Nao me Importo com o que Pensam a meu Respeito
Você
Ao te olhar. Me vejo.
No teu amor. Vejo a vida.
Privilégio meu o de te
ter e te amar sempre.
És o meu céu, meu mar,
meu sonho.
Ponto de parada para
uma doce e eterna ventura.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Acadêmico Acilbras - Roldão Aires
Cadeira 681 -
Patrono- Armando Caaraüra- President
DEVOLVA-ME
Devolva-me a direção, por favor
Que tu roubaste do meu coração
Preciso me ter, ter o meu dispor
Pois tu deixaste no peito um vão
Devolva-me o que levou do olhar
Arrancando o sentido do encanto
Restando a desilusão a questionar
A sangrar, e a sofrer, tanto, tanto
Dói, pois a quietude foi-se embora
Tudo é ser apenas, por apenas ser
Só há o meu desprazer aqui agora
Devolva-me a meu ardor, faz favor
Já não aquento mais, assim, sofrer
Afligi saber que ainda és um amor...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
02 outubro, 2021, 14’30” – Araguari, MG
Título: vencedores vencem dores.
Olá meu amigo!
Por que você foge de mim?
Eu só venho te ajudar!
O que mais eu preciso fazer?
Para você acordar!
Por que você reage assim?
Preste atenção em mim!
Me aproximo de você sabendo que posso te machucar, mas os verdadeiros amigos não vão te bajular.
Amigos vão te avisar quando você errar.
Me escute, me entenda.
A união faz a força.
- o que é você?
Sou um sinal de vida!
- quem é você?
Sou a descoberta!
- tudo bem! eu te aceito!
Muito prazer... Meu nome é DOR!
O MEU ETERNO CAMINHAR
Meu encantei em seu sorriso
Me perdi em seu olhar
Você é tudo que eu preciso
Você é meu amar
Você roubou meu coração
Sem a minha permissão
Será que tudo isso é uma ilusão?
Meu sentimento está confuso
Que dá um caminhar sem fim
Vou te amar até o fim de meu caminhar
Sigo o real.
Sigo o meu caminho.
Por estradas, que quase ninguém é capaz de adentrar.
A estrada da mente.
PRISIONEIRO
E o meu poetar está no passado
Escrevendo somente recordação
Prosas dum coração apaixonado
De legado sensações na emoção
A poética que vivia enamorada
Tornou-se boa saudade infinda
Agora memorável e mais nada
Narrativas, sempre bem-vinda!
No acaso o cenário é acoitado
Estórias e histórias hão reviver
E cada qual um fato imaculado
Pois, na recordação se é inteiro
E sem tal não se define o viver
Cativo, do passado prisioneiro!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
03 outubro, 2021, 06’15” – Araguari, MG
SE VIESSES AMAR-ME, MEU BEM...
Se viesses amar-me, meu bem, à hora vadia,
Quando no peito esta dor mais se revela,
Revestida em nuances e tons de nostalgia,
Como os matizes cinzentos em aquarela...
A hora em que a noite voraz abraça o dia,
E uma lágrima de saudade o olhar dilacera...
Se viesses, meu bem amar-me nessa hora,
Quando o amor não mais cabe em espera,
Amar-me depressa, sem delonga e demora,
Devassando essa dor que a ausência gera...
Se viesses amar-me, meu bem...
" Vim à este mundo sem nada e sem nada partirei...Mas, terei a convicção de que deixarei o meu legado."
Quero seis inimigos pra carregar o meu caixão!
Quero ofertar a eles a infinitude daquele momento....e se valeu a pena direcionar a mim toda sua fúria, desprezo, raivas, dúvidas e principalmente o ARREPENDIMENTO de não terem pensado naquele dia.O grand finale!!!
E o melhor, dois pesos, o da consciência,
e, o do corpo!
Biopoesia
O homem e o seu império
Seleção natural por aqui vigora
“Meu tempo é agora”
Me leve a sério
A dor que há lá fora alcança seu prédio
Comida na mesa, na boca da presa
Produtos na loja vêm da Natureza
E quanto custa o seu tédio?
Extinção, estes são retratos da interferência célebre
O animal bípede caminha em passos leves
Sob a terra cintilante onde a atmosfera ferve
Estigma
Que marca é essa
Que trago dentro de mim?
Meu coração tem pressa
Em saber por que assim.
A dura cicatriz
Tatuagem permanente
ferida que cria raiz
E não sai da minha mente.
Reza
Eu acordei de um sonho
Meio doido, meio louco
Eu era pai do meu pai
Filho de várias mães
Eu li num livro
Que não ia chover
Mas choveu
Que ia queimar
Mas não queimou
Então rezei, eu rezei
O pulo do gato
Era ter sete vidas
Já gastei seis
Então rezei, eu rezei
Quando acordei
Eu não vi mais nada
Estava cego como Édipo
Então pelo mundo vaguei
Pelo mundo vaguei...
DESENCONTRO
Meu amor
É flor que desabrocha
É folha jogada ao vento
É a alta montanha rochosa
É teu nome no meu pensamento
Teu amor
É rosa que murcha
É fruta madura caída no chão
É caldeirão sem bruxa
É fogo sem paixão
Nosso amor
É um desencontro
É uma novela com dois finais
É uma reta passando em vários pontos
É um querendo pouco
E o outro querendo mais...
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