força que muitas vezes nem a própria pessoa sabe que possui.
E há algo ainda mais profundo nesse encontro.
Quem enxerga o outro com verdade acaba, inevitavelmente, encontrando a si mesmo pelo caminho. Porque cada alma reconhecida desperta um reflexo. Cada profundidade acolhida revela uma profundidade que também habita em nós.
Os olhares mais sensíveis carregam esse dom. Não apenas observam; compreendem. Não apenas percebem; acolhem.
E quando dois olhares capazes de enxergar por dentro se encontram, acontece algo raro: deixam de procurar explicações e passam apenas a reconhecer.
Como quem finalmente encontra, no olhar do outro, uma parte esquecida de si.
Sempre me intrigaram os olhares.
Não aqueles que passam por nós distraídos, mas os que permanecem.
Os que pousam devagar sobre a nossa existência e parecem recolher fragmentos que nem sabíamos ter deixado expostos.
Há quem olhe para um rosto e veja apenas traços. Há quem olhe para uma fotografia e veja apenas uma imagem. Mas existem aqueles raros olhares que atravessam a moldura, a pele, as palavras e alcançam aquilo que não foi dito.
Talvez seja por isso que me encanto tanto pelos detalhes.
Porque a alma dificilmente se apresenta inteira. Ela se revela aos poucos: em um silêncio prolongado, em um sorriso que vacila antes de nascer, em uma saudade escondida atrás de uma frase comum. E é preciso sensibilidade para perceber.
Quem enxerga por dentro compreende que cada pessoa é um universo guardado sob aparências. E que reconhecer alguém é mais do que vê-lo; é acolher sua história sem precisar conhecê-la por completo.
Também acredito que todo olhar é uma espécie de espelho.
Aquilo que conseguimos reconhecer no outro fala, de alguma forma, sobre aquilo que habita em nós. Talvez seja por isso que certas pessoas nos alcançam tão profundamente. Não porque nos revelam algo novo, mas porque iluminam algo que já existia e permanecia adormecido.
No fim, penso que a vida é feita desses raros reconhecimentos.
Instantes em que alguém nos vê para além do que mostramos. Instantes em que nos sentimos encontrados sem termos pedido para ser procurados.
E talvez seja esse o maior desejo da alma: não ser admirada, nem compreendida por completo.
Apenas ser vista.
Há dias em que a saudade chega sem aviso.
Não faz barulho. Não bate à porta. Apenas ocupa os espaços, senta-se ao meu lado e me acompanha em silêncio.
Nesses dias, tudo continua igual por fora. O mundo segue seu ritmo, as pessoas seguem seus caminhos, os compromissos continuam existindo. Mas por dentro, algo caminha mais devagar.
Sinto falta de presenças que nem sempre estiveram perto, mas que encontraram morada em mim.
E é estranho como algumas pessoas conseguem permanecer mesmo quando estão ausentes.
Talvez a solidão não seja a falta de companhia. Talvez seja a distância entre aquilo que sentimos e aquilo que conseguimos dizer.
Por isso me recolho.
Não porque queira me afastar do mundo, mas porque existem sentimentos que precisam ser ouvidos antes de serem explicados.
E enquanto escuto o que meu coração tenta me contar, sigo.
Com saudade, com esperança, com dúvidas às vezes.
Mas sigo.
Porque algumas ausências doem, é verdade.
Mas também revelam o tamanho daquilo que um dia tocou a alma e decidiu permanecer.
Mantenha-me quente, acesa.
Não sirvo fria. Mas também não me mantenha morna, guardada para um momento oportuno, para um "quem sabe", um "talvez".
Ou me aqueça por inteiro e me prove quente, ou permita que eu esfrie.
Porque a mornidão é espera demais para quem nasceu intensidade. E eu não sirvo morna.
Hoje o coração ficou quieto demais.
E quando ele fica assim, não é porque não tem o que dizer. É porque sentiu além das palavras, atravessou emoções que não couberam em nenhuma conversa e guardou em silêncio aquilo que ainda não conseguiu traduzir.
Há sentimentos que não gritam, não pedem atenção, não fazem alarde. Apenas se recolhem para dentro de nós e permanecem ali, ocupando espaço, pedindo tempo para serem compreendidos.
Hoje o coração ficou quieto demais.
E talvez esse silêncio seja apenas a forma que ele encontrou de acolher tudo o que sentiu.
22 de junho 2026
Já não fujo...
Ainda temo, mas não choro...
Simplesmente procuro viver...
Pela primeira vez tenho noção da vida e não me contenho...
Tornei-me aquilo que sempre quis ser...
Escondo através de lembranças, momentos, onde apenas eu poderei matá-lo ou o fazer renascer...
No entanto conheço-me e sei que jamais vou desistir do que neste momento me vejo construir...
Não seje como um espinho que fere as mãos de quem o toca, mas sim como uma rosa que perfuma as maos de quem a esmaga
Não seje como uma erva daninha que mata toda a vegetação a sua volta, mas sim como uma rosa que se comunicam entre si e embelejam os jardins
Siga o exemplo das rosa, e mudem o nossa planeta!
E com o passar do tempo, a gnt acaba aprendendo que o amor
não é mais que respeito mutuo com uma dose a mais de carinho.
Aprende tbm que amar é muito mais do que dizer apenas"eu te amo",
amar é indiscritivel,porém infelizmente nem todas as pessoas possuem essa capacidade, esse dom.
Aprende que a desilusão não é mais do que a ansiedade, a insegurança e a confiança demais nas palavras e promessas
de alguém que não merecia.
Aprende também que um amor não se cura com amor de outra pessoa, mas sim com o amor próprio!
Aprende que as decepções estão ai, porém é opcional sofrer por alguém que nem sabe o quanto vc o amou!
Aprende que deve pensar muito bem antes de fazer algo que possa prejudicar alguém que goste de vc, pois para as dores do amor, só existe um remédio, que cura: o tempo!
