Nao Magoe um Alguem

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Cartas não entregues

São palavras não ditas, sentimentos sufocados e confissões que morreram antes de encontrar voz.

São saudades que não compartilhamos, abraços que ficaram suspensos no desejo, pensamentos que nasceram para alguém e terminaram sozinhos.

Às vezes, foram escritas. No papel, à mão, com a letra trêmula de quem sentia demais.

Outras, digitadas às pressas, em alguma tela iluminada pela madrugada, antes de serem apagadas, como se apagar as palavras fosse também uma maneira de esconder o que se sentia.

Algumas repousam em folhas esquecidas. Outras, em rascunhos sem destino, em bloquinhos digitais, entre mensagens nunca enviadas e silêncios que ninguém soube interpretar.

Talvez sejam essas as cartas mais difíceis de escrever: as que não pedem resposta, não esperam retorno, não chegam a lugar algum.

Apenas guardam, em algum canto secreto de nós, aquilo que um dia quisemos dizer.

E talvez o tempo passe, as pessoas mudem, a vida siga seu curso...

Mas certas cartas permanecem.

Não porque ainda esperem ser entregues, mas porque algumas palavras, mesmo quando nunca chegam ao destinatário, precisam existir para que o coração se lembre de que um dia sentiu.

Cartas aos Céus | Orações Escritas


O Deus que me sustenta


Senhor, hoje eu não venho Te pedir que o dia tenha sido diferente.
Venho Te agradecer porque, mesmo sendo tão difícil, Tu me sustentaste dentro dele.


Meu corpo cansou, minha mente se encheu, meu coração se apertou. Houve dores, aborrecimentos e desconfortos que só Tu conheces por inteiro. E ainda assim, eu permaneci.


Não pela minha própria força.


Foi a fé que me fez continuar quando eu já não queria mais pensar, resolver ou suportar. Foi a Tua presença me lembrando, silenciosamente, que eu não estava sozinha.


Por isso, hoje, eu Te enalteço.


Porque quando minhas forças diminuem, Tu permaneces forte.
Quando eu não sei como continuar, Tu me sustentas.
E quando tudo em mim se cala, a fé ainda encontra um jeito de dizer:
Tu és Deus, e eu continuo de pé porque Tu me sustentaste.


Obrigada, Senhor.
Por hoje.
Por tudo.
E, sobretudo, por não teres me deixado caminhar sozinha.


30 de setembro de 2026

Há olhos que não sabem esconder.


Mesmo quando a boca silencia,
mesmo quando o corpo continua,
mesmo quando a vida parece seguir no lugar de sempre,
há coisas que transbordam pelo olhar.


E talvez seja por isso
que algumas pessoas nos chamem de fortes
sem perceber o quanto estamos cansados.


Não é que a dor esteja escondida.
Às vezes, ela está justamente ali,
cristalina,
diante de quem olha.


Mas nem todo olhar enxerga.


É preciso alguma coisa além dos olhos
para reconhecer a tristeza no brilho,
o cansaço no silêncio,
a solidão onde ninguém imagina haver vazio.


É preciso alma
para olhar outra alma.


Porque há pessoas que perguntam se estamos bem
e há aquelas que simplesmente percebem.


E, às vezes,
tudo o que uma alma cansada precisa
não é de alguém que diga
você é forte.


É de alguém que olhe demoradamente
e diga, sem precisar dizer:


eu vi.

Senhor, fica.

Meu espírito está cansado, meu coração está apertado e minha alma já não sabe mais como pedir socorro.

Eu não tenho forças para atravessar tudo sozinha.
Por isso, fica.

Se eu não conseguir entender, fica.
Se eu não conseguir orar, fica.
Se minhas lágrimas forem a única coisa que eu conseguir Te oferecer, recebe-as.

Não me deixes atravessar esta noite sem sentir a Tua presença.
Consola o meu coração, sustenta o que em mim está desabando e sopra vida onde já não encontro forças.

Eu só Te peço: não saias de perto.

Porque, Senhor, eu posso até estar cansada de tudo, mas ainda preciso de Ti.

Como se devolve aquilo que nunca se recebeu?


Você sabe o que é não ter e, ainda assim, ter que ter para dar? É aprender a esconder a própria fome para repartir o pão. É guardar a dor na gaveta porque alguém precisa encontrar em você um abraço. É enxugar as lágrimas antes que elas caiam, porque há outras lágrimas esperando o seu ombro.


Há dias em que a vida parece nos cobrar exatamente aquilo que nunca nos ofereceu: um amor que nunca nos ensinaram, uma paciência que nunca tiveram conosco, um cuidado que um dia desejamos receber, mas que nunca chegou.


E, então, nasce a pergunta que atravessa a alma: como se devolve aquilo que nunca se recebeu?


Talvez a resposta seja dura. Não se devolve. Porque ninguém pode devolver o que nunca teve.


O que fazemos é diferente. Escolhemos construir. Escolhemos oferecer justamente aquilo que nos fez falta. Não porque transbordamos, mas porque conhecemos a dor da ausência. Quem já caminhou pelo frio sabe o valor de um cobertor. Quem já enfrentou o abandono compreende o peso de uma presença. Quem já implorou por amor aprende, mesmo entre cicatrizes, a semear aquilo que um dia esperou colher.


Mas até a terra mais fértil precisa de chuva.


E há momentos em que é preciso voltar para dentro de si. Habitar a própria casa. Abrir as janelas da alma, tocar as paredes que o tempo ergueu em silêncio e lembrar que também somos lugar de descanso. Porque quem vive oferecendo luz aos outros não pode esquecer de acender a própria.


Talvez seja esse o maior milagre: transformar a ausência em presença, a falta em cuidado e a dor em um amor que, embora nunca tenha sido recebido da forma esperada, escolheu existir.


No fim, talvez não se trate de devolver aquilo que nunca recebemos. Talvez se trate de impedir que a ausência determine quem nos tornaremos. Porque as maiores virtudes, muitas vezes, nascem justamente daquilo que mais nos faltou.

Não importa quanto tempo ficou para trás; o que importa é salvar o que ainda está por vir.

Há pessoas que passam a vida inteira lamentando os anos que perderam, como se o passado ainda pudesse ser reescrito. Mas o tempo não negocia com arrependimentos. Ele apenas segue.

O que ainda está em suas mãos não é o ontem, mas o hoje. E é justamente o hoje que molda o amanhã.

Talvez você tenha desperdiçado oportunidades, insistido em caminhos errados ou permanecido onde já não havia vida. Ainda assim, enquanto houver um novo amanhecer, haverá a possibilidade de uma nova escolha.

Não permita que os erros de ontem roubem também os dias que ainda não chegaram. O passado pode explicar quem você foi, mas não tem o direito de decidir quem você será.

No fim das contas, a maior perda não é o tempo que ficou para trás. É continuar perdendo o tempo que ainda resta.

Salve o que ainda está por vir. Às vezes, uma única decisão tomada no presente é capaz de redimir anos inteiros de espera.

Diz que a vida tá difícil, que ninguém valoriza você ou não tem nada que realmente quer: trocaria de lugar com um enfermo? Gostaria que todos que estão contigo se afastem? Se desfaria de tudo que tem? Não! Então VIVA.

Fragmentos que Ecoam


Há instantes que o tempo não leva.
Eles permanecem, suspensos,
como se aguardassem o toque de um olhar
para voltarem a existir.


Não é sobre a imagem em si.
É sobre quem escolheu parar,
sentir, priorizar e preservar um pedaço do mundo.
Sobre quem decidiu que aquele segundo
não poderia se perder no esquecimento.


Cada fotografia é uma ponte:
não liga apenas o passado ao presente,
mas reconecta o coração
às sensações que moldaram quem somos.


No fim, não é sobre a foto,
mas sobre o ato de lembrar.
Sobre guardar, dentro de si,
as marcas invisíveis das emoções
que insistem em ecoar.

​"Cuidado com quem não reage ao seu grito. Quem aprendeu a domar o eco, já não teme a tempestade."

"O sábio não é aquele que nunca erra, mas aquele que aprendeu a perdoar a si mesmo rápido o suficiente para corrigir a rota antes do anoitecer."

Pode ser que:

Solidão é não se reconhecer, necessitar de algo e aprisionar-se.

Solitude é se conhecer, precisar de si e liberta-se.

"Eu ainda não estou pronta. Mas, estou muito feliz por não ser mais o que era..."

"Quando eu salgava a nossa relação, seu fígado não suportava.
Quando adoçava, você sentia repugnância.
Hoje, eu aprendi que, sempre errava a medida de dar,
e você, nunca acertava a medida de receber..."

Casar é coisa séria. Como não sou séria, fico solteira.

Vida real não tem ensaio, toda cena é prá valer!

Eu pessoalmente acredito que não seja possível pregar a Cristo e Ele crucificado, a menos que estejamos pregando o que hoje é conhecido como Calvinismo. O Calvinismo é apenas um apelido; o Calvinismo é o evangelho e nada mais.

Falso moralismo! A "arte" de fingir ser o que não é, para ficar bem na foto. Temos que ter bases morais sim, mas acima de tudo, elas tem que ser vividas e praticadas, e não uma "teoria de vida" para cobrar das outras pessoas.

Não morre quem morre para viver de novo.

A segurança é sobretudo uma superstição. Ela não existe na natureza, nem os filhos dos homens a sentem durante todo o tempo. Evitar o perigo não é mais seguro do que a exposição a este, no longo prazo. A vida é uma aventura ousada ou então não é nada.

⁠Você não precisa do reconhecimento de ninguém por estar fazendo tudo certo. Basta saber que Deus está vendo.