Nao Machuque o meu Coracao
Queria poder sempre olhar no fundo dos seus olhos, segurar suas mãos enquanto canto em meu pensamento uma canção que fiz pra você. Queria poder te ter além de melhor amigo, queria te ter como meu porto seguro, queria ter você como um abrigo, como um esconderijo quando quero me esconder, como fogueira quando quero me aquecer, queria saber te amar porque sei que se importa comigo, queria te encontrar com tanta frequência assim como acontece em meus sonhos, queria que esquecesse do resto do mundo quando estivesse comigo, queria ser pra você o alguém mais importante da sua vida, queria te fazer sorrir ate pesar o folego, queria ter momentos reais contigo. Mas parece tão difícil te ter que só imagino encontrar alguém como você.
"Na minha carroça carreguei água na seca e o meu trabalho para vender nas feiras toda semana”
Senhorinha Maria de Araújo (1895-1986)
Devota de Nossa Senhora do Rosário
Ela e o medo
Ao olhar para ela eu percebia como ela é linda
Via que toda vez que ela sorria
Meu coração a cada sorriso batia
Batidas essas que fazia meu corpo tremer
A vontade de se aproximar me consumia
Mas o medo que eu sentia me sucumbia
Pensava em uma forma de se aproximar
Mas nada eu conseguia pensar
Pois só de imaginar
De perto dela chegar
Eu tremia sem parar
À distância eu falava com ela
Mas ela não imaginava o que eu sentia
Interesse algum ela tinha
Mas o meu coração era o que mais sentia
Tentei não incomoda-la
Mas a minha mente nela mais pensava
Pensei: - se afastar era a solução
Mas isso doía lá no coração
Mesmo sentindo aquela dor
Não consegui esconder aquele sentimento que se formou
Tentei pensar que não era amor
Mas a verdade era amor
Como farei para demonstra-la
Aquele sentimento que nela tornara
Ainda não sei como me aproximar
Pois o medo em mim me impediu de lhe falar
Desabafando essa história estou
Aqui nesse poema que se formou
Ouça-me Senhor
Senhor olha pra mim, estou aqui
Ouça o meu clamor
Faço uma oração a ti
Mostra-me a tua face
Sei que não posso vê-lo
Mas mesmo assim eu quero te vê
Faça minha face brilhar diante a tua presença
Quero ouvir a sua voz
Poder tocar em tuas vestes
Manifesta o teu poder
Contigo quero viver
Está em tua presença é o meu desejo
Quero ser infectado pela a radiação que emana da tua gloria
Sentir o teu poder
Eis-me aqui
Faça de mim conforme o seu molde
Sei que sou depravado
Mas não aparta de mim o teu Espírito
Perdoa-me os meus pecados
Tenha misericórdia de mim
Faça-me entender o teu amor
A tua graça faça-me viver
Ouvir as suas instruções
Fazer conforme o teu querer
Não permitas que eu ande só
Seja meu guia e minha direção
Abra minha visão, para perceber as suas obras
Não permitas que o meu eu engane a mim
Nem que eu me afaste de ti
Dai-me forças para prosseguir
E vigor para persistir
Que eu seja consumado pelo seu Espírito
Que as minhas orações Sejam ouvidas
Incline-se do céu para me ouvir
Sei que não mereço sua atenção
Mas mesmo assim clamo a ti Senhor
Dai-me um coração sem juiz
Não permitas que minha mente seja levada pelo mal
Revele-me a sua lei, faça-me entender
Tire a impureza que há em mim
Repreenda-me nas minhas falhas
Disciplina-me nas suas condutas
Mostra-me a sua direção
Tire-me de onde não consigo sair
Leva-me aonde somente o senhor pode me levar
Acalma e ampare a minha alma Senhor
Ponha-me nos seus braços
Quero ser segundo o seu coração
Acorde a minha fé
Anime o meu espírito
Dai-me folego para continuar
Pai receba-me mesmo eu tendo me afastado
Destrua o meu ego e despedace a minha soberba
Clamo a ti pedindo socorro
Pois vivo em meio às guerras
Suas promessas posso não vê, mas faça-me viver
Dai-me virtude pelas coisas em meu redor
Conta-me os segredos que Tu sabes sobre mim
Guarda-me das feras devoradoras desse mundo
Nas aflições: Senhor, onde estás? Eu penso
Por um momento penso que me deixou
Mas sei que mesmo pensando isso Tua mão sempre me amparou
Dê-me Senhor a visão dos anjos
Permita-me vê a sua glória
Quão grande tu és
Quão bondoso tu és
Quão leal tu és
Quão amado tu és
Quão adorável tu és
Quão e quão tu és
O que poderei dizer sobre Ti
Sou limitado para descrever o que tu és
Os céus demostram quem tu és
Os mares demostram quem tu és
A natureza demostra quem tu és
Toda a sua criação demostra quem tu és
Ninguém pode encovar a sua existência
Ninguém pode ocultar as suas obras
Ninguém pode esconder a sua lei
Mesmo o homem te negando e criando falsas divindades nada substituirá a tua glória
Que todo o poder
Que toda a honra
Que todo o louvor
E que toda a glória seja dada a ti em meio a sua eternidade
Meu amor vai bem sem ninguém ver, vai bem porque é como você quer. Mesmo eu amando muito tudo isso ainda não entendo o fato de eu não ser seu par.
"E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo."
(2 Aos Coríntios 12:9)
No meio religioso acredita-se que para Deus te aceitar, você tem que ser perfeito e nunca pode errar, te julgam, te apontam e querem ser seus juizes. O que Paulo escreve aos Coríntios é que quando ele entendeu que as suas fraquezas o faziam humano e que perfeito é só o SENHOR, o poder de Cristo pôde habitar nele.
Como o próprio Cristo falou para Zaqueu "Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido." Você está aí e se acha indigno de receber a salvação, se acha fraco e inútil, Cristo veio por você que é fraco e errante como o próprio Paulo disse: "Porque, quando estou fraco, então, sou forte." O homem vai te julgar e te apontar todo dia, não se importe o Dono do perdão e da salvação te ama e é só isso que importa!
Amor olhei pra dentro de ti e vi meu mundo, mas você aqui fora se apresenta tão diferente do que és pelo interior ,é confesso que enlouqueci ,pirei quando vi meu mundo em seu interior, tão próximo de meu ser ,de minhas mãos e não poder toca-lo, tudo aos meus sentidos se revelou tão simples, então qual será a ciência a que faculta-se o amor, se eu posso ver e sentir você e você não.
Esse meu jeito intenso de ser sempre me foi o meu maior defeito, mas também a minha maior qualidade. As vezes se entregar e se jogar de mais nas coisas faz com que você saia lá debaixo destruído, com o coração fervendo, latejando.
escrevo você em mim, tatuando minha alma em orações
perfuro meu ser assim, lançando raízes profundas de corações
no anseio de sermos, uma só poesia, do Amor a resposta
do poema que rasga a alma e se insinua, qual fratura exposta..
Eu nasci nessas estancias
Da pampa que ao largo vai
Trago a sina de ginete
Que herdei do meu velho pai
Nas dita demarcatória
Não tive terra tropilha
Me toca o sangue encarnado
Do lanceiro farroupilha
Que maula, sou pelo duro
A história se me esqueceu
Fiquei cuidando cavalos
E campos que não são meus
É a vida é a história
Cosas de destino, revolução
Uns nascem pra maiungo
Outros nascem pra Peão.
Um dia na estancia
Um flete se desmamo
Me deram como descarte
E o potro guacho vingo
Era ´último oficio
Pras corda dum domador
O primeiro cavalo
Que vida me regalou
Se fomo quage dez lua
Naquele lançante inclemente
Onde cavalo e ginete
Medem força e pacença.
Era pura resistença
No palanque inclinado
O cabresto estirado
Preste se arrebentar
O tempo faz sujeita
A força é quage em vão
Dei nome de solidão
E terminei de enfrenar
Era flor aquele pingo
Clinudo, zoio salgo, Ligeiro como tainha
Era sestroso o bagual
Não tinha marca, sinal, Mas era tudo que eu tinha.
Que lindo aquele retosso
Naqueles findar de tarde
Era a própria liberdade
Demarcando território
O taura fica simplório
No orgulho do preparado
Se brandeava pro meu lado
Como quem nos pede um mate.
Nas noite despois das lida
Nos rumava pro bolicho
Saia dando relincho
Facero bem aplumado
Eu todo perfumado
No estrato de amor gaúcho
Era os dois virado em luxo
Pronto pra um retrato
Facerice era medonha, naquela nossa toada
Ringindo basto na estrada, encurtando os corredor
A sina de um payador
Que a vida não deu parada.
Sempre quis erguer um rancho
Nas volta de algum fundão
Pra eu, mais o solidão
Ter na morte um poso certo
Um galpão, Mangueira perto
A sombra de um caponete
Pro descanso do ginete
E uns ponteio no violão.
Pra quem tem quage nada
Qualquer cosa é furtuna
O campo beijando a laguna, aa silhueta da tarde
Galpão, pelego, um catre, pra lua que se boleia
A cada gole de canha
As ideia se empareia,
O pensamento volteia
Tal um compasso de tango
Assim no mais, vai ao tranco
A vida se faz pequena
O branco mescla a melena
O tempo que se perdeu...
A china que nunca tive, a cria que não lambeu
O campo que não é meu, mas rondei como se fosse.
A vida é quase um coice
Pra quem sem nada nasceu.
Pra se campeiro me basta
O céu, planuras, as estrada
É muito pra um monarca, sem posse nem procedência
Que te por dono a querência, cantada numa payada.
Um dia se vai um taura, como quem puxa um bocal
A doma agora é solita não trás amadrinhador.
Por fim em algum corredor, a de sobrar uma terra
Uma cruz onde se encerra a vida de um domador.
Nem quero muito alvoroço, também quem vai se importa
É só no mas pra constar nos anais do campeirismo
Nessa vida de xucrismo
Alguém hay de se lembrar
Só meu pingo,
Só ele me basta
Nessa última tropeada
No fim dessa estrada, onde repousa um tropeiro
Eu recordo, meu parceiro
Dos bolicho, das função
Foste meu único amigo
E te chamei de solidão.
QUANDO VOS TINHA ...
Horas mais do meu contentamento
Sempre me mimou quando vos tinha
Na satisfação o tempo era tão asinha
Em tão dadivosos dias de sentimento
Aquele mágico e profundo momento
De te haver, que a sensação sustinha
É o bem que me ficou, sorte a minha
Pois, sobre causa poética fiz portento
Agrado tal me deu, talvez não achei
Prazer é tê-lo nos braços da ternura
E neste repuxo meu desejo eu aguei
Se não mais tiver, e viver da saudade
Bastei em ti, e só de ti me apaixonei
Pois, real amor é um só, na verdade!...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
22/03/2021, 14’47” – Araguari, MG
Afinal, eu absorvo o mundo ao meu redor, e ele está mudando o tempo todo. Assim como toda a água que estava em meu corpo da última vez que nos encontramos foi substituída por outra, as coisas que me constituem também mudaram.
Sem você
Minha flor de formosura,
Minha doçura e meu amor,
Tu és um poço de ternura,
Antídoto para minha dor.
Sem você,não sou nada,
Seria como um castelo vazio,
Uma casa abandonada,
Um duro e inquietante frio.
Ficaria sem rumo como o vento,
Parado como uma fotografia,
Mergulhado no poço do sofrimento,
Sem a mínima harmonia.
Por você moveria montanhas,
Seria colossal como um titã,
Faria mil e uma façanhas,
Como um louco e alucinado fã.
Sem você sou simplesmente vazio,
Um campo solitário e sem flor,
Um barco sem o mar,
O sentimento de uma dor.
Sem você,
Seria um bosque sem beleza,
Uma floresta triste e silenciosa,
Um castelo sem princesa,
Uma estrada tortuosa.
Sem você, sou os pássaros sem árvores,
Uma tristeza absoluta,
A superfície gélida de um mármore,
Uma derrota após a luta.
Lourival Alves
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