Nao Magoe um Alguem
A vida te trás tantas coisas legais...
A vida tem que ser vivida intensamente, então...
Não ouça por muito tempo, não deixem que comam seu cérebro com tolices do certo e o errado...
Seja firme e mude de idéia,
sempre tem uma melhor opção.. seja lá o que for..
Saia com gente nova, conheça pessoas diferentes de você..
Tenha algum dom,
não olhe tão cedo no relógio, deixe que as horas passem sem você perceber.. Não chegue tão cedo em casa, vai se divertir a noite, dance, cante , beba... agite
grite , viva.. seja você mesmo. E em qualquer das hipóteses não seja feliz por algo que não te agrade, seja triste a hora que você sentir necessidade de chorar, deixe que vejam isso.. seus sentimentos são seus, cabe a você a saber o que está sentindo.
Ninguém conhece minhas lutas. Portanto, eu não preciso provar nada, a não ser sapatos, roupas, vinhos e cachaça.
Se,
eu não tivesse te conhecido,
Nem sorria,
se,
eu não tivesse te conhecido,
nem era feliz,
se,
eu não tivesse te conhecido,
nem tinha sonhando,
se,
eu não tivesse te conhecido,
nem te queria tanto,
se,
eu não tivesse te conhecido,
nem me angustiava tanto,
se,
eu não tivesse te conhecido,
nem chorava tanto..
Se,
eu não tivesse te conhecido,
nem sentia tanta saudade..
Se,
eu não tivesse te conhecido,
não sabia o que era amar!
Para nós, os loucos que reverenciam a lua na noite fria e escura, a distância não existe, nada está longe porque tudo está conectado.
Todos os dias me pego olhando para os mesmos lugares,
mas o olhar já não é o mesmo!
Cada dia traz um novo olhar.
O sentimento, esse, permanece o mesmo: amor.
Mas, acima de tudo, tenho um novo olhar, e percebo que muita coisa mudou.
A beleza está aqui dentro, e o que vejo é um reflexo daquilo que me permito olhar, mil vezes, com tamanha ternura.
Assim, sou abençoada a contemplar. E Deus, generoso, continua a me presentear.
Habitar
Não quero ser apenas tocada.
Quero ser habitada.
Não por mãos que me percorrem com pressa,
mas por quem se perde em mim como quem encontra morada.
Quero ser sentida com os olhos fechados.
Com o coração aberto.
Com a calma de quem entende que o prazer mora na pausa —
na respiração contida, no quase, no que se prolonga.
Quero que cada parte minha seja descoberta como um território sagrado.
Como se você estivesse lendo meu corpo em braile,
palavra por palavra, pele por pele,
até entender minha linguagem.
Que o arrepio seja tua resposta,
e o silêncio entre nós, a oração.
Que você me toque como quem desvenda.
Como quem tem sede,
mas não se apressa.
Como quem entende que habitar alguém
não é sobre entrar,
é sobre permanecer.
Não quero ser o instante.
Quero ser o eco.
O sabor que fica mesmo depois da última mordida.
O cheiro que gruda mesmo depois da despedida.
A lembrança que acende só de fechar os olhos.
Quero que me sinta mesmo quando não estou.
E que deseje voltar — não pelo corpo,
mas pela paz que encontrou ao deitar no meu.
Fujo do Amor (mas ainda espero por ele)
Eu fujo do amor.
E não é porque não acredito.
É porque, quando ele chega, eu tremo.
Tremo porque já acreditei antes…
E fiquei com as mãos cheias de nada.
Eu fujo do amor porque ele sabe entrar,
mas nem sempre sabe ficar.
E eu tenho medo.
Medo de ser mais uma vez abrigo temporário.
De ser casa que acolhe e depois vira lembrança.
Mas eu também quero.
Quero esse amor que não chega gritando,
mas se aproxima devagar e fica.
Que entende o meu silêncio.
Que não me cobra ser forte o tempo inteiro.
Fujo…
mas se me olham com verdade,
se me tocam com cuidado,
eu desarmo.
Porque, no fundo, eu ainda espero.
Espero por alguém que venha com presença,
com firmeza no gesto e leveza no olhar.
Que me beije como quem tem tempo.
Que me deseje, mas também me cuide.
Que não corra quando me encontrar vulnerável.
Então sim, eu fujo.
Mas se for amor de verdade…
pode vir atrás de mim devagar.
Pode me alcançar.
Pode me mostrar que amar não é sempre perder.
E que, dessa vez,
eu não vou precisar me despedir de novo.
Ao invés de braço, a saudade bem que poderia ter voz.
Talvez assim não apertasse tanto,
e, ao ecoar por aí, servisse para trazer de volta
quem a gente ama.
Meu olhar, sobre tudo, revela segredos que o silêncio guarda.
Não falo, apenas observo. E nesse gesto de ver, encontro coisas que não têm nome, mas existem. Há uma dor que insiste em se esconder nas frestas, há uma esperança tímida que se veste de sombra. O olhar recolhe o que os outros deixam escapar, aquilo que não cabe nas palavras, mas que grita em silêncio.
Olhar é quase tocar o que não pode ser tocado. É sentir o mundo por dentro, mesmo quando o mundo fere por fora.
Nutro-me de Esperança
Mas não são os demônios que me alimentam — ao contrário, são eles que devoram pedaços que não lhes ofereci.
Eu, frágil, me volto ao céu, onde imagino um socorro que me ultrapassa.
De mim mesma nada sei, senão o cansaço que me habita, mas ainda assim creio. Creio em um Deus que me sustenta sem que eu entenda, um Deus que transborda até o vazio.
E, no entanto, mesmo no meio da fé, eu tremo. Porque dentro de mim existem enigmas que não se dissolvem, pensamentos que me limitam, vozes que dizem: “Não és vista”.
E nesse instante sou humana demais – humana a ponto de duvidar, ainda que creia.
É nesse paradoxo que existo: esperança e descrença, fé e sombra, luz que insiste em nascer da noite.
Carta aberta ao meu eu de amanhã
Eu não sei se consigo. Está difícil — tão difícil que até as palavras me pesam no peito. Mas saiba: estou indo além de todos os limites que imaginei suportar.
Se, por acaso, eu desistir no meio do caminho, não entenda como fraqueza. Entenda que lutei cada segundo com a esperança de te entregar algo melhor do que sou hoje. O eu de ontem é testemunha de quantas vezes precisei ser mais forte do que conseguia, mais firme do que podia, mais resistente do que acreditava ser.
Se amanhã eu não chegar inteira, me perdoa.
Perdoa por não ter sustentado todos os sonhos, por não ter conseguido carregar o peso que me exigiram, por não ter sido suficiente. Se eu desistir, você nunca chegará a ler esta carta — porque terei perdido a guerra dentro de mim.
Mas, se por acaso eu resistir só mais um pouco, saiba que foi por você. Para que viva o extraordinário que eu não me permiti viver.
Porque, mesmo cansada, ainda acredito que o amanhã pode me acolher com mais ternura do que o hoje.
Eu não sou o centro do mundo — e isso, por vezes, me salva.
Penso no outro antes de pedir.
Não quero ser fardo, não quero ser vitrine, não quero ser caso.
Mas também aprendi: quem quer ajudar, chega sem barulho,
senta no chão da minha sala, não corrige meus mapas,
e, se nada puder fazer, empresta o silêncio — aquele que não julga.
Eu venho desse chão que ensina, desse povo que acolhe, desse território onde o passado não se perde — ele se transforma em raiz. E é dessa raiz que eu cresço, que eu floresço, que eu me reconstruo. É dela que vem a coragem de olhar o mundo com sensibilidade, de transformar cada fotografia, cada palavra, em memória viva.
Meu trabalho é isso: um gesto de honra. É minha forma de agradecer à terra que me moldou, ao povo que me guiou, à cultura que me abraçou. É sobre eternizar o que muitos passam apressados e não veem: o riso tímido das crianças correndo nas ruas, o cheiro de casa antiga, o cuidado das mãos que fazem o cotidiano acontecer.
Eu faço questão de enaltecer tudo que sou, tudo que me fez ficar de pé: minhas raízes, meu pertencimento, meu crescimento.
Porque antes de qualquer conquista, existe a minha cidade pulsando dentro de mim — e é por ela que eu sigo, contando histórias, preservando memórias, deixando viva a beleza que insiste em existir aqui.
De tudo o que vivi, aprendi que legado não é sobre grandeza, é sobre verdade. É sobre se deixar fragmentar em tudo o que se faz, permitindo que cada gesto carregue um pouco da nossa alma. Porque quando a gente ama o que faz, cada detalhe vira semente — e semente boa sempre floresce no tempo certo.
Eu entendi que viver com propósito é deixar marcas que não se apagam: na memória de quem tocamos, nos olhos que encontram nossas imagens, nas palavras que escrevemos e que ecoam mesmo quando o silêncio chega. A vida é breve, mas o que construímos com amor permanece. Fica no riso que despertamos, na lembrança que guardam de nós, no cuidado que entregamos sem esperar retorno.
O que fazemos bem feito não morre. O que é feito com amor não se perde.
Se um dia eu me for — e todos iremos — que fique o que plantei: a sensibilidade que deixei nas ruas da minha cidade, as histórias que registrei, o afeto com que olhei para o meu povo, a força com que atravessei meus dias.
Meu legado é isso: a soma dos meus fragmentos.
E que cada um deles continue vivendo onde minha presença não alcançar mais. Porque, no fim, só permanece aquilo que nasce verdadeiro. Só fica aquilo que foi feito com amor.
Às vezes, o dono do meu silêncio é o cansaço, esse que não grita, só pesa.
Outras vezes, é o medo de dizer em voz alta aquilo que já faz morada no peito.
A mente costuma se ocupar de lembranças que não pediram licença,
de perguntas sem resposta,
de tentativas de ser forte quando tudo pede descanso.
E quando tudo ao redor silencia…
o barulho mais ensurdecedor é o que vem de dentro:
pensamentos que se atropelam,
culpas antigas,
desejos engavetados,
uma saudade que não sabe o nome.
O silêncio nunca é vazio.
Ele só revela quem está falando mais alto em nós.
você não parou de falar porque deixou de sentir.
você parou porque sentiu demais.
você tentou explicar com calma.
tentou de novo, com paciência.
depois tentou já tremendo por dentro.
até que um dia percebeu que estava lutando sozinha numa conversa que deveria ser a dois.
e então
você cansou.
não é orgulho.
não é frieza.
não é indiferença.
é exaustão.
é quando a alma decide que não vai mais implorar para ser compreendida.
é quando você entende que insistir demais também é uma forma de se abandonar.
agora você observa.
em silêncio.
não porque não tem o que dizer
mas porque finalmente entendeu que quem quer ouvir… escuta até o que não é dito.
Quando necessitar ausentar-se,
não vá longe.
Fique distante apenas o suficiente para que a saudade me visite,
mas nunca o bastante para que a tua presença deixe de morar em mim.
Que eu sinta tua falta,
mas continue encontrando você nos detalhes.
Não apenas nas lembranças,
mas nos gestos que permanecem,
nos silêncios que ainda carregam o som da tua voz.
Faça-se presente.
Demarque o teu lugar em meu coração para que o tempo jamais esfrie o abraço,
nem permita que a distância enfraqueça aquilo que construímos.
Porque gosto da saudade quando ela é ponte,
não quando se torna abismo.
Então vá, quando for preciso.
Mas deixe sempre um caminho de volta até mim.
Mantenha-se ecoando em forma de cuidado,
de carinho,
de amor.
Como quem zela pelo que é precioso.
Como quem, mesmo distante,
carrega no peito o desejo sincero de regressar ao seu lar.
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