Nao Machuque o meu Coracao
Ele pensava que, ao entregar o coração, perderia o direito de ser amado, como se o amor exigisse reserva ou cautela. Mas a verdade é que só quem se entrega por completo pode sentir o amor em toda sua profundidade. Afinal, a beleza do amor não está em retê-lo, mas em permitir que ele floresça em meio às entregas, ainda que isso traga um toque de vulnerabilidade.
Ele caminhava pelas sombras do que um dia fora o brilho de seu próprio coração, crendo que a entrega completa lhe havia cobrado um preço alto demais. Sentia-se despido de armaduras, como se cada pedaço seu já não lhe pertencesse. Talvez acreditasse que, ao entregar o coração, também entregara sua última chance de ser amado, como se, ao esvaziar-se, perdesse o direito de se preencher novamente.
Em noites de silêncio, perguntava-se se o amor realmente existia para ele, ou se não passava de um sonho distante, tão frágil que a própria entrega o tornava inalcançável. Mas foi nesses momentos de solidão que começou a enxergar o amor com uma nova perspectiva: amor é entrega, sim, mas não é posse, nem fim. É sopro, é fluxo — vai e volta, renasce e surpreende.
Entendeu, enfim, que amar é também ser amado, mesmo quando o coração parece partido. Cada pedaço entregue era também uma semente plantada em solo fértil, esperando o momento de florescer outra vez. O amor, ele aprendeu, não se limita a um destino, mas se faz caminho, um convite contínuo para acreditar, para sentir e, sobretudo, para se permitir ser amado de novo.
Ele sorriu, com um novo olhar para si mesmo, para o vazio e para o desconhecido. Afinal, amar, ele descobriu, é a arte de sempre reencontrar o próprio coração nas mãos de quem, inesperadamente, escolhe cuidar dele.
Uma alma ressuscitada pelo encontro do olhar certo, como se o coração adormecido finalmente despertasse para pulsar em ritmo de vida. Essa é a força do amor verdadeiro: trazer à luz aquilo que estava perdido nas sombras.
#Vento #que #varre #minha #alma...
Que em campos floridos espalha meus sonhos...
Coração ora alegre...
Coração ora tristonho...
Abrindo os véus de ilusões...
Assim eleva meu espírito....
Ao céu cheio de azul...
Faz da vida ter mais sentido...
Me traga de volta à cidade...
Onde nasci...
Aonde mais rápido que ela...
Envelheci...
Aonde o menestrel canta à lua...
Pelas pedras azuis a caminhar...
Dos que partiram...
Da saudade aqui a ficar...
Na lembrança do abismo de mim....
Em pegada sem caminhada...
Só posso encontrar...
Estrela brilhante a me guiar...
Suave melodia a me encantar...
Mão a outra encontrar...
Outra alma para amar...
Sandro Paschoal Nogueira
— em Conservatória, Rio De Janeiro, Brazil.
Ás vezes a pessoa nos magoa sem saber o que se passa em nossas vidas, ás vezes nosso coração está sangrando por dentro e mesmo assim deixamos que outras pessoas nos pisem, não é para mostrar a elas que somos superiores, e sim para mostrar que mesmo em meio as atribulações que passamos somos capazes de esboçar um sorriso e seguir em frente sem precisar magoar ou ofender alguém...
O medo de amar paralisa,
impede o coração de voar
em todas as direções.
E de pousar na flor
mais linda do jardim.
Coração já sem vida. Apenas migalhas restante de uma alma que padece. Ja destroçada pelas mágoas e desgostos. Sem vida já se vê. Nada sobrou. Apenas querendo um canto mesmo em pranto. Apenas um canto onde possa sentir o fim de alguns encantos
Jose A Nascimento
Fez-se o amor um ofício, um fardo frio,
Rotina vã de um coração vazio.
Ao fim da luz, a alma exausta e cega,
Cobra o afeto que o outro então lhe nega.
Cobramos foros dessa vã saudade,
Tratando o afeto qual vulgaridade.
"Dai-me atenção", o peito assim implora,
Como um mendigo que lamenta e chora.
Lembrar ao outro que inda estamos vivos,
Torna os amantes míseros cativos.
Rogar carinho, suplicar clemência,
É o triste fim de toda a inocência.
Porém, se é lei pedir, já tudo errou-se;
Não há decreto que o faça mais doce.
Se o bem-querer não nasce por vontade,
Qualquer esforço é pura falsidade.
Rasgo, portanto, as folhas da ilusão,
Não sou o banco de outro coração!
Quero o calor que chega sem cobrança,
Pois no amor servil não há esperança.
Fez-se o amor um ofício, um fardo frio,
Rotina vã de um coração vazio.
Ao fim da luz, a alma exausta e cega,
Cobra o afeto que o outro então lhe nega.
Cobramos foros dessa vã saudade,
Tratando o afeto qual vulgaridade.
"Dai-me atenção", o peito assim implora
Lembrar ao outro que inda estamos vivos,
Torna os amantes míseros cativos.
Rogar carinho, suplicar clemência,
É o triste fim de toda a inocência.
Porém, se é lei pedir, já tudo errou-se;
Quero o calor que chega sem cobrança,
Pois no amor servil não há esperança.
Ninguém manda no coração, ninguém escolhe de quem gostar ou deixar de gostar, os sentimentos são traiçoeiros sempre nos colocam em situações de risco. Você deve tirar de cada uma delas uma lição e aprender que *você não precisa de ninguém pra ser feliz além de você mesma* porque antes deles existirem em sua vida você já era feliz eles só fizeram bagunçar a sua vida então organiza ela e volta a ser feliz de novo se ame todos o dias e se for pra você ficar com alguém pra compartilhar essa felicidade ela vai aparecer sem você perceber.
São traiçoeiros,
Sentir sentimentos por alguém é trair a confiança do seu próprio coração, pois nunca se sabe ao certo se existe recíproca, na falta dela o coração se machuca, porém assim como uma vela é facilmente apaga outra rapidamente ou lentamente pode ser acesa deixando o coração mais uma vez exposto ao tal do sentimento.
Reconhecer um erro é bem mais dificil do que pedir desculpas de coração.
Mas cuidado, essa dificuldade te faz perder bem mais...
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