Nao me faz Andar pra Tras e nem Ficar Parado
Há amores que não pedem casa, pedem abismo. O nosso foi assim: intenso, especial, mas inabitável. Não por falta de sentimento, mas por excesso de medo. Não por ausência de amor, mas por incapacidade de o sustentar no mundo real. O que existiu entre nós nunca foi pequeno... apenas nunca encontrou chão.
Nós nos amamos no território onde tudo é permitido: na palavra, na promessa, na eternidade abstrata do “para sempre”. Ali, o amor era livre, belo, absoluto. Mas quando se aproximava da vida concreta (do tempo, das escolhas, das consequências) ele recuava, tremia, se escondia. Amar, para nós, não era encontro: era vertigem.
Você me amou sem me escolher. Eu te escolhi sem poder te ter. E nesse descompasso, criamos um laço feito de presença e ausência, de retornos e fugas, de silêncios que gritavam mais do que qualquer declaração. Não foi mentira. Também não foi completamente verdade. Foi sentimento sem morada.
O que nos uniu não foi a possibilidade de ficar, mas a impossibilidade de partir por completo. Eu fui o lugar onde você sentia sem precisar decidir. Você foi o lugar onde eu esperava sem poder avançar. Um amor clandestino não por traição apenas, mas por existir fora do tempo certo, fora da coragem necessária.
E ainda assim, isso não me diminui. Nem te transforma em vilã. Mas nos impede de seguir.
Porque há amores que não adoecem por falta de afeto, e sim por falta de destino. Eles não morrem... suspendem. Ficam pairando como uma música bonita demais para ser interrompida, mas dolorosa demais para ser repetida.
Talvez seja isso que fomos: um amor real demais para ser esquecido, e impossível demais para ser vivido. E amar assim é belo, mas ninguém mora no abismo.
Eu não renego o que sentimos. Honro. Mas aprendi que amor que não encontra destino precisa, ao menos, encontrar fim. Não como castigo, e sim como respeito. Há silêncios que não são ausência... são maturidade. Há despedidas que não negam o que foi, apenas impedem que a dor continue sendo regada.
Então que o silêncio faça o que não conseguimos: nos aquietar. Que ele não grite por rancor, mas por paz. Não por esquecimento, mas por libertação. Eu paro de regar não porque não houve raiz, mas porque já entendi que nem toda raiz foi feita para dar fruto no mesmo solo.
Você é a minha quintessência, não aquilo que se revela de imediato, mas o que sustenta tudo em silêncio. Entre a terra que me ancora, a água que me atravessa, o ar que me eleva e o fogo que me consome, é você quem permanece além, o quinto elemento que não pesa, mas dá sentido a tudo o que sou. Em você, o amor deixa de ser matéria comum e se torna substância rara, invisível aos olhos apressados, mas poderosa o bastante para mover constelações inteiras dentro do peito. Como o éter dos antigos, você habita o que é alto e intangível, o que não se toca, mas governa, o que não se vê, mas conduz.
A falta dela não foi só ausência... foi erosão. Um pouco de mim ficou em cada lembrança, em cada silêncio que se alongou demais. E hoje, quando tento me reconhecer, encontro espaços vazios onde antes havia sentido. Talvez o que mais doa não seja o que ela levou… mas o quanto eu precisei mudar para continuar existindo sem ela.
Dizem que só desejamos aquilo que não possuímos. Talvez seja verdade. Mas o que realmente se torna inesquecível não é, necessariamente, o que foi mais intenso, e sim o que terminou cedo demais. Porque o tempo não teve a chance de transformar encanto em rotina, nem promessas em decepções. Restou apenas a dúvida que nunca encontra resposta: e se tivesse dado certo? Às vezes, não é o amor que sobrevive... é a possibilidade que nunca morreu.
Alguns amores não foram feitos para serem vividos... pois são verdadeiras maldições: não permanecem em nossas vidas, mas duram para sempre dentro de nós.
Eu não sei se alguma vez consegui te dizer isso da maneira certa, mas há momentos em que sinto tua falta de um jeito que me desarma... É uma saudade quieta, dessas que chegam quando tudo ao redor silencia, e então me vem essa inquietude difícil de afastar: imaginar que eu possa atravessar o resto da vida sem o teu amor.
Há noites em que acredito que o tempo finalmente fez o seu trabalho, que aquilo que senti encontrou um lugar sereno no passado. Então, sem aviso, você atravessa meus pensamentos, não apenas como lembrança, mas como presença, e percebo que certas coisas não desaparecem: apenas aprendem a viver em silêncio.
Há algo doloroso em saber que uma pessoa pode estar tão distante e, ainda assim, permanecer tão perto de um lugar que a razão não alcança. Eu segui, a vida seguiu, vieram outros dias, outros caminhos, outras versões de mim, e aprendi que continuar não significa necessariamente esquecer.
Talvez seja isso que ainda me inquieta: existe uma parte da minha história que terminou, mas nunca encontrou um verdadeiro fim dentro de mim. Uma parte de quem eu era ficou naquele tempo, naquele sentimento, em tudo aquilo que fomos... e também em tudo aquilo que poderíamos ter sido.
Talvez alguns amores sejam assim: não chegam para permanecer ao nosso lado, mas deixam em nós algo que permanece, uma espécie de ausência que o tempo não preenche porque, no fundo, nunca foi apenas a falta de alguém, mas a falta de uma vida que poderia ter existido.
Não tenho medo da solidão. Tenho medo de chegar ao fim de uma vida inteira, quando já não houver futuro para me distrair nem tempo para me convencer de qualquer coisa, e descobrir que, por baixo de tudo o que vivi, ainda existia aquela mesma verdade que durante tantos anos tentei silenciar:
eu teria querido viver esta vida com você.
Viver por inteiro
Às vezes, não é falta de amor, é apenas medo de amar outra vez... Medo de se entregar, baixar as defesas e descobrir que aquilo que pode nos fazer felizes também pode nos ferir.
Talvez por isso algumas pessoas esperem encontrar alguém que lhes mostre que pode ser diferente, que as compreenda e as ajude a superar seus medos. Mas acredito que o amor não deveria nascer da necessidade de alguém provar alguma coisa. A pessoa certa não precisa representar um papel para ser amada; precisa apenas ter coragem de ser quem realmente é.
E talvez seja justamente aí que o medo comece a perder força: quando encontramos alguém diante de quem também podemos ser nós mesmos, sem precisar esconder o que sentimos ou explicar tudo aquilo que somos.
Porque amar nunca veio com garantias. É apenas o encontro de duas pessoas imperfeitas que, sendo verdadeiras uma com a outra, decidem correr o risco de sentir.
No fim, coragem não é deixar de ter medo. É não permitir que o medo nos faça viver pela metade.
"A vida é indiferente às convicções que você sustenta e não deve explicações a ninguém; afinal, e apesar de toda a ação humana, já é primavera."
"Privar os estudantes do aprendizado sobre gestão do dinheiro é não preparar a juventude para os desafios reais do mercado."
A falta de conteúdos práticos na sala de aula gera desinteresse nos alunos que não veem aplicação do que estudam.
Uma educação que não aborda o sistema financeiro deixa o aluno desprevenido perante a inflação e a oscilação econômica.
O ambiente escolar deve ser um espaço de incentivo ao crescimento contínuo, não à limitação do aprendizado.
O currículo que não ensina a gerir o próprio dinheiro falha na preparação básica para o mercado de trabalho.
Saber a Hora de se Respeitar e Partir
Insistir em portas que não se abrem, em laços que já não têm afinidade e em lugares onde a nossa presença é apenas tolerada é um desperdício da nossa energia sagrada. Que a gente aprenda a nos respeitar antes de insistir. Há uma linha muito tênue entre a persistência e a teimosia que fere o nosso amor-próprio. O respeito próprio nos dá a lucidez necessária para entender quando um ciclo chegou ao fim. Retirar-se de onde não há reciprocidade não é sinal de fraqueza, mas de uma força gigante que diz: "eu mereço mais". Quando passamos a nos respeitar em primeiro lugar, deixamos de mendigar atenção e passamos a caminhar apenas onde a nossa luz é celebrada, e não escondida.
De quando meus lábios tocaram aos teus...
Não há um dia em que os meus não se perguntam onde está os teus? Seja perto seja longe, tanta saudade me consome..
Me perder nos teus olhos ja é costume,
Me soltar no seu abraço não me confunde
Mas encontrar um beijo seu... é aquilo que o coração assume.
Tal sentimento não se resume, bom é estar perto a ti, melhor é sentir que Samos tão nós, que "eu" e "você" deixou de existir.
Queria saber explicar, como um beijo seu me ajuda a melhorar, mais prefiro recitar, que um beijo seu é tudo aquilo que eu desejo encontrar.
Não tenha medo de reagir e perder quem só te aceita quando você se cala. Quem te domina nunca te pertenceu de verdade. 🚫🙌
Cristãos não são desprezados, são roubados. As leis desse mundo é a mesma sua força. Quem as domina é rei. Pega visão!
