Nao me Comove mais

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“Vale mais um gesto autêntico de amor do que toda a frieza dos sistemas que desconhecem a alma.”

“O beija-flor rompeu a corrente invisível que o mantinha cativo junto à mais formosa das flores. E, ao afastar-se, descobriu que certas belezas não aprisionam pelo perfume, mas pela ausência que deixam no espírito.”

" A humildade artificial é uma das formas mais sofisticadas do orgulho "

"A dor é uma sombra fiel. Quanto mais intensa a luz da esperança, mais nítida ela se torna."

"A alma aprende mais em uma noite de angústia do que em muitos anos de tranquilidade."

" Às vezes, uma única lágrima contém mais verdade sobre uma vida inteira do que todas as palavras pronunciadas. "

“Riso de criança. No jardim inteiro dança. Sob um sol mais dourado.”

" Do nosso amor só restaram mais papéis que memórias, nem lápis ou gotas estranhas. "

" Convivi com idiotas por tempo demais; hoje, aprendi que meu tempo vale mais do que suas tolices. "

O MUNDO ESPIRITUAL.
Esse tema de O Livro dos Espíritos é um dos mais profundos de toda a Codificação, porque estabelece uma inversão completa da maneira comum pela qual a Humanidade costuma enxergar a existência.
Kardec pergunta qual dos dois mundos é o principal: o espiritual ou o material. A resposta dos Espíritos é categórica:
"O mundo espírita, que preexiste e sobrevive a tudo."
Isso significa que o mundo espiritual não é uma consequência do mundo físico; ao contrário, o mundo físico é que constitui uma condição transitória dentro da realidade espiritual.
O significado de "Mundo Normal Primitivo"
A expressão "mundo normal primitivo" não deve ser entendida como algo rudimentar ou atrasado.
Na linguagem empregada por Kardec, "primitivo" significa primeiro, originário, fundamental.
Assim, o mundo dos Espíritos é chamado de:
Mundo normal, porque nele os Espíritos vivem em seu estado natural.
Mundo primitivo, porque ele existe antes da encarnação e permanece depois da desencarnação.
A vida corporal é temporária; a vida espiritual é permanente.
O Espírito não foi criado para ser homem ou mulher, rico ou pobre, jovem ou velho. Essas são circunstâncias passageiras da experiência terrestre. Sua verdadeira condição é a de ser espiritual.
A matéria é secundária
A questão 86 é extraordinária:
"O mundo corporal poderia deixar de existir, ou nunca ter existido, sem que isso alterasse a essência do mundo espírita?"
"Decerto."
A resposta mostra que o universo material não é a base da realidade.
Se toda a matéria desaparecesse, os Espíritos continuariam existindo.
Isso não significa que a matéria seja inútil. Pelo contrário. Ela é instrumento de progresso.
Em O Livro dos Espíritos, Kardec demonstra que a encarnação é uma necessidade educativa. O Espírito utiliza a matéria para desenvolver inteligência, sentimentos, experiência e responsabilidade moral.
A matéria é escola.
O Espírito é o aluno.
Os Espíritos estão por toda parte
A questão 87 talvez seja uma das mais impressionantes de toda a obra.
Os Espíritos afirmam:
"Estão por toda parte. Povoam infinitamente os espaços infinitos."
Não existe um "céu" localizado em alguma região específica do universo.
O mundo espiritual não é um lugar isolado.
Ele interpenetra toda a criação.
Os Espíritos vivem ao nosso redor, movem-se entre nós e compartilham os mesmos espaços físicos sem serem percebidos pelos sentidos corporais.
Por isso os Benfeitores acrescentam:
"Tendes muitos deles de contínuo ao vosso lado, observando-vos e sobre vós atuando."
Essa observação possui enorme consequência filosófica e moral.
Jamais estamos verdadeiramente sós.
Nossos pensamentos, sentimentos e atos repercutem no ambiente espiritual que nos cerca.
Criamos afinidades.
Atraímos companhias.
Estabelecemos sintonia.
Daí a importância que toda a Codificação dá à vigilância dos pensamentos, à reforma moral e à elevação das intenções.
Uma potência da Natureza
Outro ponto frequentemente ignorado é quando os Espíritos afirmam:
"Os Espíritos são uma das potências da natureza."
Kardec não apresenta os Espíritos como seres sobrenaturais.
Para o Espiritismo, não existe sobrenatural.
Os Espíritos fazem parte das leis divinas da criação, assim como a gravidade, o magnetismo, a eletricidade ou qualquer outra força natural.
A diferença é que a ciência da época ainda não possuía instrumentos adequados para estudar plenamente essa dimensão da realidade.
Por isso Kardec insistia que o Espiritismo não veio destruir as leis da Natureza, mas revelar leis ainda desconhecidas.
Regiões interditas aos menos adiantados
A resposta termina com uma observação importante:
"Nem todos, porém, vão a toda parte, por isso que há regiões interditas aos menos adiantados."
Não se trata de castigo arbitrário.
É uma questão de afinidade vibratória e moral.
Assim como uma criança não acompanha um curso universitário porque ainda não possui preparação intelectual, os Espíritos inferiores não conseguem permanecer em esferas mais elevadas porque lhes faltam condições morais para isso.
Cada Espírito habita naturalmente o ambiente compatível com seu grau de adiantamento.
O progresso moral amplia os horizontes da alma.
Quanto mais o Espírito se purifica, mais vasto se torna o universo ao qual pode ter acesso.
Reflexão:
Essas quatro questões (84 a 87) condensam uma das teses centrais da Doutrina Espírita:
Nós não somos seres materiais que ocasionalmente possuem uma alma. Somos Espíritos imortais que temporariamente utilizam um corpo.
Antes do nascimento já existíamos.
Depois da morte continuaremos existindo.
A encarnação é apenas um capítulo da jornada infinita da alma.
O mundo espiritual não é um lugar distante para onde iremos um dia. Segundo Kardec, ele nos envolve neste exato instante, constituindo o verdadeiro cenário da vida universal.
A Terra é uma estação de aprendizado.
O Espírito é o viajante eterno.
E o mundo espiritual é sua pátria de origem e de destino.
Fonte: O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.

" O silêncio, por vezes, é o mais profundo dos túmulos. "

"As ideias mais frágeis raramente sobrevivem pela força da razão, mas frequentemente encontram apoio em idiotas úteis."

O TEMPO E NÓS.
O tempo é o tempero da existência. Envolve-nos tanto nos atos mais simples quanto naqueles de extrema relevância. É o grande transformador das almas, fazendo do aflito um ser esperançoso no porvir, demonstrando que tudo está intimamente ligado às mudanças expressivas e inevitáveis no grande altar da humanidade.
Mesmo sob o véu que, por ora, desce sobre os nossos sentimentos, sejam eles aliados ao bem ou comprometidos com a ausência dele, o tempo abre-nos as perspectivas das inúmeras existências já vividas, as quais se sucedem como uma imensa catadupa lançada na eternidade, revelando-nos que somos Espíritos imortais.
Aquele que se beneficia do bom aproveitamento do tempo permite-se transformar, perdoando e também perdoando a si mesmo, pois urge a necessidade de um novo recomeço, que se renova a cada instante em que se busca alcançar a mansuetude do amor.
Contudo, não raras vezes, para não nos comprometermos conosco mesmos, esperamos que o Evangelho faça a sua parte sem a nossa participação. Suas palavras permanecem escritas, mas ainda não vividas. Entretanto, o perfume dessa Boa Nova, que repousa implicitamente em nosso íntimo, cedo ou tarde transforma-se em espinho na carne, nas circunstâncias que o próprio tempo, soberano educador, coloca diante de nós.
O valoroso instante em que passamos a enxergar, naquele a quem antes chamávamos de algoz, um irmão de jornada, possui a extraordinária capacidade de transformar a inimizade em fraternidade, permitindo que aquele que outrora nos feria seja, agora, a mão amiga que nos acompanha na caminhada existencial.
O tempo, no universo, não aceita desertores, porque ninguém está desprovido dele em sua expansão infinita. Carregamo-lo em nós mesmos, comprometidos para sempre com as consequências de nossas ações e reações. Cada um é protagonista da própria vida, mas é necessário permitir que outros também participem dela, para completar a grande película da história, que jamais se cansa de registrar os passos da humanidade.
Por isso, meus amigos e meus irmãos, saibamos compreender o tempo. É impossível afastar-se daquilo que pertence intimamente a cada um de nós e que, ao mesmo tempo, nos une a todos.
Somos irmãos.
Deus é o Autor da vida.
O tempo é o instrumento que Ele nos empresta durante a existência corporal, para que nos tornemos agentes conscientes do aprendizado e do aperfeiçoamento moral, unidos pela certeza de que somos aqueles que abraçam o tempo para, sem o término da alma, alçarem voo, plenificados em um só amor, de volta à Casa Celeste.

"Muita Paz!"

"Catarina Labouré"

desnudou-se a tarde mostrando o seu esplendor mais íntimo...deixa-nos com a doce cadência da brisa, e o sol se escapa por entre os eucaliptos...e o ar vai sustendo os aromas.


natalia nuno

Artigo único do Código Poético: o silêncio pesa mais que qualquer ausência, mais grave que a despedida e sem possibilidade de recurso.

Há silêncios que gritam mais do que qualquer despedida.

DESCOBRI

Descobri que uma das coisas que mais gosto de fazer nesta vida é escrever. Mesmo que o que escrevo seja desordenado e desalinhado para uns, uma loucura ou uma idiotice para outros. Que as frases sejam sem nexo e sem uma direção certa. Não importa. Só sei que escrever me alimenta. Alimenta e relaxa meu coração poético.
Queria escrever algo banal, tranquilo que apenas me levasse a fugir deste corre-corre da vida. Não sei o que eu quero com isso. Talvez atingir o cume da montanha mais alta. Não sei.
Talvez me perguntem, por que a montanha? Talvez pudesse ser a mata, ou o deserto, ou o mar, quem sabe o céu. O que importa quando não sabemos se a direção é certa ou incerta como o tempo?
Escrever atinge o ilimitado. É como a vida, ilimitada, sem uma coordenação. Quero atingir todos os limites, o cume, o ápice, a adrenalina constante.
Estou ainda tentando escrever algo sereno, algo que deixasse um pouco de lado meu apogeu. Mas não encontro. Na verdade nem quero encontrar, quero continuar buscando cada vez mais.
A outra coisa que gosto de fazer é amar. Amar quer dizer algo? Amar nunca foi algo. Amar é tudo. Eu gosto de amar as pessoas, amar me deixa feliz. Saber que as pessoas estão felizes me deixa extremamente feliz.
Meu instinto de mulher quando amo fica tão estável que eu poderia descrever detalhes que talvez inundasse esta pagina com palavras de amor...mas o que importa isso tudo se ninguém se importa mais com o amor.
Amar é tão vasto que eu poderia me perder amando. Escrever e amar são uma junção que combinam. Em meus versos escrevo amando sem uma noção certa do que quero deixar na página, apenas amo escrevendo e escrevo amando.

Por mais distante que a presença pareça, por mais que a saudade aperte o coração, nada nos impede de ir além da nossa imaginação. Nada nos impede de buscar um caminho que nos leve muito mais perto do sonho de estar ao lado de quem tanto desejamos.

No mistério do olhar brilha com intensidade os desejos mais ocultos.

Seja livre. A liberdade tem o poder de nos levar ao mais alto nível de felicidade plena.