Nao Magoe um Alguem
*Aquilo que o tempo não consegue levar.*
O bar tinha apenas três mesas ocupadas. Um casal discutia em voz baixa no canto, um homem dormia abraçado ao copo como se aquilo fosse uma espécie de documento de identidade, e eu estava no lugar de sempre, perto do balcão, ouvindo uma música antiga sair do junkbox com aquele som cansado de quem também já viveu mais do que deveria.
O dono do bar limpava um copo que nunca parecia ficar limpo. Talvez fosse uma mania. Talvez fosse uma forma de passar o tempo sem precisar pensar nele.
Pedi outra dose.
Não porque precisava beber. Isso seria uma explicação simples demais. Às vezes a gente não procura o álcool. Procura um intervalo. Um lugar onde ninguém pergunte quem você se tornou depois de tantos anos tentando ser alguém.
Fiquei olhando aquelas pessoas espalhadas pelo salão e pensei que todo bar é uma pequena sala de espera.
Cada mesa tem alguém negociando consigo mesmo.
Tem gente tentando esquecer uma conversa que nunca teve coragem de iniciar. Tem gente comemorando uma vitória que já perdeu o sentido. Tem gente rindo alto apenas para não ouvir o próprio silêncio.
Eu conheço bem esse tipo de gente.
Conheço porque já sentei em todas essas cadeiras.
Existe uma despedida que acontece sem barulho. Ela não chega anunciada. Não leva malas. Não deixa bilhete em cima da mesa.
Ela apenas começa a diminuir alguma coisa dentro da gente.
Um dia você percebe que já não ri como antes. Que alguns sonhos perderam a força. Que aquela vontade quase irresponsável de mudar tudo foi substituída por uma lista de desculpas bem organizadas.
É assim que a vida costuma vencer.
Não destruindo.
Adaptando.
Ela não precisa arrancar sua coragem. Basta oferecer conforto suficiente para que você mesmo entregue.
A tragédia não está nos cabelos brancos, nas rugas ou nos anos acumulados.
A tragédia é quando alguém olha para dentro e percebe que virou exatamente aquilo que prometeu nunca ser.
Uma pessoa aceitável.
Uma pessoa que aprendeu a engolir a própria indignação para manter a mesa organizada, o emprego seguro e a fotografia da família sem rachaduras.
Aos poucos, a tempestade vira previsão do tempo.
E depois a culpa vai para os anos.
Como se o calendário tivesse assinado os contratos por nós.
Mas a verdade é menos bonita.
Foram pequenas escolhas. Pequenas desistências. Pequenas covardias guardadas como se fossem maturidade.
O homem do canto pediu mais uma bebida. O casal foi embora sem se despedir. A música mudou no junkbox.
Eu continuei ali.
Pensando que talvez o maior perigo da vida não seja perder tudo.
Talvez seja conservar tudo e perder a si mesmo no processo.
Porque o tempo realmente leva algumas coisas.
Leva a juventude.
Leva a força.
Leva o corpo devagar, sem pedir permissão.
Mas existe uma parte que ele não consegue tocar.
A parte que ainda deseja.
A parte que ainda se revolta.
A parte que ainda é capaz de errar por vontade própria.
Essa parte não morre com o tempo.
Morre quando a gente abandona.
Então eu levantei o copo, não como uma celebração, mas como um aviso para mim mesmo.
Ainda havia alguma coisa ali.
Alguma coisa imperfeita.
Alguma coisa que não tinha aceitado completamente a derrota.
E talvez seja isso que mantém alguns de nós de pé.
Não a esperança.
A esperança é uma palavra muito bonita para uma noite tão cansada.
Talvez seja apenas a recusa silenciosa de entregar tudo.
Porque no fim das contas, o tempo leva apenas o corpo.
O resto...somos nós que deixamos para trás.
Homens não morrem por algo
de que duvidam. Não é preciso um homem inteligente para olhar ao redor e saber que no mundo falta alguma coisa. Não sou eu, é o próprio Cristo que olha para você e estilhaça suas defesas. E nesse momento você entenderá que é totalmente conhecido de Deus e se sentirá completamente amado.
A gente não nasce mãe, a gente nasce filha e morre filha, mas um dia uma mãe nasce na gente!
Mãe não tem manual!
Conforme a vida vai exigindo, vem o instinto, garra, força e zelo pela cria... quase visceral.
Mãe não vem com manual de instrução, um dia você vira mãe e pah... Sua vida muda completamente!
E em meio à tantas questionamentos, cobranças, auto questionamento, (fiz o melhor?!
Onde eu eu errei?! )
Você vê os acertos e é neles que você tem que focar!!!
Eu sou a melhor mãe que eu posso ser.
No filho você planta as sementes , mas é ele quem vai germina-las, fazê-las florir ou não...
Ei!, Eu não tenho muito, Mas tenho um abraço apertado. Não tenho rios de dinheiro... Mas tenho paz... Na verdade eu não tenho nada, só tenho amor.
Vencer ou perder não faz diferença em uma guerra.
De que adianta a um rei conquistar a vitória, se ele próprio não sabe organizar a paz?
Eu não quero mais chorar ou lamentar-me por ti
Tenho outro "amor" que me espera
Um amor simples e fácil,
doce e ao mesmo tempo amargo,
pois não tem o teu gosto.
Se o destino não houvesse de ser tão cruel
E o tempo perdoasse quem ama
O verdadeiro e mais puro amor serias tu
Quem partiu para o plano espiritual não pode retornar para viver entre nós mas um dia também iremos para lá e nos encontraremos.
Quem partiu para o plano espiritual não pode retornar para viver entre nós, mas um dia nós também iremos para lá e nos encontraremos.
"As palavras já chegaram, e o sentimento não veio.
Talvez amá-la seja apenas um sonho de verão, um devaneio.
O que sei? Meu amor não é de veraneio.
Meu joelho ainda se recorda de cada prece, cada oração; minha boca ainda roga por um beijo.
A madrugada ainda me açoita a alma, o vento frio ainda tem seu cheiro.
Vejo sua foto; na memória ainda fantasio-nos um futuro, meu algoz ainda me açoita o peito.
Minhas mãos almejam o aveludar da tez e do sedoso cabelo.
Vultuoso e negro.
Volúpia, meu eu em ti, desejo.
Anseio.
Aconchego.
No taciturno seio.
Se n'outro plano, eu vejo.
Meu reflexo em seus olhos, como em espelho.
A memória me trai, mas de ti não me esqueço.
Recordo-me das juras, das promessas, de cada letra a ti escrita, cada texto.
As palavras já chegaram, e o sentimento não veio.
Talvez amá-la seja apenas um sonho de verão, minha cela, em devaneio..."
Aos 31 — A Vida que Escolhi Viver
Trinta e um anos.
Talvez a vida não seja uma linha reta,
mas uma coleção de caminhos
que só fazem sentido quando olhamos para trás.
Nasci pequeno demais para entender o mundo,
e tive a sorte de encontrar, muito cedo,
um lar onde aprendi que família
é, acima de tudo, presença, cuidado e amor.
Meus pais me deram mais que um sobrenome,
me deram raízes.
Meus irmãos me deram histórias,
brigas, risadas, cumplicidades
e aquela bagunça bonita
que só existe onde existe pertencimento.
E foi ali, entre eles,
que comecei a descobrir quem eu poderia ser.
Depois a vida me levou para longe daquele começo.
Vieram responsabilidades,
trabalho, escolhas, erros, acertos,
dias em que fui forte
e outros em que apenas continuei.
Vieram amores.
Vieram despedidas.
Vieram recomeços.
E, no meio de tudo isso,
a vida me confiou o maior dos títulos:
pai.
Hoje existem dois pequenos corações
que fazem o futuro deixar de ser apenas meu.
Por eles, compreendi que crescer
não é simplesmente envelhecer.
É aprender a carregar responsabilidades
sem perder a capacidade de sonhar.
É descobrir que força
não está em nunca cair,
mas em levantar sabendo
que alguém pode estar olhando para nós
e aprendendo com a maneira como levantamos.
Aos 31,
não sou exatamente o homem
que imaginei que seria.
E talvez isso seja uma coisa boa.
Sou feito das pessoas que encontrei,
das que permaneceram,
das que partiram,
das escolhas que deram certo
e principalmente das que me obrigaram
a aprender.
Sou feito da terra onde cresci,
das estradas que percorri,
do trabalho que me ensinou disciplina,
das responsabilidades que me fizeram amadurecer
e dos sonhos que ainda insistem em existir.
Tenho cicatrizes que ninguém vê
e histórias que poucos conhecem.
Mas também tenho motivos para agradecer
que nenhum passado consegue apagar.
Tenho uma família que escolheu me amar
e que me ensinou que pertencimento
não depende de origem,
mas de presença.
Tenho irmãos com quem compartilho
uma parte da mesma história.
Tenho filhos que me mostram, todos os dias,
que o futuro merece ser construído.
E tenho diante de mim
uma estrada que ainda não terminou.
Por isso, aos 31,
não quero pedir que a vida seja perfeita.
Quero continuar tendo coragem
para atravessá-la quando não for.
Quero continuar aprendendo.
Quero continuar amando.
Quero ter força para proteger
aqueles que dependem de mim
e humildade para reconhecer
quando também preciso de alguém.
Quero olhar para trás aos 40
e reconhecer o homem que fui aos 31.
E aos 50,
lembrar do jovem de 31
com carinho,
sabendo que ele ainda tinha muito a descobrir.
Porque talvez envelhecer seja isso:
não perder quem fomos,
mas carregar cada versão de nós
para dentro da próxima.
Hoje completo 31 anos.
Não tenho todas as respostas.
Mas tenho uma história.
Tenho pessoas que amo.
Tenho pessoas que me amam.
Tenho dois pequenos motivos
para querer que o amanhã seja melhor que o ontem.
E tenho, acima de tudo,
a oportunidade de continuar escrevendo.
Que venham os próximos anos.
Com suas vitórias,
suas perdas,
suas surpresas,
seus recomeços.
Eu já aprendi que a vida
nem sempre pergunta se estamos preparados.
Ela simplesmente abre a porta.
E eu, aos 31,
entro.
A suprema penúria humana não reside na escassez material, mas na idolatria de um coração repleto das criaturas e destituído do Criador.
Todos morremos um dia. Certas vezes quando somos jovens, não pensamos nisso. Parece-nos que o nosso dia está muito longe! Mas a morte não escolhe idades. Quantas não são as vezes, que vemos pessoas jovens partirem, quando até não esperavam isso!
Quando eu era jovem, não pensava na velhice, mas hoje com 63 anos de idade, já penso! Enfim é a vida! Sinto -me só aqui onde estou. Mas sinto a presença do Senhor! Amém!
A higiene per se, não contribui para um coração limpo e puro.Não é que eu queira dizer que não se deve tomar banho. Um deve saber o que diz e o que pensa dizer.
Meu filho, minha inspiração
Meu filho, talvez um dia você não entenda quantas vezes eu chorei em silêncio para que você não percebesse o quanto eu estava cansada.
Talvez você nunca saiba quantas noites passei pensando no seu futuro, tentando encontrar caminhos, respostas e forças para enfrentar um mundo que nem sempre está preparado para entender você.
Mas quero que saiba uma coisa: eu nunca enxerguei você como um problema.
Eu enxerguei você como meu filho.
Como um presente.
Como alguém que me ensinou um amor que eu nem sabia que existia.
Cada pequena conquista sua toca minha alma. Cada evolução me faz lembrar que nenhuma batalha foi em vão.
Eu não sei o que o futuro nos reserva, mas sei que, enquanto eu puder caminhar ao seu lado, você nunca estará sozinho.
E quando eu estiver cansada, será o seu sorriso que vai me lembrar por que eu continuei.
Você não precisa ser igual a ninguém para ser incrível. Você só precisa ser você.
E eu estarei aqui, todos os dias, te amando, te protegendo e acreditando em você. ❤️🩹
— De uma mãe atípica que descobriu que, às vezes, o amor também é uma forma de coragem.
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