Nao me faz Andar pra Tras e nem Ficar Parado
Quando uma instituição transforma pessoas em números, o Direito precisa lembrar que números não possuem dignidade, pessoas possuem.
O ser humano não deveria ser meio para o lucro, para a política, para a burocracia ou para a tecnologia.
O Direito não vive fora da história; ele é uma das formas pelas quais uma sociedade interpreta sua própria história.
O Direito deve investigar não apenas quem violou a regra, mas quem teve o poder de escrever a regra.
Duvidar de uma narrativa não significa negar a verdade; significa exigir melhores razões para aceitá-la.
A prova não existe para confirmar aquilo em que acreditamos; existe para permitir que nossa crença seja corrigida.
Compreender uma conduta não significa justificá-la; significa tornar o julgamento intelectualmente mais responsável.
A melhor justiça não é aquela que conhece menos o ser humano, mas aquela que o conhece suficientemente para julgá-lo com cautela.
O contrato social não deveria ser uma autorização permanente para o Estado fazer tudo em nome de todos.
A autoridade pública precisa de poder suficiente para governar e de limites suficientes para não dominar.
Ter um direito de propriedade não significa possuir licença para ignorar todos os direitos ao redor.
Marx percebeu que as relações econômicas também são relações de poder; o Direito não pode fingir que não percebeu.
