Nao me faz Andar pra Tras e nem Ficar Parado
O Direito econômico começa a amadurecer quando percebe que eficiência e justiça não são palavras necessariamente equivalentes.
Grandes injustiças podem nascer de pequenas tarefas executadas por pessoas que decidiram não pensar.
A responsabilidade começa quando percebemos que participar de uma estrutura não elimina nossa capacidade de escolha.
Ser livre não significa escolher todas as circunstâncias; significa responder pelo modo como agimos dentro delas.
O Direito não elimina o absurdo da existência; apenas impede que o absurdo tenha a última palavra sobre a convivência.
A esperança jurídica não é acreditar que tudo terminará bem; é construir mecanismos para que o pior não seja inevitável.
Uma sociedade não pode esperar virtude extraordinária de todos, por isso cria regras ordinárias para limitar danos extraordinários.
O bom Direito não nasce da crença em pessoas perfeitas, mas da criação de estruturas capazes de limitar pessoas imperfeitas.
No fim, o jurista filosófico descobre que fazer justiça não é simplesmente aplicar uma lei ao homem, mas perguntar que ideia de homem aquela lei está ajudando a construir.
A liberdade jurídica não é o direito de fazer tudo; é a garantia de que ninguém poderá impedir arbitrariamente aquilo que a lei permite.
