Nao Machuque o meu Coracao
Dono de quê?
Se nem dono de mim eu sou...
Sonhos confusos...
Almejando ao coração ressuscitar...
Com tão pouco tempo a pensar...
Devaneios em barcos de desejos a qual me entrego...
Só assim me reconheço...
Quando a vida com o látego me fustiga...
Finjo não ver a realidade sentida...
Na pura ausência das coisas...
Um palco: eu e a lua...
O terror de pensar no fim da peça...
Louvando por estar em cena...
Ainda...
Mas o futuro insiste e persiste...
Em rasgar as cortinas...
Escurecer as estrelas...
Devorar a noite...
Massacrar o dia...
Na arte de perder-se não há nenhum mistério...
A cada dia um pouco perdemos...
Embora, até o momento, não percebi o quanto tenha mudado...
Quem me quiser que me chame...
Ou que me toque com a mão...
Antes que a peça termine...
E só reste silêncio e escuridão...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Desconheço...
Sou eu poeta?
Cenário dolente...
Embora me divirta...
Aqui, coração que andou entre os homens, arranco...
Ando à deriva na fonte de muitos olhos...
Movendo-me aqui e agora entre contornos vivos...
A minha prisão de viver são perfumes de pecado...
A grande inteligência é sobreviver...
Entre o murmúrio dos esgotos...
Rotina...
De longos braços estendidos...
Velhos desejos recalcados...
Espantos e receios...
Escondidos em leitos sangrentos...
Disfarçados em diálogos sonolentos...
Provisórios dias do mundo a ti pergunto:
Sou eu poeta?
Desculpai-me esta face...
Serei eu só mais um fantasma de tudo?
Sandro Paschoal Nogueira
No cetim negro das noites...
Os anjos só vem quando chamamos...
Breve é o coração acalentado pela inocência...
Que sonha e anseia...
Por viver e muito amar...
Ninguém sabe o que vai
por este mundo...
Com destino certo e sem destino aos tombos...
Cai o pó em dias assolados...
Enquanto o vento faz um rumor frio e alto...
E nada tem sentido...
Em nada que se queira ter...
Tudo são apenas momentos...
Não há nada a compreender...
Deixo que em minhas mãos cresçam os sonhos...
É o que posso fazer...
Haverá coisa que se lhe compare...
No mistério da inocência a perder?
Em vão já procurei me restituir...
O que duramente perdi...
Não sou mais que uma brisa...
Se vejo coisas que nunca antes tinha visto...
Coisas que sempre soube mas que nunca quis olhar...
Mas como se fosse o milagre pedido...
Nos destinos que não desvendo...
Os anjos me tem atendido...
Ensinando-me a sonhar...
Sandro Paschoal Nogueira
Há de viver, pastoreando...
Com coração jovem, ousado e arejado...
À coroa de espinhos dos sentidos...
Onde o luar o banha...
Suavemente ofendido...
No silêncio sob os lábios frios...
Ninguém está a escutar...
O sacro se mistura ao profanos...
O tato que devora, sem dó nem piedade...
No dispersar dos anos...
Perde a consciência...
Sem hora, nem idade...
Na madrugada que ronda...
Sem rumo, sem afronta...
Fatigado de estar, sem força, nem fumo...
Sob tudo que fez, sem glória nem fama,
Do medo que perdeu, sem dor nem chama...
Quando a noite vem...
Com sombras profundas...
Por Deus, pelos Poetas, pelo mundo, clama...
Eu a si pergunta:
-Valeu?
O silêncio responde...
E o eco da voz, sem resposta...
Se desfaz ao vento...
Que o abraça...
Em meio à escuridão...
Sem luz, nem guia...
Busca respostas...
Mas só encontra sombras frias...
Só o eco dos seus passos...
Sem destino, nem meta...
E o vazio que o consome...
Sem paz...
Sem ser clemente...
Para ele, de frente, sorri...
Na solidão da alma...
Onde sombras dançam...
Procura a luz...
Procura colo...
Mas só encontra trevas que o cercam...
E ainda assim, continua buscando...
Um sentido...
Uma razão para viver...
Para sonhar...
Para ofuscar o seu sofrer...
Sandro Paschoal Nogueira
Contei-lhe minha história e para ti fiz nascer poemas...
Coração solto em terra ímpia a florescer...
Da ilusão por mim criada só tive algemas...
Onde aprendi a sofrer...
Todas as portas já cerradas...
Todas as ruas vazias...
Vejo as estrelas a chorar...
E até, quem diria...
Não é mais bela a lua...
É só uma luz fria...
No jardim das almas...
Ninguém acompanha meu caminhar...
Saudade ou aspiração?
Deixei minhas virtudes cair ao chão...
Cansei de tanto oferecer...
Do que não há de voltar...
Do tempo que há de chegar...
Castigo inexpiável...
Tamanho é meu parecer...
Para ter meus sonhos realizados...
A quem devo obedecer?
Para quê a busca das coisas?
Quando por fim tudo acaba?
Valerá a luta da conquista...
Onde ainda se crê e se ama ainda?
Sim, é certo...
Quem eu amo...
Agora zomba e ri do meu amor…
Em tudo o que fiz pus o cuidado...
Será possível mesmo o fim de tudo?
Restando-me só ausência e dor?
Sandro Paschoal Nogueira
#Vento #que #varre #minha #alma...
Que em campos floridos espalha meus sonhos...
Coração ora alegre...
Coração ora tristonho...
Abrindo os véus de ilusões...
Assim eleva meu espírito....
Ao céu cheio de azul...
Faz da vida ter mais sentido...
Me traga de volta à cidade...
Onde nasci...
Aonde mais rápido que ela...
Envelheci...
Aonde o menestrel canta à lua...
Pelas pedras azuis a caminhar...
Dos que partiram...
Da saudade aqui a ficar...
Na lembrança do abismo de mim....
Em pegada sem caminhada...
Só posso encontrar...
Estrela brilhante a me guiar...
Suave melodia a me encantar...
Mão a outra encontrar...
Outra alma para amar...
Sandro Paschoal Nogueira
— em Conservatória, Rio De Janeiro, Brazil.
Ás vezes a pessoa nos magoa sem saber o que se passa em nossas vidas, ás vezes nosso coração está sangrando por dentro e mesmo assim deixamos que outras pessoas nos pisem, não é para mostrar a elas que somos superiores, e sim para mostrar que mesmo em meio as atribulações que passamos somos capazes de esboçar um sorriso e seguir em frente sem precisar magoar ou ofender alguém...
O medo de amar paralisa,
impede o coração de voar
em todas as direções.
E de pousar na flor
mais linda do jardim.
Coração já sem vida. Apenas migalhas restante de uma alma que padece. Ja destroçada pelas mágoas e desgostos. Sem vida já se vê. Nada sobrou. Apenas querendo um canto mesmo em pranto. Apenas um canto onde possa sentir o fim de alguns encantos
Jose A Nascimento
Fez-se o amor um ofício, um fardo frio,
Rotina vã de um coração vazio.
Ao fim da luz, a alma exausta e cega,
Cobra o afeto que o outro então lhe nega.
Cobramos foros dessa vã saudade,
Tratando o afeto qual vulgaridade.
"Dai-me atenção", o peito assim implora,
Como um mendigo que lamenta e chora.
Lembrar ao outro que inda estamos vivos,
Torna os amantes míseros cativos.
Rogar carinho, suplicar clemência,
É o triste fim de toda a inocência.
Porém, se é lei pedir, já tudo errou-se;
Não há decreto que o faça mais doce.
Se o bem-querer não nasce por vontade,
Qualquer esforço é pura falsidade.
Rasgo, portanto, as folhas da ilusão,
Não sou o banco de outro coração!
Quero o calor que chega sem cobrança,
Pois no amor servil não há esperança.
Fez-se o amor um ofício, um fardo frio,
Rotina vã de um coração vazio.
Ao fim da luz, a alma exausta e cega,
Cobra o afeto que o outro então lhe nega.
Cobramos foros dessa vã saudade,
Tratando o afeto qual vulgaridade.
"Dai-me atenção", o peito assim implora
Lembrar ao outro que inda estamos vivos,
Torna os amantes míseros cativos.
Rogar carinho, suplicar clemência,
É o triste fim de toda a inocência.
Porém, se é lei pedir, já tudo errou-se;
Quero o calor que chega sem cobrança,
Pois no amor servil não há esperança.
Ninguém manda no coração, ninguém escolhe de quem gostar ou deixar de gostar, os sentimentos são traiçoeiros sempre nos colocam em situações de risco. Você deve tirar de cada uma delas uma lição e aprender que *você não precisa de ninguém pra ser feliz além de você mesma* porque antes deles existirem em sua vida você já era feliz eles só fizeram bagunçar a sua vida então organiza ela e volta a ser feliz de novo se ame todos o dias e se for pra você ficar com alguém pra compartilhar essa felicidade ela vai aparecer sem você perceber.
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