Nao me Comove mais
Um querer mórbido:
"A couve flor dos fatos,
nada mais
causa embaraço
e é minha
toda minha
a maneira
de pontuar-te,
ponderar-te
ensaiar-te:
"Teatro de loucura,
solidão sem encarte!
“Vai um dia e vem outro dia. O dia mal passa, o dia bom também. Por mais difícil que seja, vai passar. Confie em quem é maior que os dias.” José de Arimatéia Silva Uchôa
⛑️AiD Tem 1 ditado que diz:
"O despreocupado tem mais 1000 de vida"
O despreocupado tem mais tempo de vida porque o seu subconsciente é menos vulnerável
A Medida do Sacrifício
Era como um artesão que constrói a mais bela das moradas, esculpindo cada pilar com as próprias mãos feridas, polindo o assoalho com as próprias lágrimas. Ele ergueu as paredes de madeira para abrigar você da tempestade, abriu janelas para que a luz da manhã beijasse o seu rosto e preparou a mesa com o que havia de mais precioso em sua própria vida. Ele fez tudo isso sabendo, desde o momento em que cortou a primeira tábua, que você trancaria a porta por dentro e o deixaria do lado de fora, na chuva.
Ele desceu de um trono intocável para caminhar sobre a poeira das estradas que você mesmo pavimentou com distância e esquecimento. Foi o pastor que deixou as pastagens seguras para entrar na floresta mais escura e hostil, absolutamente ciente de que a ovelha perdida, ao ser encontrada, tentaria fugir de volta para os espinhos.
Na matemática fria dos homens, o amor é um investimento que exige retorno. Ninguém derrama água limpa em terra seca sem a garantia de que a flor vai brotar. Mas a lógica dEle sempre desafiou as regras da troca. Ele não plantou a semente exigindo a colheita do seu afeto; Ele plantou porque a sua essência é dar vida, mesmo àqueles que se acostumaram com o deserto. Ele viu a traição antes que o beijo fosse dado no jardim. Ele ouviu a negação antes que o galo cantasse na madrugada. Ele sentiu o peso da rejeição antes que o martelo fosse erguido.
O Rei do universo despiu-se de sua glória para vestir a vergonha de uma cruz áspera, pagando uma conta incalculável por um devedor que, muitas vezes, rasgaria o recibo com indiferença. Ele olhou através da eternidade, viu as suas falhas, a sua ausência, os dias em que o nome dEle seria apenas um eco distante na sua rotina, e ainda assim respirou fundo e decidiu seguir em frente.
Não houve nenhuma ingenuidade em sua entrega. Ele não caminhou para o Gólgota iludido, esperando que o mundo inteiro o abraçasse arrependido. Ele marchou para o sacrifício com a clareza cortante de quem conhece o abismo do coração humano. No ápice daquela tarde escura, a maior prova de graça não foi apenas o fôlego que se esvaiu, mas a aceitação silenciosa da sua recusa. Entre a terra que o rejeitava e o céu que se calava, a verdade foi cravada na história para sempre: ele te amou sabendo que não seria correspondido.
Roda-viva mortal
Demétrio Sena - Magé
Mais do que nunca (ou então do que sempre), a sociedade como um todo sofre, sendo vítima de quem um dia foi sua vítima inicial: por desamparo, preconceito, arrogância e negligência. Mas a sociedade jamais aprende: continua fazendo vítimas que sempre voltarão para fazer da mesma, essa vítima de quem ela faz vítima e logo depois se torna. Isso é uma interminável roda-viva mortal.
É algo notório e sociológico: existem tanto a vítima estrutural (inicialmente o lado mais frágil) quanto a vítima retroativa ou por estorno (vítima da primeira vítima), numa disputa insana que as torna vítimas rotativas uma da outra. Trocar o conceito ou contexto de vitimado por vitimizado não cabe a nenhuma das margens. Muito menos à margem que, desde sempre, já é mesmo marginalizada.
No fim de tudo, a sociedade é sua própria vítima, porque sempre viveu dos guetos que ela produz. Os guetos criam sub-sociedades à margem dos olhos majoritários e se organizam. De vítimas, tornam-se algozes, fazem vítimas onde se tornaram e jamais conseguiram se libertar: são vítimas terminais das próprias vítimas que são, enquanto seguem tentando ser algozes de seus algozes iniciais.
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Venço a dor
Lá no horizonte...
estou mais perto de você
assim que me convenço
pra sobreviver.
Do outro lado da tela...
estou mais perto de você...
assim é que a dor venço,
procurando não enlouquecer.
Do outro lado da tela,
estou mais perto de você;
entre pixels, suspiros e estrelas,
meu coração aprende a te ver.
Assim é que a dor venço,
costurando a noite em clarão,
transformando o silêncio imenso
em abrigo para a solidão.
Procuro não enlouquecer
quando a saudade bate à porta,
quando a distância insiste em dizer
que toda esperança está morta.
Mas seu nome acende a madrugada,
feito farol sobre o mar;
e, mesmo estando tão distante,
sinto sua presença chegar.
Talvez o amor seja isso:
uma ponte invisível, inteira,
ligando dois mundos feridos
pela luz de uma tela passageira.
FRASE LINDA DO IMPERADOR JULIO CESAR SOBRE O SENTIMENTO MAIS NOBRE ENTRE UM HOMEM E UMA MULHER:
"As vezes sinto que ja te amei na encarnação passada e jurei te amar em todas as outras que virão, então não me culpe por te amar tanto assim, só estou cumprindo a minha promessa´"´. Júlio César
O TEMPO E NÓS.
O tempo é o tempero da existência. Envolve-nos tanto nos atos mais simples quanto naqueles de extrema relevância. É o grande transformador das almas, fazendo do aflito um ser esperançoso no porvir, demonstrando que tudo está intimamente ligado às mudanças expressivas e inevitáveis no grande altar da humanidade.
Mesmo sob o véu que, por ora, desce sobre os nossos sentimentos, sejam eles aliados ao bem ou comprometidos com a ausência dele, o tempo abre-nos as perspectivas das inúmeras existências já vividas, as quais se sucedem como uma imensa catadupa lançada na eternidade, revelando-nos que somos Espíritos imortais.
Aquele que se beneficia do bom aproveitamento do tempo permite-se transformar, perdoando e também perdoando a si mesmo, pois urge a necessidade de um novo recomeço, que se renova a cada instante em que se busca alcançar a mansuetude do amor.
Contudo, não raras vezes, para não nos comprometermos conosco mesmos, esperamos que o Evangelho faça a sua parte sem a nossa participação. Suas palavras permanecem escritas, mas ainda não vividas. Entretanto, o perfume dessa Boa Nova, que repousa implicitamente em nosso íntimo, cedo ou tarde transforma-se em espinho na carne, nas circunstâncias que o próprio tempo, soberano educador, coloca diante de nós.
O valoroso instante em que passamos a enxergar, naquele a quem antes chamávamos de algoz, um irmão de jornada, possui a extraordinária capacidade de transformar a inimizade em fraternidade, permitindo que aquele que outrora nos feria seja, agora, a mão amiga que nos acompanha na caminhada existencial.
O tempo, no universo, não aceita desertores, porque ninguém está desprovido dele em sua expansão infinita. Carregamo-lo em nós mesmos, comprometidos para sempre com as consequências de nossas ações e reações. Cada um é protagonista da própria vida, mas é necessário permitir que outros também participem dela, para completar a grande película da história, que jamais se cansa de registrar os passos da humanidade.
Por isso, meus amigos e meus irmãos, saibamos compreender o tempo. É impossível afastar-se daquilo que pertence intimamente a cada um de nós e que, ao mesmo tempo, nos une a todos.
Somos irmãos.
Deus é o Autor da vida.
O tempo é o instrumento que Ele nos empresta durante a existência corporal, para que nos tornemos agentes conscientes do aprendizado e do aperfeiçoamento moral, unidos pela certeza de que somos aqueles que abraçam o tempo para, sem o término da alma, alçarem voo, plenificados em um só amor, de volta à Casa Celeste.
"Muita Paz!"
"Catarina Labouré"
“A humildade é a flor rara que cresce no jardim daqueles que descobriram que a alma vale mais que todas as conquistas do mundo.”
“Há silêncios que dizem mais que palavras, porque neles a alma conversa diretamente com o infinito.”
LIVRO: A ESPIRITUALIDADE DE LÉON DENIS.
Mais do que uma biografia, esta obra é uma aproximação à alma de um dos grandes continuadores do pensamento espírita após Allan Kardec.
Léon Denis (1846–1927) dedicou sua existência ao estudo, à divulgação e à vivência dos princípios espíritas, desenvolvendo uma reflexão profundamente marcada pela imortalidade da alma, pela lei do progresso, pela responsabilidade moral e pela esperança diante das provas da existência. Sua trajetória, atravessada por limitações físicas, dificuldades e intenso trabalho intelectual, revela um homem que procurou transformar a convicção espírita em experiência interior e compromisso com o bem.
Em A Espiritualidade de Léon Denis, Marcelo Caetano Monteiro percorre esse universo espiritual e filosófico, destacando não apenas o escritor, conferencista e estudioso, mas sobretudo o homem que fez da própria existência um testemunho de perseverança, fé raciocinada e dedicação à Doutrina Espírita.
Entre o pensamento de Kardec, as grandes questões da alma e as próprias experiências de Denis, o leitor é conduzido por temas como a sobrevivência do Espírito, a dor, o destino, o progresso, a prece, a fraternidade, a responsabilidade individual e a busca incessante pela verdade.
É também um convite para compreender por que Denis se tornou uma referência tão marcante na expansão do Espiritismo e por que sua obra continua encontrando ressonância entre aqueles que procuram conciliar razão, sentimento e espiritualidade.
Este livro não pretende apenas falar sobre Léon Denis. Procura aproximar o leitor da espiritualidade que animou Léon Denis, aquela que transforma conhecimento em consciência, sofrimento em aprendizado e fé em caminho de renovação.
Uma homenagem a um homem que, depois de Kardec, ajudou a manter acesa a chama do pensamento espírita, fazendo de sua própria vida uma longa caminhada em direção à luz.
Marcelo Caetano Monteiro.
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"Muitas vezes, quando o coração mais se dói de solidão e ingratidão, é que está mais próximo de Deus."
Escritor: Marcelo Caetano Monteiro.
"Aprendamos, pois, a buscar menos o bem-estar ilusório e mais o estar bem verdadeiro, cultivando a alma, praticando o bem e iluminando nossa consciência."
Escritor: Marcelo Caetano Monteiro.
O CÉU E O INFERNO — SEGUNDA PARTE. AUGUSTE MICHEL.
Há neste episódio uma das mais densas ilustrações da psicologia espiritual delineada pela O Céu e o Inferno. Não se trata apenas de um relato mediúnico, mas de um documento experimental daquilo que a doutrina denomina de persistência vibratória do apego e da simbiose fluídica entre o Espírito e os despojos corporais.
Auguste Michel, homem entregue aos prazeres sensoriais e à exterioridade mundana, construiu durante a vida uma estrutura psíquica fortemente ancorada na matéria. Não havia nele perversidade deliberada, mas uma esterilidade moral que, sob a ótica espírita, é igualmente grave. Sua consciência permaneceu inativa diante das finalidades superiores da existência, o que produziu, após a morte, um fenômeno clássico descrito na literatura kardeciana: a perturbação espiritual prolongada.
O que se observa em suas comunicações é a incapacidade de dissociação imediata entre o perispírito e o corpo físico. A morte orgânica não implicou libertação automática. Ao contrário, o Espírito permaneceu em estado de aderência psíquica ao cadáver, como se este ainda fosse o seu eixo de identidade. Essa condição não é simbólica, mas efetivamente real no plano fluídico. O perispírito, impregnado de hábitos materiais, conserva impressões sensoriais que o fazem experimentar uma espécie de eco da dor física, ainda que o corpo já esteja inerte.
A frase “ainda estou preso ao meu corpo” não deve ser compreendida como metáfora. Trata-se de uma ligação vibratória sustentada por afinidade. Quanto mais o indivíduo vive exclusivamente para o corpo, mais densos se tornam os laços que o prendem a ele após a morte. A matéria não o retém por força própria, mas pela sintonia que o próprio Espírito cultivou durante a existência.
Essa simbiose revela um princípio fundamental da filosofia espírita: o Espírito não abandona instantaneamente aquilo com que se identificou profundamente. O corpo torna-se, por assim dizer, um polo de atração psíquica. O túmulo, nesse contexto, converte-se em um ponto de fixação mental, um centro de gravidade fluídica para o Espírito perturbado.
É nesse cenário que se evidencia o papel da prece.
A insistência de Auguste Michel para que se orasse junto ao local onde seu corpo jazia não era um capricho, mas uma necessidade vibratória. A prece, segundo a doutrina, não é apenas um ato devocional, mas uma emissão de forças psíquicas organizadas, capazes de atuar sobre o perispírito. Quando realizada nas proximidades do corpo, essa ação torna-se mais incisiva, pois incide diretamente sobre o foco de ligação entre Espírito e matéria.
A observação doutrinária é clara ao sugerir uma ação de natureza quase magnética. A prece eleva o padrão vibratório do ambiente e, simultaneamente, enfraquece os liames inferiores que mantêm o Espírito aprisionado. Há, portanto, uma dupla eficácia. Moral, porque desperta no Espírito o arrependimento e a lucidez. Material, porque atua sobre os fluidos que sustentam a ligação ao corpo.
Quando finalmente o médium atende ao apelo e ora junto ao túmulo, o resultado torna-se evidente. O Espírito relata alívio, maior clareza e início do desligamento. Com o tempo, ele declara-se livre da cadeia que o prendia, embora ainda sujeito às consequências morais de sua vida estéril.
Este ponto é crucial. A libertação do corpo não equivale à redenção espiritual. O sofrimento subsequente não é mais físico nem fluídico, mas moral. Surge então a consciência do tempo perdido, da inutilidade das faculdades desperdiçadas, da ausência de obras meritórias. É o despertar da responsabilidade.
MORAL DO ACONTECIDO
A narrativa demonstra, com rigor filosófico e psicológico, três princípios fundamentais.
Primeiro. O apego à matéria densifica o Espírito e prolonga sua perturbação após a morte. Viver exclusivamente para o corpo é preparar para si mesmo uma libertação dolorosa e lenta.
Segundo. A prece possui eficácia real. Não é um gesto vazio, mas uma intervenção ativa no campo espiritual. Pode aliviar, esclarecer e até mesmo acelerar o processo de desligamento do Espírito, sobretudo quando associada à caridade sincera.
Terceiro. A ausência de mal não equivale à prática do bem. A neutralidade moral gera estagnação, e esta, por sua vez, conduz ao sofrimento pela consciência do vazio existencial.
Há, portanto, uma advertência silenciosa neste caso. A vida não deve ser apenas evitadora do erro, mas produtora do bem. O Espírito que não constrói valores superiores permanece, após a morte, desorientado, sem referências elevadas que o sustentem.
E assim se conclui que a morte não transforma o homem, apenas revela aquilo que ele fez de si mesmo.
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" E tudo aquilo que permanece encarcerado dentro do espírito acaba retornando mais tarde sob a forma de ansiedade, angústia ou vazio existencial.
Por isso, quando a emoção agonizar dentro de você, não a humilhe.Não a trate como inimiga."
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