Nao me faz Andar pra Tras e nem Ficar Parado
Quero a paz de um dia tranquilo, sem mágoas e sem tristeza. Então aviso: só estou para o que me faz bem e para o resto mudei de endereço.
Se apaixonar, desde que seja recíproco, é bom, faz bem, e por mais que tenhamos um milhão de motivos para chorar, sorrimos por estar ao lado da pessoa que amamos.
Você é a outra... que faz gostar, que faz apaixonar, que faz querer, por quem ele diz sofrer.
Você é a outra... que vive com ele algumas horas do dia, que até participas de algumas alegrias, que quando ele chama se faz presente, de qualquer forma toda sorridente.
Você é a outra, que por muitos anos não lavou a sua roupa, mas que se satisfez por uns dias com beijos de sua boca, e que não ó terá como um todo.
Você é a outra... que hoje ganha seus presentes, mas que quando ele realmente precisa de você, está ausente, e quando quer chorar, me liga e diz que se arrepende de em meu lado não estar.
Você é a outra... que não o rejeita e sempre lhe deseja, que pensa lhe fazer feliz, mas que diz não, quando seria pra dizer sim.
Você é a outra... que mesmo tendo-o em sua posse, sempre levará o nome de aventura, que por onde passar receberá os olhares de censura, que quando acha que vai me ver corre, pois sabe que nos pensamentos dele para sempre vai ser com a matriz que ele dorme.
Você é a outra... e será sempre assim, vazia e infeliz, eu me contento em abraça-lo, pois sei que no seu coração você não preencherá o meu espaço.
Você é a outra... que como cachorro do porto, está comendo os meus restos, o terá só pela metade, pois sou cumplice de sua infidelidade...
Você é a outra... que um dia lhe pediu um basta, que não queria mais ser falsa, deixou de ser boneca, pra engolir as mentiras e promessas...
Você é a outra... que também quis ser matriz, mas não escolheu um homem livre pra ser feliz.
Desejo loucamente que ele lhe ame e que nunca jamais lhe engane.
Achei que pra mim tivesse sido bom, mas me enganei.
Hoje me livrei desse sentimento que pareceu na época um terremoto, mas olhando pra trás só o vejo como um passado remoto.
Quando apartares uma briga fique entre o bem eo mal,
o equilíbrio faz vc descidir de forma correta e ainda acalmar os exaltados, sua tranquilidade interior passa paz aos outros e não será facil tirarem sua paz !.
Se você soubesse o bem que me faz, se você soubesse a paz que me traz... Tenho certeza que jamais me largaria e ficaria por aqui pra sempre. Frio eu TE AMO, não se vaaaaaaaaaaa tão cedo.
Desejos e desesperos, o medo e a incerteza de errar ou acerta, me faz despejar, pensamentos aos ventos, pensamentos que poderiam soar como uma canção em direção ao seu coração!
Eu até gostaria que fosse menos, mas o fato é que já faz seis anos. Na época, eu cursava jornalismo na UCPel, e tinha um mundo inteiro para descobrir (sempre se tem, não é mesmo?). Minha vontade era clara: queria trabalhar com jornalismo escrito e fugia do assunto quando me diziam que eu tinha que ir para a televisão, como âncora de algum telejornal. Sempre gostei das palavras e de como elas informam com liberdade. Acho que ler para saber é sempre mais livre e rico do que ouvir ou do que ver. E talvez essa ideia venha desde o tempo da escola, quando a professora chegava, escrevia um fatídico primeiro parágrafo no quadro e terminava com insuportáveis reticências. E a turma ainda tinha que ouvir: - “Sejam o mais criativos possível!”. Eu sentia uma frustração terrível quando percebia que a minha criação só começava depois dos três pontinhos. Hoje escolho as palavras com a cerimônia de quem escolhe feijões na mesa da cozinha. Liberdade caça jeito, já dizia o poeta.
Mas agora é totalmente diferente. Não estou na faculdade, muito menos na escola, estou pedindo licença para retornar, para retomar o que eu deixei quando parti de Pelotas.
Enquanto cursava a faculdade, mandava textos para este jornal e, para a minha surpresa, depois de um tempo insistindo, eles foram publicados. E era uma felicidade imensa poder "me ler" no jornal da cidade. Era uma sensação de ganhar outros que compartilhassem ideias, um anonimato da imagem. Ser esmiuçada em palavras sempre me envaideceu mais do que comprar um vestido de festa.
Na adolescência, tive a oportunidade de deixar o Sul para desbravar outras fronteiras. E como nessa época, geralmente, a gente acredita que precisa sair do lugar para ir mais longe, eu aceitei.
Fui me despedindo aos poucos de cada pessoa que era importante para mim. Quando partimos, nunca sabemos quando (e se) um dia voltaremos. Faz parte da poesia de ir embora, fantasiar um voo sem trégua.
E nunca esqueço quando o jornalista Clayr Rochefort, então diretor de redação deste periódico, me desejando tudo de melhor, mas quase como quem exige uma promessa, recomendou: “Só não deixe de escrever!”
Noite dessas, no meio de um aniversário, recebo a ligação da minha mãe. Achei um canto onde eu pudesse ouvi-la e ela disse que seria breve. Queria apenas me contar que, reformando a casa, teve que desmontar um armário e, numa caixinha, encontrou meus primeiros brinquedos de infância, a roupinha que eu usei com apenas 24 horas de vida, ao sair do hospital, o primeiro lençol da minha cama de “adulto”. Quando minha voz falhou, coloquei a culpa na telefonia. Não seria fácil justificar algumas lágrimas de saudade numa noite de festa. Mais difícil ainda seria conseguir estancá-las. Saudade das origens é um tipo que não tem cura.
Mesmo que algum tempo tenha passado, eu continuei a escrever e hoje, com grande alegria, anuncio a minha frequência a ser debulhada nessas páginas tão familiares.
É que mesmo que a gente voe pelo mundo, encontre outras línguas, outras culturas, outros cheiros e amores, sempre fica num armário guardado, na cidade que nos embalou a meninice, bastante do que fomos. E, principalmente, aqueles que continuam nos vendo com os mesmos olhos de antes. Raízes, rio que sempre corre, mesmo quando a chuva estia, obrigada por terem me deixado ir e, sobretudo, por terem me lembrado de voltar.
Publicado pelo Diário Popular de Pelotas.
Você é teimoso (a) eu sou do "tanto faz", eu sou carinhoso (a) e você muito grossa (o), eu sou estressada (o) você é passivo (a), e mesmo assim eu te amo. Posso te dizer, como os opostos se atraem!
