Nao Machuque o meu Coracao
"Nesta vida há um espaço de tempo para se perder, vou me sentir ganhando se perder meu tempo com você."
VARANDO A MADRUGADA
Desmorono
de sono...
meu corpo
se entrega
minha alma
se eleva...
meus sentidos
minam
meus sonhos
dominam...
"Ao olhar para a sua boca o meu único desejo é poder sentir os seus lindos lábios macios tocando os meus, com uma intensidade jamais sentida em qualquer outro beijo.”
AO MEU PAI
Nossa vida pode ser enxergada como fases… Nascemos, passamos pela infância, adolescência, fase adulta, velhice, fase em que somos filhos, pais, avôs, namorado, noivo, esposo…fases, muitas vezes passamos por várias simultaneamente, mas sempre uma fase, que tem começo meio e fim, nossa vida aqui na terra pode ser considerada uma fase, uma fase de evolução de aprendizado… Mas fase é apenas uma forma de enxergar… isso importa??? Não claro que não, eu creio muito é que quando temos uma mudança significativa, o que podemos enxergar como uma transição ou o término de uma fase e começo de outra, quando temos a percepção de notar que a partir de algum momento em nossas vidas ela de alguma forma muda, o que realmente importa é podermos olhar para trás e ter a certeza que ela foi bem vivida, bem executada, que fizemos o nosso melhor, olhar para trás com um sorriso, com saudades e esperança de que todas as pessoas que tocamos nessa fase tenham sido de alguma forma beneficiadas… Mais uma fase se encerra, só rezo a Deus ter feito o melhor !!
Dizer do meu amor?
Por que diria?
Para que fujas?
Se omita de minha companhia?
Se insistes, direi em sonatas
Em acordes alegres
Assim terei coragem
De me despir do meu mais profundo segredo
De revelar o meu desejo
Da ideia que penetra em minha mente
Agora vês?
Há tempos te amo loucamente!
07/02/2016
QUERO VIAJAR...
Sair por aí, contemplando a natureza, sentindo o vento bater em meu rosto, pensado na saudade que me dói.
Quero viajar, ir de encontro as montanhas aonde o sol desponta de manhã batendo na porta da cozinha
Quero viajar, deixar meus cabelos ao vento, fazendo carinho, levando meus pensamentos.
Quero viajar por aí, buscar os meus sonhos realizar, em cada ponto desta estrada chamada vida.
Quero viajar, olhar as estrelas no firmamento, falar com elas e contar minhas saudades.
Quero viajar pelas planícies, para sentir o verdejante, das palmeiras, acariciar os arbustos em minhas pernas e braços.
Quero viajar por aí, sentindo o cheiro do mato, da terra molhada depois da chuva, do leite da vaca no curral.
Quero viajar por aí, nadar no rio, colher a flor do campo, respirar ar puro das montanhas.
Quero viajar, matar a saudade de você, num abraço terno e fraterno, de eterno amor que nunca é esquecido, de amigos sincero.
Quero viajar por aí, olhar a lua prateada no céu, sentir a noite em meus ombros, sentir o perfume da dama da noite.
Quero viajar por aí, buscar o saber na natureza, inventar, criar, a amar.
Quero viajar por aí, levar minha paz, buscar a sua paz e com ela transformar o mundo.
Quero viajar por aí, levar alegria no meu sorriso, e até consolar-me se tiver triste na beleza e na grandeza da natureza, meu maior presente.
Quero viajar na amizade, nos sentimentos e pensamentos bons, na alegria de Ser mais do ter.
Quero viajar, buscando o bem, esquecer as mágoas, buscar a energia boa e pura da criança, e a bondade do idoso.
Quero viajar por aí, levando o meu amor e a fé, que é a esperança que movem a vida. Quero levar na empatia a paz.
Quero viajar por aí, buscar e levar um carinho, compartilhar o que aprendi e buscar o seu saber. Para se ajuntar ao meu, na tela da vida, neste constante aprender
Quero viajar por aí, apreciar as estradas, a flores pelos caminhos, cheiro que se espalha, beleza que que exalto.
QUERO ANDAR POR AI, SENTIR A NATUREZA, APRECIAR TODA BELEZA E COM ELA COMUNGAR, RESPIRAR E VIVER, TER NA MENTA ESTA BELA TELA QUE DEUS PINTOU E AGRADECER
Mesmo Que me encontre atrás de uma sela, continuarei em Liberdade; pois, podem prender meu corpo, mais nunca meus Pensamentos.
"Vôo livre é pra quem é livre, portanto eu, com meu pé mecânico e uma asa delta, voltamos a ser livres como os pássaros"
Entre vocês
A primavera está ausente
nesta natureza,
pois tem beleza neste meu mundo imaterial
formosura ambiental que me encanta
renovando as memórias do meu querer
partindo para as alianças de outro ser.
"Meu grande sonho é falar para todos abertamente e gritando em alto e bom som que eu te amo,sem medos ou represarias,falar para qualquer um ouvir que é você quem amo,e quando escondo meus reais sentimentos é uma tortura lenta,não me expressar,falar,e não me declarar é um machucado em mim,eu minto dizendo que você não significa nada para mim,e que eu te esqueci,por favor não se entristeça,tenho certeza que eu te quero,mas se minto é para te proteger,e um dia o meu brado dizendo seu nome vai ser tão alto que todos vão saber,calma."
O chamado
Quando a Morte me encarar
Face a face
E sorrindo
Invocar meu nome
E o Destino me disser:
- Eis seu último minuto!
Abrirei meus olhos
Levantarei meu corpo
E, encarando a Morte
E o Destino,
Direi:
Meu último minuto
Pertence ao Senhor;
Quem vem me buscar
Não é a Morte...
Mas a Vida!
COSTA, Sergio Diniz da. Etéreas: meus devaneios poéticos. Sorocaba/SP: Crearte Editora, 2012.
PENEDO OU ESPUMA?
Penedo ou espuma?
Vaporosa formação granítica
Rocha para correntes espumantes
Espuma ao contato das tempestades.
Quem és na essência
Se flutuas como tênues flocos
Se envergas trajes de matéria densa?
Na noite de teus mistérios
Ao esvoaçar de asas
Ensombrece o penhasco
Em enigmático mutismo.
Nos escaninhos de teu ser
Procuro espuma
Encontro penedo
Esculpo rochas
Desfaço espumas.
Que porta se abrirá
Ao chamado da dúvida?
Penedo e espuma
Dois estados do mesmo elemento
Encontro a ambos
No mesmo cenário:
Penedo é coragem
Espuma é indecisão.
COSTA, Sergio Diniz da. Etéreas: meus devaneios poéticos. Sorocaba/SP: Crearte Editora, 2012.
C R I A Ç Ã O
Meus versos, minha poesia
Não me pertencem:
Faço-me instrumento
De vidas alheias
De alheios sentimentos.
Sento-me no Banco da Vida
E transcrevo o grande poema
Dos homens
E dos deuses!
Minhas linhas são minha efígie
No anverso e reverso
Da moeda do tempo;
Crio vidas já nascidas
Sou senhor de alforriados
Pastor sem rebanho.
Meus versos, minha poesia
Não me pertencem:
Sendo a vida luz
Sou iluminado
E ilumino
Por minha vez!
COSTA, Sergio Diniz da. Etéreas: meus devaneios poéticos. Sorocaba/SP: Crearte Editora, 2012.
EM BUSCA DE UM CARNAVAL
Minhas ruas da infância
Estão vazias de sonhos e de confetes.
Os espirradores coloridos se esvaziaram no tempo,
Molhando requebrantes serpentinas.
Os pierrôs se fizeram mais tristes:
Suas colombinas perderam as fantasias
E em mulheres se transformaram;
Meu bloco virou a esquina
E o Bloco da Alegria
Em Bloco da Agonia se tornou;
Os mascarados tiraram as máscaras
E seus rostos outras máscaras se tornaram.
Meu carnaval menino
Em que espelho da vida
Escondeu seus foliões!?
COSTA, Sergio Diniz da. Etéreas: meus devaneios poéticos. Sorocaba/SP: Crearte Editora, 2012.
CONVITE AOS SONHOS
O sono, traído pela inspiração,
Parte, contrariado,
A cerrar outras pálpebras
Insugestionáveis.
O poeta, atraído pela inspiração
Ressurge, reavivado,
A perder segmentos de sua alma,
Manchando alvos papéis
Com a cor perene
De seus voos de Ícaro!
COSTA, Sergio Diniz da. Etéreas: meus devaneios poéticos. Sorocaba/SP: Crearte Editora, 2012.
INTRINSECAMENTE
Esta é uma noite minha,
Intrinsecamente minha!
A estrela mais brilhante
Reflete em meus olhos;
O vento brando que beijou
As flores noturnas
Minhas narinas entorpecem;
A melodia do universo sussurra
Em meus ouvidos atentos;
Os sonhos contam segredos
Decifrados por mim.
Esta é uma noite minha,
Intrinsecamente minha!
Todo o universo
A mim se ofertou
E igualmente
A mim arrebatou!
COSTA, Sergio Diniz da. Etéreas: meus devaneios poéticos. Sorocaba/SP: Crearte Editora, 2012.
APELO
Quero humanas criaturas a me amar
Além do baço reflexo de minh’alma
De minha fisionomia, que ri e que chora,
Em sentimentos puros ou contrações involuntárias.
Quero humanas criaturas a receber
Meu coração púrpuro
Fresco de sangue,
Que é morte... mas também vida.
Quero humanas criaturas a soprarem
O hálito de sentimentos
Em meu coração pequenino
Querendo crescer, ao sabor da vida.
Quero humanas contradições
Alimentando meu coração
Quase sumindo...
Meu coração quase crescendo
Vertido de uma alma entorpecida
Buscando a humana vida:
Pequenino brilhante imerso
Nos desejos humanos!
COSTA, Sergio Diniz da. Etéreas: meus devaneios poéticos. Sorocaba/SP: Crearte Editora, 2012.
ESPELHO
Quando o tempo tatuar meu corpo
Com as rugas da idade
E o espelho refletir minha imagem
Tão estranha aos ares da mocidade
Que verão meus olhos cansados?
Uma vítrea personagem sem alma
Dublando um resto de vida?
Uma alma esculpida em bronze
Afrontando, sobranceira,
O inevitável Mistério?
As linhas tão profundas
Sulcando minha matéria frágil
Aumentarão a luz
De minha candeia íntima
Transformando minh’alma
Prenhe de liberdade
Num candeeiro sem fim?
Ó Tempo, eterno coletor de débitos!
Que me cobrará teu aguçado desígnio?
Quando o Tempo tatuar meu corpo
Com as rugas da idade
E minha imagem diluída no espelho
Perder o alento de quem se mira
Indagarei aos anos idos:
Que espectro me reveste o presente:
Anjo ou demônio?
Quando o Tempo tatuar meu corpo
Com as rugas da idade
E no espelho não houver imagem
Que me cobrará a Vida?
Com que peso ou leveza
A Pena da Eternidade
Lavrará minha sentença?
COSTA, Sergio Diniz da. Etéreas: meus devaneios poéticos. Sorocaba/SP: Crearte Editora, 2012.
V a t i c í n i o
Enquanto o belo
For estandarte;
O ideal
Profissão,
O canto do poeta
Será semente
Fecundando
A escuridão!
COSTA, Sergio Diniz da. Etéreas: meus devaneios poéticos. Sorocaba/SP: Crearte Editora, 2012.
Vértice divino
Durante milênios
Sentei-me na relva do mundo
E perscrutei as estrelas
Em busca de outros seres.
Durante milênios
Ao lado de pequenina semente
Reguei minha imaginação
Buscando formas
Procurando respostas.
Durante milênios
As estrelas cintilaram
E a roda do universo girou
Mas meus olhos cegos
Somente viram sombras
Da realidade tão perto.
Durante milênios
Voei o voo raso
Dos desencontros
Sentei-me no topo do mundo
E somente vi desolação.
Durante milênios
O mundo sulcou minh’alma
E descerrou minhas ilusões
E a semente da vida
Agora em botão
Mostrou-me os seres
Que há muito
Davam-me as mãos.
COSTA, Sergio Diniz da. Etéreas: meus devaneios poéticos. Sorocaba/SP: Crearte Editora, 2012.
VOO TRANSCENDENTAL
Sou pássaro encerrado
Nas grades das ilusões
Cantando canções de liberdade.
Minhas asas querem o voo
Das grandes alturas
Alcançar a Fonte
Das águas cristalinas.
Além, onde os pássaros voam livres,
Quero mergulhar no Oceano da Luz
Planar nas correntes da paz
E mitigar a sede
Nas águas do conhecimento.
E quando anoiteceu, nada mais pude ver, por mais que meu esforço era grande ,de nada adiantou a procura na escuridão...
É no passado remoto que colho as lembranças do meu sacrifício e dedicação no trabalho para que minha família tivesse um futuro promissor e hoje vejo que embora tenha dado buns frutos sempre se perde algo valioso na safra da vida.
Se é Carnaval
#11;#11;Os blocos estão nas ruas, meu amor...#11;
Feito os sorrisos que acompanham as lágrimas#11;
ou as lágrimas que acompanham os sorrisos.#11;#11;
Se as pessoas, felizes, sambam suas amarguras#11;
é porque há muita felicidade em trânsito.#11;
E se faço silêncio, é porque hoje é carnaval.#11;#11;
Por que, meu amor, é assim que tem de ser...
#11;Amar com fantasia, fantasiando a perfeição.#11;
Como se o carnaval jamais tivesse fim.#11;#11;
E se é carnaval,
#11;vamos brincar até o dia amanhecer e a noite se cansar de nós.
#11;Depois a gente vai pra casa e se ama como se não houvesse o fim.
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